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Brasil supera perda de Marcelo e mostra controle emocional contra Sérvia

Michael Steele/Getty Images
Com semblante sério, Thiago Silva (ao centro) comemora seu gol na vitória so Brasil sobre a Sérvia por 2 a 0 em Moscou Imagem: Michael Steele/Getty Images

Danilo Lavieri, Dassler Marques, João Henrique Marques, Luiza Oliveira e Ricardo Perrone

Do UOL, em Moscou (Rússia)

27/06/2018 16h54

Os dez jogadores de linha do Brasil se abraçam ainda no campo da Sérvia para comemorar, aos 35 minutos do primeiro tempo, o gol de Paulinho, que abriu o placar da vitória da seleção de Tite por 2 a 0, em Moscou. A cena ilustra a união da seleção brasileira que, nesta quarta, trocou o nervosismo pela ajuda mútua.

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O primeiro indício de que estava em campo um time mais equilibrado emocionalmente do que nas duas primeiras apresentações brasileiras na Copa do Mundo foi dado logo no início da partida. Marcelo, um dos pilares da equipe, saiu lesionado com 9 minutos de jogo.

Nos instantes seguintes não houve sinal de descontrole dos que ficaram em campo por causa da perda. Pelo contrário. O time mostrou segurança com Filipe Luís em seu lugar.

Termômetro do controle emocional desta seleção, Neymar apanhou como sempre, mas desta vez pouco reclamou. Até abraçou um de seus marcadores após uma falta e reagiu com o polegar fazendo sinal de joia em outra, mais violenta.

Num desses lances, Miranda saiu da defesa para cobrar o cartão amarelo para o sérvio. Soou como um recado para o atacante: se tiver que reclamar com o juiz, deixa para o capitão fazer isso. Em outro, de novo o zagueiro correu para se aproximar de Neymar e do juiz. Como estava tudo calmo, aproveitou para passar orientações a Filipe Luís.

Um falando com o outro foi algo rotineiro na partida. Diferentemente do que ocorreu contra Suíça e Costa Rica, eles pouco reclamaram do juiz.

Quando os sérvios cresceram no jogo, na segunda etapa, de novo a seleção mostrou estar com os nervos no lugar. O time suportou a pressão sem cometer erros que dessem oportunidade clara de a Sérvia empatar.

Aos 22 minutos do segundo tempo, Thiago Silva, que tem seu controle emocional questionado por torcedores desde a Copa de 2014 por ter chorado em campo, teve calma para marcar após cobrança de escanteio o primeiro gol do Brasil de bola parada na Rússia. Desta vez, foram nove atletas de linha na comemoração. Filipe Luís preferiu já se posicionar para a saída de bola.

Com a vantagem de dois gols no placar, os brasileiros tiveram cabeça fria para controlar o jogo diante de um adversário que precisava vencer para seguir na Copa do Mundo. O restante da partida ficou tranquilo, sem a dramaticidade da vitória por 2 a 0 sobre a Costa Rica, marcada pelos gols nos acréscimos.

Em outra prova de que a seleção estava mais calma, nenhum brasileiro levou cartão amarelo. Tinham sido três nos dois jogos anteriores. Assim, Neymar, Coutinho e Casemiro seguem pendurados com um cartão, mas com os nervos no lugar.

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