Copa 2018

Irã e Marrocos expõem erros dos favoritos e saem da Copa após jogos duros

Pilar Olivares/Reuters
Imagem: Pilar Olivares/Reuters

Arthur Sandes

Do UOL, em São Paulo

25/06/2018 20h00

Consideradas as grandes azarãs em um grupo que tinha a presença de Espanha e Portugal, as seleções de Irã e Marrocos fizeram na Copa do Mundo o que quase ninguém esperava. Deram enorme trabalho aos europeus ao equilibrar os jogos, cada uma a sua maneira. Mesmo eliminadas, expuseram erros das seleções favoritas e foram a causa principal de toda a emoção vivida no grupo B nesta segunda-feira (25).

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Irã e Marrocos abriram a chave no último dia 15, em jogo nivelado no qual os africanos foram melhores mas sofreram gol nos acréscimos. Horas depois, Portugal 3 x 3 Espanha reforçou a ideia de que os europeus iriam atropelar nos demais jogos e polarizar a briga por classificação. O resultado foi este mesmo, mas por vias muito mais tortuosas do que se imaginava.

Foram quatro confrontos das seleções europeias contra as ‘zebras’: duas vitórias suadas por 1 a 0 e dois empates que por pouco não custaram caro para espanhóis e portugueses. Na última rodada, o Irã empatou com Portugal nos acréscimos e ficou a um gol de se classificar na liderança do grupo. Marrocos já estava eliminado, mas deu muito trabalho à Espanha sendo fiel a seu estilo de jogo ofensivo.

Os marroquinos chegaram à Copa do Mundo com 17 jogos de invencibilidade, em um período que teve vitórias sobre Egito e Sérvia, por exemplo. Se o elenco desconhecido e a 41ª posição no ranking da Fifa não inspiravam confiança, a bola que jogaram surpreendeu. Foram corajosos, buscando o ataque nas três partidas e deixando orgulhoso o técnico Herve Renard.

“Nossos jogadores devem ser elogiados por este jogo e por tudo que fizeram nesta Copa do Mundo. Faltou um pouco de experiência, poderíamos ter melhores resultados, mas mostramos que podemos enfrentar duas das melhores equipes do mundo”, enaltece o treinador francês, classificando tanto a derrota para Portugal quanto o empate contra a Espanha como "momentos mágicos" para o Marrocos.

AP Photo/Petr David Josek
Jogadores do Marrocos comemoram um dos gols anotados contra a Espanha Imagem: AP Photo/Petr David Josek
Outro que ficou orgulhoso foi Carlos Queiroz, técnico português que comanda o Irã. Ele armou uma retranca quase intransponível, que só sofreu dois gols na Copa – um deles, por azar –, e ainda deu o maior calor em Portugal no jogo que valia vaga nas oitavas. “Isso é o que se espera de uma Copa do Mundo, uma partida tensa. Acredito que jogamos muito bem contra um candidato a ser campeão”, falou ao final do empate por 1 a 1 nesta segunda.

Se Irã e Marrocos surpreenderam positivamente, o desempenho tem a ver também com as dificuldades de Portugal e Espanha. A seleção de Cristiano Ronaldo empolgava por contar justamente com o craque, além de ter sido campeã europeia há dois anos. Apesar de alguns amistosos ruins (empate com EUA, derrota para Holanda...), era a cabeça de chave do grupo e demandava respeito. Em campo, porém, mostrou-se apenas razoável. Foi extremamente dependente de CR7, que fez quatro dos cinco gols da equipe na primeira fase. Quaresma, que começou a partida contra os iranianos como titular e marcou um gol, talvez seja uma esperança de o ataque português não colocar toda a responsabilidade nas costas de sua principal estrela.

Já os espanhóis viveram dias turbulentos em solo russo. Os dois anos sem perder não foram suficientes para evitar a demissão do técnico Lopetegui, após polêmica envolvendo um acerto com o Real Madrid para depois da Copa, e a seleção teve a imagem de favorita ao título arranhada. De fato, cometeu no Mundial alguns erros que pode ou não ter a ver com a mudança de comando, principalmente desatenção defensiva e dificuldade para infiltrar-se na defesa adversária. Venceu o Irã com um gol sem querer e só empatou com Marrocos nos acréscimos, após o árbitro constatar por meio do VAR que Iago Aspas não estava impedido no gol salvador dos espanhóis.

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