Argentina

Os "mimos" de Messi: esposa por perto na Rússia e agrado tático de Sampaoli

Adam Pretty - FIFA/FIFA via Getty Images
Imagem: Adam Pretty - FIFA/FIFA via Getty Images

Marcel Rizzo

Do UOL, em Moscou (Rússia)

24/06/2018 21h00

Messi vai receber mimos para se animar para a decisiva partida contra a Nigéria, que acontece na terça (26). Na avaliação da comissão técnica da seleção argentina e da direção da AFA (Associação de Futebol da Argentina), o jogador está cabisbaixo, desanimado e precisa de carinho. Nada melhor do que ter a família por perto. O ídolo também receberá um agrado tático de Jorge Sampaoli.

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A primeira parte é fazer com que a esposa, Antonella Roccuzzo, fique mais próxima do jogador. Ela não foi ao primeiro jogo, contra a Islândia, mas viajou para ver o confronto contra a Croácia, retornando depois à Espanha. Está previsto que ela vá a São Petersburgo para acompanhar de perto a partida com a Nigéria, e, se a Argentina passar, haverá a tentativa de deixá-la de vez na Rússia, mais perto de Messi.

Anteriormente, por decisão da família, decidiu-se que ela e os três filhos (Thiago, Mateo e Ciro) não ficariam todo o tempo na Rússia. Avaliou-se que Bronnitsy, cidade-base da Argentina na Copa a 60 km de Moscou, não tinha estrutura suficiente. Por isso Antonella continuou em Barcelona. 

Por duas vezes, os familiares puderam visitar os jogadores na concentração de Bronnitsy, e fotos de Messi com parentes de outros jogadores, como a filha do amigo Di Maria, estiveram nas redes sociais.

Uma das hipóteses levantadas pela imprensa argentina para a apatia do astro foi justamente a distância da família. Neste domingo, aniversário do craque, Antonella fez um post no Instagram e, na legenda, destacou a palavra "família". Além disso, ele ganhou um bolo na concentração.

Apesar do mau futebol apresentado na estreia com empate por 1 a 1 contra a Islândia, quando perdeu pênalti, e principalmente na derrota por 3 a 0 para a Croácia, Messi tem recebido apoio público de Diego Maradona, maior craque argentino e campeão do mundo em 1986.

Gabriel Rossi/Getty Images
O craque ganhará um agrado tático de Sampaoli Imagem: Gabriel Rossi/Getty Images

"Messi não tem culpa, fez o possível", comentou o ídolo argentino após a desastrosa derrota diante da seleção croata, eximindo o camisa 10 da responsabilidade e afirmando que a culpa pertence à diretoria da AFA e ao técnico Jorge Sampaoli.

Na TV venezuelana, Maradona disse que gostaria de ir até a concentração da Argentina para conversar com os atletas e deu a entender que poderia levar outros veteranos de conquistas anteriores da seleção, mas, ao que parece, tanto a AFA quanto a comissão técnica deram de ombros para a sugestão.

Por isso, por meio de amigo em comum, Maradona enviou a Messi uma mensagem de apoio na qual diz acreditar no seu futebol e na classificação -- uma vitória simples ante a Nigéria pode bastar.

Por fim, Sampaoli cedeu e vai armar o time no esquema preferido de Messi, algo próximo do 4-4-2. Resta saber quem serão os escolhidos para a formação, mas já se projeta que o camisa 10 atue na frente ao lado de Higuaín, com Di Maria apoiando ambos e um meio de campo com Mascherano, Banega e Enzo Pérez.

Messi, dessa maneira, jogará mais próximo do gol, onde é mais letal. Além disso, também em sua avaliação, ficará menos preso na marcação do que em outros esquemas táticos já tentados por Sampaoli, como o fracassado 3-4-3 que inventou contra a Croácia.

"[Messi] Está bem, frustrado como todos. Quando o resultado não vem, todos se frustram. Ele é uma peça chave para nós, e um ser humano tem as suas frustrações", disse Mascherano, um dos melhores amigos do camisa 10 e sub-capitão da equipe (nos jogos, a braçadeira é de Messi)

Os argentinos se preocupam em agradar ao craque porque sabem que Messi precisa jogar bem se o time quiser se classificar para as oitavas de final. Com ele abatido, a chance de vencer cai para quase zero.

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