Brasil

Torcedor surdo e cego faz festa em gol de Coutinho e chega até a seleção

Reprodução/Youtube
Imagem: Reprodução/Youtube

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

22/06/2018 21h00

Um vídeo publicado nas redes sociais logo após a vitória do Brasil sobre a Costa Rica, pela segunda rodada da Copa do Mundo, rapidamente viralizou pela rede e foi curtido até pelo meia Renato Augusto, que está a serviço da seleção na Rússia.

Nas imagens há três homens, um aparelho de televisão e um campo de futebol em miniatura. Uma destas pessoas conduz pelo campinho as mãos de outra, que recebe estímulos sensoriais também nas costas. Quem está no meio deles é Carlos Alberto Santana Júnior, um fanático torcedor da seleção com surdocegueira adquirida. Carlos não enxerga e nem escuta, mas comemorou como poucos o primeiro gol do Brasil, marcado por Philippe Coutinho aos 46 minutos do segundo tempo.

Os outros dois homens do vídeo são Renato Rodrigues e Vinícius Alves, guias-intérpretes de Carlos Alberto, e que "narraram" o jogo para o torcedor por meio da linguagem de libras tátil. Pela palma da mão, no toque do intérprete e na dimensão do campinho, o torcedor acompanhava movimentações e ações dos jogadores. Ao mesmo tempo, nas costas, os guias aplicavam um procedimento chamado "comunicação háptica", que serve para passar informações como times que estão com a bola, número dos jogadores que estão com a bola, faltas e cartões. É uma experiência completa que visa deixar o surdocego o mais próximo possível do jogo do Brasil.

O vídeo foi postado originalmente no Facebook de Renato Rodrigues, mas correu pela internet por meio da página do Instagram @RCLivramentoReal, um projeto da cidade gaúcha de Santana do Livramento, um time de futebol de 7 que realiza ações solidárias e é seguido por uma série de boleiros e influenciadores digitais. O vídeo teve mais de 100 mil visualizações na página do time e depois viralizou em outras redes sociais e perfis.

O personagem do vídeo, Carlos Alberto Santana Júnior, tem 30 anos, nasceu sem escutar e, assim, condição de desenvolver a fala. Ele perdeu a visão na adolescência, então tem plena noção de como tudo funciona no futebol, o que torna a abordagem dos guias-intérpretes mais simples. Ele se comunica pela linguagem de sinais e recebe interações do mundo exterior pelo tato. Para "assistir" a seleção brasileira, precisou decorar o número dos jogadores e combinar alguns sinais.

O resto foi nervosismo pelo jogo amarrado, emoção nos gols marcados nos acréscimos e muito batuque.

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