Argentina

Argentinos sofrem à espera do "milagre" de Rojo no Parque Centenário

Luciana Rosa/UOL
Imagem: Luciana Rosa/UOL

Luciana Rosa

Colaboração para o UOL, em Buenos Aires (Argentina)

26/06/2018 18h49

Desde a última quarta-feira (21), logo após o erro do goleiro Willy Caballero, que denotou no primeiro dos três gols marcados pela Croácia, 40 milhões de argentinos viviam em clima de angústia.

- Assista aos gols de Nigéria 1 x 2 Argentina

Quem poderia prever que o vice-campeão da Brasil-2014, a seleção que conta com nada menos que Messi, poderia ser eliminada na primeira fase da Copa?

Nem o "gato vidente" Achiles previu a crise na qual mergulharia a equipe de Sampaoli, que foi alvo de críticas e rumores de todo o tipo durante os últimos cinco dias, desde briga entre jogadores e treinador, até mesmo o suposto pedido de que este não estivesse à frente da alviceleste no decisivo encontro com a Nigéria.

O diz-que-me-disse foi tamanho, que na coletiva dada à imprensa na manhã de segunda (25) por Sampaoli e Armani – o novo goleiro a ser escalado para o encontro com a Nigéria – as perguntas se basearam em fatos ocorridos, no mundo real e no mundo virtual (referindo-se aos rumores provenientes de vazamentos de conversas de WhatsApp).

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Imagem: Luciana Rosa/UOL

Crises de representatividade e dramatismos portenhos à parte,fato é que, para o torcedor argentino, a esperança se reacendeu com a vitória da mesmíssima Nigéria sobre a Islândia da última quinta. Os dois gols marcados pela equipe africana foram comemorados com gritos e buzinaços na capital Buenos Aires.

Nesta terça-feira, os conterrâneos do Papa Francisco tiveram que rezar para que os planetas se alinhassem de forma a obter a vitória em cima da Nigéria e que a Islândia não ganhasse da Croácia em duelo simultâneo.

Se na Rússia são cerca de 54 mil os argentinos que viajaram, segundo dados da Fifa, para torcer pela seleção de Messi, por aqui escolas interromperam as aulas, o expediente acabou mais cedo, e as ruas ficam praticamente desertas. Tudo isso, para acompanhar o que poderia ser o último suspiro da Argentina dentro da Copa, mas que acabou representando a sua ressurreição.

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Cerca de 1.600 pessoas lotaram o anfiteatro do Parque Centenário, localizado no bairro de Caballito, no coração de Buenos Aires. Muitas famílias, como a do argentino Federico Palácio e da cubana Colete Ani, que trouxeram o pequeno Felipe (5) para viver o clima de estádio presente no local. Mas os ânimos não eram de um jogo qualquer; as testas franzidas, os suspiros largos, as unhas comidas e os olhares concentrados no telão delatavam que, por aqui, a sensação era de uma final.

Apesar dos otimistas, que ao chegar palpitavam resultados folgados para a Argentina – como Iván Hidolfo que arriscou um 2 a 0 para a alviceleste –, outros eram mais contidos, como Alberto Cavani: "vamos passo a passo, pode ser. Esperemos que com esses jogadores que estão agora seja possível. Eles já jogaram o outro Mundial e são especialistas", respondendo, no intervalo do jogo, se já era possível sonhar novamente com o caneco.

O jogo não foi nada fácil para a equipe do Messi, o qual mesmo abrindo o placar logo no princípio do primeiro tempo, não conseguiu salvar os argentinos de uns bons 40 minutos de sofrimento. O pênalti bem cobrado para a Nigéria, decretou que o segundo tempo seria mais dramático do que os mais sofridos tangos argentinos.

Mas, tão impensável e difícil de acreditar quanto a titularidade do goleiro Armani, que teve que contar com o azar de Romero – lesionado logo antes do embarque para a Rússia, e de Caballero, deslegitimado pela terrível falha de defesa do último confronto –, a classificação para as oitavas veio sofrida e com gol aos quase 45 minutos do segundo tempo, que incendiou os torcedores presentes no Centenário e reconciliou o, aqui chamado extraterrestre, ídolo Messi. "Eu amo ele! Eu amo o Messi. Messi, te amo!" exclamava a torcedora Maria Pedrabuena. "Para todos aqueles que diziam que o Messi não podia, tomem! Isso aqui é Argentina, papai! Ar-gen-tina!", desabafa.

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