Argentina

Argentina chama reunião com Sampaoli para negar rumores de motim de atletas

REUTERS/Marcos Brindicci
Imagem: REUTERS/Marcos Brindicci

Marcel Rizzo

Do UOL, em Moscou (Rússia)

23/06/2018 17h28

A vitória da Nigéria sobre a Islândia, que ressuscitou a Argentina na Copa da Rússia, parecia ter acalmado a crise na seleção sul-americana. Mas só parecia. Na noite deste sábado, o presidente da AFA (Associação Argentina de Futebol), Claudio Tapia, precisou chamar para uma conversa o técnico Jorge Sampaoli e garantir que ele estará no banco de reservas na terça-feira contra os nigerianos - uma vitória simples pode bastar para dar vaga à Argentina nas oitavas, desde que a Islândia não vença a Croácia.

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Desde sexta (22), um dia após a derrota de 3 a 0 para os croatas, a imprensa argentina tem divulgado informações de que o elenco não quer mais Sampaoli. Áudios vazados neste sábado aumentaram a tensão. Um deles, atribuído ao ex-jogador Ricardo Giusti, campeão mundial em 1986, dizia que ao conversar com Jorge Burruchaga, também campeão em 86 e hoje diretor de seleções, recebeu a notícia de que o elenco avisou a Tapia que eles escalariam o time. E se Sampaoli quisesse, poderia ficar no banco. Mas se não quisesse, daria na mesma.

A AFA precisou negar essas informações, e Tapia convocou Sampaoli para negar que pretendesse tirá-lo do comando do time na terça. A onda de especulações que invadiu a imprensa argentina também chegou a Messi. Segundo um áudio atribuído a um treinador chamado Gustavo Cineros, que teria contato no elenco, Messi e Mascherano teriam brigado com Sebastian Beccacece, auxiliar de Sampaoli.

Mascherano foi alvo de outra notícia que ele próprio precisou desmentir: que teria levado um soco do atacante Pavón no vestiário pós-derrota para a Croácia. Em post nas redes sociais, Mascherano brincou com o fato em uma foto em que dá a mão a Pavón. O irmão do atacante do Boca Juniors também postou negando o fato. Um dos principais pontos explorados por jornalistas argentinos para a má fase é justamente uma suposta "guerra de gerações" dentro do elenco, o que todos negam.

Pela manhã na Rússia, madrugada no Brasil, houve treinamento no centro de treinamento de Bronittsy, a 60 km de Moscou, e Sampaoli comandou o treino normalmente, com Messi e Mascherano obedecendo suas ordens normalmente.

O fato é que, mesmo se a AFA estiver falando a verdade sobre todos esses desmentidos, o clima no elenco continua pesado, mesmo com a possibilidade de classificação ainda existir. E ainda faltam três dias para a partida...

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