Argentina

Em média, Messi é o jogador de linha da Argentina que menos correu na Copa

Gabriel Rossi/Getty Images
Lionel Messi, cabisbaixo, enquanto jogadores da Croácia (ao fundo) comemoram gol de Ante Rebic diante da Argentina, em jogo pelo Grupo D da Copa de 2018 Imagem: Gabriel Rossi/Getty Images

Rodrigo Mattos

Do UOL, em Moscou (RUS)

23/06/2018 04h00

Questionado por sua atuação diante da Croácia, o argentino Messi foi o jogador de linha que menos correu de sua seleção em média, isto é, levando-se em conta o período em que passou em campo. Sua distância percorrida é inferior também a outros astros como Cristiano Ronaldo, Neymar e Mbappé. Há uma discussão na Argentina sobre o abatimento do jogador após a derrota.

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No total, Messi esteve 192 minutos em campo, nas duas partidas diante da Islândia e Croácia. Neste período, percorreu 15,24 km. Excluído o goleiro Caballero, que naturalmente anda menos, todos os outros jogadores que ficaram os dois jogos inteiros em campo correram mais do que o craque do time. Foi o caso de Otamenti (19,6 km), Tagliafico (20,4 km) e Mascherano (19,22 km).

Ok, pode se argumentar que são jogadores de marcação que têm de se esforçar mais para recuperar a bola e ainda avançar. Mas, com os atacantes, o quadro é parecido. Mezza jogou 10 minutos a menos do que Messi e correu por 19 km, enquanto Aguero percorreu distância similar ao craque (15,05 km) apesar de atuar por 40 minutos a menos.

Isso deve-se também ao sistema de jogo de Sampaoli. Quando a Argentina tinha que se recompor após perder a bola, Aguero é quem voltava para fechar os espaços enquanto Messi podia continuar à frente esperando para só se desgastar no ataque.

REUTERS/Murad Sezer
Imagem: REUTERS/Murad Sezer

No total, o time argentino correu 202 km nas duas partidas. Ou seja, em média, cada jogador em campo deveria percorrer 18,4 km, bem mais do que o número de Messi. Neymar correu uma distância de 3 km do que o argentino tendo jogado por praticamente o mesmo tempo, e Cristiano Ronaldo também o supera embora por menor margem.

Para além da forma física, Messi também contribui menos para a Argentina em quesitos técnicos, especialmente na segunda partida diante da Croácia. Ele deu 12 dos 36 chutes argentinos na Copa, sendo apenas um no segundo jogo. Sofreu apenas seis faltas, um sexto do total que atingiu o time. Tentou 96 passes enquanto todo time chegou a 1.223, isto é, esteve abaixo da média de cada jogador em participações no jogo.

Ressalte-se que Messi foi prejudicado também pela mudança de esquema de Sampaoli. Ele passou a utilizar três zagueiros diante da Croácia, um sistema que o meia já tinha avisado que não o beneficiava pois aumenta a marcação ao seu redor. Em resumo, a Argentina não ajuda Messi, mas ele também está longe do auge de sua forma física.

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