Colômbia

Seleção das dancinhas, Colômbia se une através da música

Julian Finney/Getty Images
Yerry Mina comemora gol com Cuadrado: não faltou dancinha na Rússia Imagem: Julian Finney/Getty Images

Julio Gomes

Do UOL, em Kazan (Rússia)

25/06/2018 06h44

Depois de "subir no terceiro andar", fazer o gol e extravasar após abrir a contagem para a Colômbia na vitória por 3 a 0 sobre a Polônia, faltava apenas uma coisa para Yerry Mina: a famosa dancinha, marca registrada do zagueiro colombiano em suas comemorações, agora levada para a Copa do Mundo da Rússia.

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Ao lado de Cuadrado, Mina chacoalhou o corpanzil diante dos aproximadamente 30 mil colombianos que lotaram a Arena Kazan e vibraram com a vitória que recolocou os colombianos na briga por uma vaga nas oitavas.

A dança e a música não são coisa só de Mina. São a grande marca da seleção colombiana. Seja no ônibus ou no vestiário, as caixas de som "bombam" com, principalmente, salsa e "reggaeton". Após a vitória de domingo, o ritmo escolhido foi o Joropo, um tipo de música regional da Colômbia.

“As músicas me trazem muita alegria. São parte da gente”, disse Mina ao UOL Esporte. Reserva no primeiro jogo, ele começou contra a Polônia e abriu o placar após ótima assistência de James Rodríguez. Foi o gol do alívio, aos 40min, quando o primeiro tempo parecia se encaminhar para um 0 a 0, apesar de toda a pressão colombiana.

“Nós transmitimos aquilo que sentimos”. Mina chamou a dancinha de “elegante”.

Filippo Monteforte/AFP
Juan Quintero comemora gol contra Japão: irreverência é marca da seleção colombiana Imagem: Filippo Monteforte/AFP
Algo parecido foi dito por todos os jogadores com quem a reportagem conversou após o jogo de Kazan. A música não é apenas uma parte do dia a dia. Ela é a essência do grupo colombiano. O elo de união entre time, funcionários da dederação e povo.

“A música nos identifica. Sempre estamos escutando. Ela nos une, a dança é grande parte da nossa cultura”, disse Aguilar.

Além de Mina, os outros “DJs” do grupo são James Rodríguez, Cuadrado, Muriel e o roupeiro, Hector Abadia.

A história de Abadia é curiosa. Muitos anos atrás, Freddy Rincón apelidou o roupeiro de Amaral, volante que era, então, seu companheiro no Palmeiras. A semelhança é fácil de imaginar: o Amaral colombiano tem uma pálpebra mais “caída” que a outra, assim como o Amaral brasileiro. O apelido pegou e dura até hoje.

Só não tem música alta quando o time perde. “Aí não tem sentido, não temos razão para sorrir quando perdemos”, conta o zagueiro Davinson Sánchez. “Mas, no resto do tempo, estamos sempre escutando. É parte de nós”.

Pergunto se há algum tipo de discussão, caso jogadores queiram ouvir algum tipo diferente de música.

“Nunca! É sempre música colombiana. Sempre boa música. Então nunca tem discussão”, sorri.

“A música é um estado de ânimo. Alegria, tristeza, família, tudo vem através da música”, disse o meia Quintero, um dos destaques contra a Polônia, mostrando que ele e James Rodríguez, que jogaram por música em Kazan, podem atuar juntos.

Apesar da euforia, a Colômbia precisa ganhar de Senegal na última rodada, quinta-feira, em Samara, para se classificar para as oitavas de final. Se empatar, só entra caso o Japão perca para a já eliminada Polônia.

“Já precisamos começar a programar nossa mente para o jogo contra Senegal. É outra final. Antes do jogo contra a Polônia, eu disse ‘somos nós ou eles’. Temos de enfrentar essa próxima partida com a mesma mentalidade”, disse o atacante Falcao García.

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