Argentina

Messi tem "um tempo de Messi", mas isso basta para se manter vivo na Copa

Alex Livesey/Getty Images
Lionel Messi domina a bola durante o jogo entre Argentina e Nigéria Imagem: Alex Livesey/Getty Images

Rodrigo Mattos

Do UOL, em São Petersburgo (Rússia)

26/06/2018 17h01

Houve negociações com o técnico Jorge Sampaoli, conversas, boatos até que fosse montada uma Argentina que pudesse tentar explorar o maior potencial do jogador. Parecia que daria certo pelo cenário do primeiro tempo. Passou a ter um colega de criação em Banega, atuava mais avançado em faixa decisiva, estava com um olhar diferente.

- Assista aos gols de Nigéria 1 x 2 Argentina

A marcação dupla nigeriana não era suficiente para pará-lo no início do jogo. Com muitos deslocamentos para a direita, envolvia os marcadores com tabelas curtas. Era quase como uma estreia da Copa depois de dois jogos decepcionantes.

Alex Livesey/Getty Images
Imagem: Alex Livesey/Getty Images
No embalo que a torcida que o venerava na arquibancada, marcou um golaço quando Banega fez belo lançamento. O domínio na coxa foi seguido de um toque sem deixar a bola cair no chão, e um chute preciso no canto oposto. A comemoração foi bem longe de Sampaoli, do outro lado do campo, ajoelhado.

Não era o suficiente para ele. Após falta sofrida por Di Maria, meteu uma bola na trave. Antes disso, botara Higuaín na cara do gol para que ele concluísse nas mãos do goleiro.

No segundo tempo, no entanto, o cenário mudou. A desorganização argentina se tornou especialmente doída quando Mascherano fez o pênalti. A partir daí, a marcação apertou em Messi, e seu time já não conseguia jogar para ele.

Os movimentos que pareciam naturais no início do jogo tornaram-se travados, e as arrancadas paravam em um jogo embolado pelo meio. Mesmo passes curtos já não saíam com a precisão. Foi mais na pressão do que em seu craque que a Argentina chegou à vitória no chute de Rojo.

Messi não desistiu do jogo. Chegou a tentar uma arrancada que terminou bloqueada. Ao perder a bola, deu um carrinho para salvar o lance. Se não havia mais o futebol brilhante do primeiro tempo, houve luta do craque argentino até o final. O suficiente para sua sobrevida no Mundial após o gol salvador de Rojo, aos 41 min do segundo tempo. Com o resultado, a Argentina  bateu a Nigéria por 2 a 1 e agora encara a França nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Ao final, depois de toda festa dos jogadores, Messi virou para a torcida com os braços erguidos enquanto os torcedores respondiam com gritos.

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