Copa 2018

Após semestre de "pesadelo" no Barça, Mina se reergue e vira herói na Copa

REUTERS/David Gray
Yerry Mina comemora gol na vitória da Colômbia sobre Senegal Imagem: REUTERS/David Gray

Do UOL, em São Paulo

28/06/2018 20h00

Quem vê Mina comemorando o gol que decidiu a vitória sobre Senegal por 1 a 0 e assegurou a classificação da Colômbia para as oitavas de final da Copa do Mundo, nesta quinta-feira (28), talvez não se lembre, mas o zagueiro chegou ao torneio na Rússia vivendo um dos piores momentos da carreira. Encostado no Barcelona e criticado pela imprensa espanhola, o ex-palmeirense ficou no banco até na estreia do Mundial, mas conseguiu se reerguer com dois gols decisivos nas vitórias da seleção.

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A justificativa do técnico José Pekerman para deixar Mina na reserva no primeiro jogo, diante do Japão, foi a de que o atleta havia perdido ritmo de jogo no Barça e também precisava ser recuperado animicamente. De fato, os seis primeiros meses do zagueiro no gigante espanhol não foram nada fáceis. Contratado do Palmeiras por cerca de 12 milhões de euros em janeiro, ele foi mal nas poucas chances que teve.

A contratação do colombiano não foi um pedido do técnico do Barcelona, Ernesto Valverde, mas um reforço de emergência, após a inesperada saída de Mascherano para o futebol chinês. Com os titulares Piqué e Umtiti desgastados fisicamente e o título espanhol já assegurado, Mina teve chances nas últimas rodadas do campeonato. As atuações não convenceram a diretoria catalã, que planeja emprestá-lo na próxima temporada.

Na imprensa espanhola, o consenso é que Mina é um zagueiro com muitas qualidades: forte fisicamente, excelente em jogadas aéreas e confortável com a bola nos pés. Mas as falhas de posicionamento foram cruciais para que sua avaliação fosse negativa. Acostumado a sair da área para perseguir atacantes e sempre agressivo no bote, ele sofreu no estilo mais posicional do Barça. Na única derrota da equipe no campeonato, um 5 a 4 para o Levante, recebeu nota 2 do jornal Mundo Deportivo.

Na seleção, porém, Mina não perdeu sua importância e recebeu apoio de Pekerman. Ele reassumiu a titularidade no segundo jogo, contra a Polônia, no que foi uma das melhores atuações coletivas de uma seleção até aqui na Copa. Fez de cabeça o primeiro gol, que abriu caminho para a vitória por 3 a 0. Já nesta quinta, contra Senegal, outra atuação sólida e mais um gol pelo alto, decidindo o 1 a 0 e a classificação.

O defensor não deve ficar no Barcelona na próxima temporada e o time espanhol já encaminha acerto com o zagueiro francês Lenglet, do Sevilla, para a próxima temporada. Na seleção, porém, ele segue como peça fundamental ao lado de Davinson Sánchez, outro zagueiro que tem feito Copa espetacular. Se a Colômbia está viva no Mundial, deve muito a Yerry Mina.

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