Argentina

Sampaoli anda inquieto, fala sozinho e festeja os gols da Argentina só

Dmitri Lovetsky/AP Photo
Sampaoli comemora o gol da vitória da Argentina sobre a Nigéria Imagem: Dmitri Lovetsky/AP Photo

Rodrigo Mattos

Do UOL, em São Petersburgo (Rússia)

26/06/2018 17h11

Antes mesmo de começar o jogo, era claro como o técnico Jorge Sampaoli tinha se tornado o inimigo público número 1: foi o único vaiado pela torcida argentina que apoiava o desacreditado time. Iniciado o jogo contra a Nigéria, o seu isolamento era também perceptível, assim como um nervosismo.

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Lembremos todo o contexto prévio dessa partida em que os jogadores discordavam da forma de armar o time da segunda partida diante da Croácia. Por isso, houve mudanças e as notícias eram de que o treinador estava com pouco prestígio no grupo.

Durante a vitória por 2 a 1 contra a Nigéria, passou o tempo inteiro andando em sua área técnica e um pouco além dos limites, nem sempre acompanhando o movimento do time. Às vezes, era só um movimento para lá e para cá, meio corcunda, olhando para baixo. 

Quando a bola se aproximava da sua área, Sampaoli dava instruções como bater o lateral mais na frente, ou falava algo para Tagliafico ou Di Maria, que jogavam no setor. Não parecia ser ouvido, exceto quando conversou com Messi no intervalo. Houve momentos em que gritava coisas com os jogadores longe, sem que ninguém se virasse para ouvi-lo. 

Ao sair o primeiro gol, todos os jogadores correram para a direção oposta a do treinador. No segundo gol, a explosão teve reservas amontoados, comissão técnica enlouquecida se abraçando e Sampaoli correndo sozinho. Ao final, nos cumprimentos dos jogadores ao público, ele também não estava presente, tendo descido mais cedo para o vestiário.

Ao fim, o técnico creditou aos jogadores a vitória que colocou a Argentina nas oitavas de final. “Acho que é uma vitória da autoconfiança e de convicção dos jogadores, que sabem que tem um traço de categoria importante que sabem que tem que ser mostrado na Copa, como já foi mostrado em outras seleções. Mostraram que podem se impor frente a um rival difícil”, disse o treinador.

“Já vivemos essa experiência em amistosos anteriores, onde o nosso time teve a fortaleza de conviver com momentos de procurar a vitória até o último momento. Nós fizemos muitas mudanças buscando todas as possibilidades. O mais transcendental foi a coragem com que os jogadores argentinos jogaram e com a qual marcaram os gols e encontraram aquilo que procuravam”, completou.

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