Brasil

Torcedor mistura catuaba com cerveja desde 8h no open bar da Copa

Adriano Wilkson/UOL
Torcedores aproveitam open bar para assistir a jogo do Brasil Imagem: Adriano Wilkson/UOL

Adriano Wilkson

Do UOL, em São Paulo

22/06/2018 11h42

O horário incomum de futebol não intimidou uma centena de torcedores que se reuniram em um bar em São Paulo para ver a vitória do Brasil sobre a Costa Rica nesta sexta-feira de manhã. Contando com o esquema open bar, alguns torcedores começaram a beber às 8h da manhã e, mesmo tendo que trabalhar mais tarde, não deixaram de combinar álcool com a Copa. Moderadamente, segundo eles.

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O estudante de Educação Física, que se identificou apenas como Willian, por exemplo, misturava catuaba com cerveja no intervalo da partida. "Adoro beber de manhã, já começo o dia bem", dizia ele, que vai ter que trabalhar às 16h. "É só comer alguma coisinha depois pra cortar e ficar de boa". O open bar vai distribuir cerveja, catuaba, vodca (na versão frutada ou não), água e refrigerante até as 15h.

Junto com os amigos Filipe e Marcel, ele estava desde as primeiras horas da manhã procurando um bar pra ver o jogo. Decidiu ficar no Fraternidade 211, cuja entrada no open bar saía por R$ 50. Já a estudante Bruna Frafer, de 20 anos (quase 21, ela enfatizou), preferiu nem dormir. "Estava na balada, passei na casa de um amigo e vim direto", pra cá dizia ela equilibrando copos de cerveja e mostrando fotos suas com uma faixa na testa com a frase "100% Jesus", uma homenagem ao ídolo Neymar, não ao camisa 9 Gabriel.

Situado perto de uma faculdade particular, o bar reuniu estudantes e recém-formados, todos acostumados a combinar o etilismo com as primeiras horas da manhã. "Você nunca foi a jogos universitários?", perguntou um dos estudantes ao explicar o hábito de beber de manhã.

A vitória brasileira no sufoco empolgou a torcida, que promoveu uma chuva de cerveja após cada um dos gols chorados, molhando o chão, os garçons e a reportagem do UOL Esporte.

Adriano Wilkson/UOL
Imagem: Adriano Wilkson/UOL

"É o nosso primeiro grande evento", informava, satisfeito, João Henrique Leite, o dono do bar, que garantiu 350 litros de cerveja, 50 de catuaba e 42 de vodca. "Se estou confiante no hexa? Não. Estou confiante no hepta, o hexa já é realidade", disse ele, que distribuía shots aos clientes.

Sua animação reflete o alto e incomum movimento do bar nesta manhã, causado pelo fuso horário russo. Normalmente, o empresário recebe poucos clientes a esta hora, que geralmente só querem saber de tomar o café ou almoço. Nesta manhã, além da bebida à vontade, o bar servia pães de queijo (para o desjejum) e batata frita. Telões espalhados pelo galpão mostraram o jogo e caixas de som tocaram funk no último volume depois que a vitória foi confirmada.

"Depois do Brasil ganhar, é torcer pela Islândia acabar com a Argentina", planejava o publicitário Davi Silva, que bebia junto com o estudante Eduardo Santos. O primeiro de folga e o segundo de férias, ambos "sextaram" mais cedo do que o normal e abriram o fim de semana em grande estilo.

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