Copa 2018

Velocidade do Brasil força a "gigante" Sérvia a fazer ajustes na defesa

Matthias Schrader/AP
Lateral nos últimos jogos, Ivanovic vai atuar como zagueiro contra o Brasil Imagem: Matthias Schrader/AP

Danilo Lavieri, Dassler Marques e João Henrique Marques

Do UOL, em Moscou (Rússia)

26/06/2018 21h00

Destaque da Copa do Mundo por ser a seleção mais alta da competição, a Sérvia resolveu fazer pequenos ajustes na sua equipe para enfrentar o Brasil. De olho na velocidade do ataque armado por Tite, o técnico Mladen Krstajic resolveu adaptar atletas na sua defesa para sofrer menos com o quarteto ofensivo verde e amarelo.

Ivanovic, um dos atletas mais experientes da delegação, deixará de ser lateral direito para assumir um dos postos de zagueiro. Ele já atuou nesta posição nos clubes em que passou pela Europa e terá a missão de segurar as infiltrações de Gabriel Jesus, com passes de Philppe Coutinho, Neymar e Willian.

Na lateral direita, Rukavina, destaque no grupo por ser rápido, também ganha uma vaga de titular. Sua missão será segurar Neymar. As trocas visam sempre o aumento da velocidade. Segundo estatísticas da Fifa, a Sérvia é apenas a 21ª em número de arrancadas na competição. O time europeu também é o penúltimo time que mais tempo passa acima dos 25 km/h.

Aumentando a velocidade para se defender, os sérvios mantêm a aposta na altura e no físico para atacar. Savic e Matic são, respectivamente, o quinto e o sexto atletas em toda a Copa que mais correram em distância: quase 50 km juntos.

A força, aliás, é um dos motivos que faz Tite manter a formação brasileira com Paulinho no meio. Apesar de não estar em excelente fase, como o próprio comandante já destacou, o meio-campista tem mais força e mais vigor físico do que Renato Augusto, por exemplo. Paulinho também é mais alto que Fred, outro concorrente na posição. Para se ter uma ideia, Mirkovic, atacante da Sérvia, é o atleta que mais chances de gol teve em toda a competição nas estatísticas das duas primeiras rodadas, empatado com Lionel Messi: 12 cada um.

Quase todas elas são feitas pelo alto. São 14 cruzamentos da Sérvia em média, sempre buscando o atacante de 1,89 m. É esse, inclusive, o principal ponto fraco da seleção brasileira: quatro dos últimos cinco gols sofridos foram por cima.

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