Copa 2018

Nigéria é freguesa argentina, mas deu 1º "choque de realidade" a Sampaoli

Sergey Pivovarov/AP
Agüero em ação em amistoso da Argentina contra a Nigéria, em novembro: africanos venceram por 4 a 2 Imagem: Sergey Pivovarov/AP

Do UOL, em São Paulo

26/06/2018 04h00

A Argentina joga sua sobrevivência na Copa do Mundo nesta terça-feira (26), às 15h (de Brasília), precisando vencer a Nigéria e torcer contra a Islândia para não dar adeus já na primeira fase. Se a classificação não é nada fácil, pelo menos existe um alento histórico: a seleção africana é uma das maiores freguesas do país em Mundiais. Por outro lado, no último encontro entre elas, o técnico Jorge Sampaoli tomou o primeiro "choque de realidade" contra seu trabalho.

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Na história das Copas, são quatro vitórias argentinas em quatro jogos contra a Nigéria, todas na fase de grupos. A primeira foi em 1994, com um 2 a 1 de virada, com dois gols de Caniggia. Depois, em 2002, o único triunfo na campanha que terminou com eliminação frustrante na primeira fase: 1 a 0 na estreia, com gol de Batistuta.

O terceiro duelo foi em 2010, em um "replay" do confronto de oito anos antes: novamente na estreia, a Argentina jogou bem, mas venceu só por 1 a 0, com gol marcado pelo lateral Heinze na bola parada. Por fim, em 2014, uma partida bastante disputada terminou com vitória argentina por 3 a 2, com dois de Messi e um de Rojo. Musa fez os dois da Nigéria.

O mesmo Musa, aliás, foi o responsável por derrubar a Islândia com dois gols na segunda rodada do grupo D nesta Copa do Mundo e colocar a Argentina em uma situação um pouco menos desconfortável para a partida decisiva desta terça. O maior desafio será mesmo derrotar a Nigéria, que no final do ano passado deu um balde de água fria nas preparações de Sampaoli para o Mundial ao vencer por 4 a 2 em amistoso.

Depois da classificação sofrida contra o Equador nas Eliminatórias com uma atuação histórica de Messi, autor dos três gols da vitória por 3 a 1, um certo otimismo começou a se formar em torno do trabalho de Sampaoli. O primeiro amistoso com o time já garantido na Copa foi um triunfo por 1 a 0 sobre a Rússia, mantendo o clima positivo. Mas logo depois veio a inesperada derrota para a Nigéria, que explorou os espaços deixados pelo sistema argentino e foi mortal no contra-ataque.

Aquele foi um dos primeiros sinais claros de que a Argentina ainda estava longe de ser um time coeso e forte coletivamente. Quatro meses depois, veio a comprovação, com uma goleada humilhante por 6 a 1 para a Espanha em outro amistoso. Para quem viu aquelas atuações, o início desastroso na Copa da Rússia, com empate por 1 a 1 com a Islândia e derrota por 3 a 0 para a Croácia, não foi tão surpreendente assim.

Para não repetir o vexame de 2002 e cair fora já na fase de grupos, a Argentina precisa manter o retrospecto histórico contra os nigerianos e ganhar o jogo de qualquer jeito. Assim, passaria a quatro pontos, ultrapassando os três dos africanos. Além disso, a Islândia, também com um ponto, precisa perder ou empatar com a líder Croácia. Se vencer, a segunda vaga será decidida entre argentinos e islandeses pelo saldo de gols – atualmente, os europeus levam vantagem, com -2 a -3.

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