Coreia do Sul

Nem milagre contra alemães pode salvar astro sul-coreano de serviço militar

Yonhap/EFE
Son Heung-min é consolado por Moon Jae-in, presidente da Coreia do Sul, após derrota contra o México Imagem: Yonhap/EFE

Vanderson Pimentel

Do UOL, em São Paulo

26/06/2018 21h00

Uma cena chamou atenção depois da derrota da Coreia do Sul por 2 a 1 para o México. Na visita que fez aos jogadores no vestiário, o presidente Moon Jae-in consolou o emocionado Son Heung-min, que não conseguiu conter o choro após o jogo. Apesar de parecer uma situação simples numa Copa do Mundo, o momento pode perfeitamente ser lido na famosa frase "o futebol não é apenas um jogo".

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Lanterna do Grupo F, a Coreia do Sul enfrenta a Alemanha nesta quarta-feira (27), às 11h, em busca de uma improvável classificação, e talvez de um indulto que possa livrar a maior parte dos jogadores da equipe de servirem às forças armadas do país, inclusive o seu protagonista, que fez o único gol da equipe até aqui nesta Copa.

Titular do Tottenham, Son Heung-min terá de cumprir no mínimo 21 meses de serviços militares até completar 28 anos. Atualmente com 26 anos, o jogador dependia de um grande desempenho desportivo para quem sabe ganhar uma isenção semelhante a dos 23 jogadores sul-coreanos que chegaram às semifinais da Copa do Mundo de 2002.

Entretanto, as duas derrotas para Suécia e México e o duelo com os alemães não fazem com que as chances de Son se livrem das obrigações com o seu país diminuam. Para se isentar do serviço militar, o meia precisará ganhar ouro pela Coreia do Sul nos Jogos Asiáticos que acontecerão entre 18 de agosto e 2 de setembro, na Indonésia. 

Cotado para jogar pela Coreia do Sul na Olimpíada de 2012, o meia então com 20 anos recusou o chamado para se concentrar nos treinos com o Hamburgo, clube que o revelou. Ao contrário de Son, seus companheiros Kim Young-gwon, Ki Sung-yueng, Koo Ja-cheol e Jung Woo-young não só conquistaram a medalha de bronze, como também foram isentos de participarem das obrigações militares pelo governo considerar que eles contribuíram com o país nos Jogos. Ao contrário dos 21 meses, os atletas apenas precisaram prestar serviços militares por 4 semanas.

Reserva na Copa do Mundo de 2014, Son teve a grande chance de se redimir em 2016. Mas a eliminação da Coreia do Sul para Honduras nas quartas de final da Rio-2016 deixou o jogador sem medalha e também sem a isenção. Caso não consiga uma grande conquista pela seleção, o jogador pode ser impedido de seguir jogando futebol por cerca de 2 anos.

Elsa/Getty Images
Imagem: Elsa/Getty Images

Por mais improvável que fosse, visto que na Copa de 2010 a Coreia também tenha chegado até as oitavas de final e o governo não tenha oferecido indultos, uma ida da seleção ao mata-mata do Mundial da Rússia poderia fazer com que a opinião pública fizesse o governo ceder uma liberação aos atletas por uma possível campanha de sucesso. 

Apesar da necessidade em ter Son para o início da temporada, o Tottenham deve ceder o jogador para participar dos Jogos Asiáticos. O jogador tem contrato com o clube londrino até 2020, e as negociações para uma renovação estão emperradas justamente por conta do serviço militar. Uma medalha de ouro na competição sub-23, em que três jogadores acima da idade podem atuar, fariam com que um novo acordo seja assinado e o atleta siga sua carreira normalmente.

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