Copa 2018

Griezmann e Dembélé decepcionam na 1ª fase, e França ainda busca encantar

AP
Griezmann teve mais uma atuação apagada e acabou substituído contra a Dinamarca Imagem: AP

Do UOL, em São Paulo

26/06/2018 21h00

Dona de um dos elencos mais talentosos da Copa do Mundo e com um conjunto de atacantes de fazer inveja a qualquer concorrente, a França termina a primeira fase em situação curiosa. Por um lado, a campanha de sete pontos foi construída sem grandes sustos e o primeiro lugar do grupo C, garantido de forma protocolar. Por outro, o futebol apresentado passou longe de encantar como se esperava, e duas das principais estrelas, Antoine Griezmann e Ousmane Dembélé, decepcionaram.

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As atuações da dupla não têm animado a imprensa francesa. No jogo de estreia, contra a Austrália, os dois jogaram ao lado de Mbappé formando um trio de ataque veloz, mas que não foi envolvente como previsto. Griezmann até fez o primeiro gol, convertendo pênalti que ele mesmo sofreu, mas foi o escolhido para sair quando o técnico Didier Deschamps resolveu mudar o sistema e colocar Giroud como referência na área.

A França melhorou sensivelmente com a presença do centroavante, e Giroud não saiu mais do time. Para a segunda partida, diante do Peru, quem deixou a equipe titular foi Dembélé, de atuação discreta contra os australianos. De novo, um jogo travado dos franceses e uma vitória magra, por 1 a 0, após o Peru errar na saída de bola e Mbappé completar para o gol.

Deschamps já havia cobrado Griezmann depois do jogo com a Austrália, dizendo que esperava mais futebol do atacante. Mas o camisa 7 novamente fez um jogo apático contra a Dinamarca, na partida que fechou a primeira fase. Sem espaço para operar atrás de Giroud, apareceu pouco e só deu um chute de fora da área facilmente defendido por Schmeichel. De novo, saiu no segundo tempo, e viu seu substituto Fekir acender o jogo com duas jogadas individuais perigosas.

Sacado do time após a estreia, Dembélé também ganhou mais uma chance contra os dinamarqueses, com Deschamps poupando seis titulares. Mas também foi desaparecido em campo e acabou substituído por Mbappé. O prodígio do PSG, de novo, mostrou ser o único do talentoso trio francês que vive bom momento na Copa até aqui, tentando jogadas e dando uma nova faísca a um jogo que, de tão pouco movimentado, recebeu até vaias da torcida.

Além de Mbappé na frente, outros astros corresponderam bem individualmente, apesar de o time ainda não ter empolgado no jogo coletivo. São os casos do goleiro Lloris, que mostrou os reflexos apurados de sempre; o zagueiro Varane, líder de um setor defensivo que tem se mostrado sólido; e os volantes Kanté e Pogba, com o primeiro incansável nos desarmes e o segundo oferecendo passes precisos e infiltrações perigosas.

Agora, Deschamps segue com um dilema para as oitavas de final. O treinador parece ter achado o desenho ideal pra dar equilíbrio ao time: um 4-2-3-1 com o volante Matuidi fazendo o corredor esquerdo, enquanto Mbappé tem mais liberdade para flutuar a partir da direita. Griezmann será mantido atrás de Giroud no ataque? Dembélé vai recuperar espaço? O tempo é curto. A França enfrenta a Argentina em seu primeiro mata-mata na Copa no próximo sábado (30), às 11h (de Brasília), em Kazan.

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