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Depois de sofrer com Suíça, Alisson sai do gol e Brasil ajusta bola parada

Maddie Meyer/Getty Images
O goleiro Alisson durante o jogo entre Brasil e Sérvia pela Copa do Mundo de 2018 Imagem: Maddie Meyer/Getty Images

Danilo Lavieri, Dassler Marques, João Henrique Marques, Pedro Ivo Almeida e Ricardo Perrone

Do UOL, em Sochi

28/06/2018 20h51

Na visão da comissão técnica, o único gol sofrido pela seleção brasileira na Copa do Mundo foi decorrente de uma falta não marcada em cima de Miranda. De acordo com esta avaliação, o posicionamento de Miranda e Thiago Silva, que viram Zuber subir para cabecear entre eles, e a postura de Alisson, que não saiu do gol em uma bola na pequena área, são inatacáveis. O jogo contra a Sérvia, no entanto, mostrou "ajustes" do Brasil no lance que mais o ameaça na Rússia. 

Em três lances do primeiro tempo da vitória por 2 a 0 foi possível ver o goleiro brasileiro deixar a posição embaixo das traves para ir de encontro à bola, abrindo mão da posição mais passiva que teve na estreia. A jogada que mais caracteriza a mudança foi disputado aos 39 minutos do 1º tempo. Em escanteio batido pelos sérvios, no meio da pequena área, Alisson dividiu o espaço aéreo com os companheiros e socou a bola.

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39 minutos do 1º T: Alisson intercepta escanteio na pequena área contra a Sérvia Imagem: Reprodução

Em situação bastante semelhante contra a Suíça, o arqueiro esperou a ação de seus defensores e viu Zuber empatar o jogo. A justificativa de alguns especialistas que analisaram o lance era que Alisson não deixou o gol para evitar um eventual bate-cabeça com seus próprios companheiros.

O ex-atacante Grafite, em análise feita no Sportv, por exemplo, apontou falha de comunicação entre os zagueiros e isentou o goleiro de culpa. Desta vez, contra a Sérvia, a área estava ainda mais congestionada, tanto por brasileiros quanto por sérvios. Ainda assim, o camisa 1 “atacou a bola” como diz o jargão da modalidade.

REUTERS/Jason Cairnduff
No gol da Suíça, Alisson não deixa a meta e Zuber cabeceia livre Imagem: REUTERS/Jason Cairnduff

“Eu realmente saí mais. A Sérvia é uma equipe que joga muito a bola dentro da área. Eles tiveram mais de cinco escanteios e eu saí em algumas ocasiões. Isso a cada jogo muda, um adversário cruza de um jeito e o outro muda. Eles cruzaram de alguma maneira que facilita o goleiro sair. E eu saí sem hesitar. Trabalhamos em cima disso para crescer. Sofremos aquele gol que o juiz não deu a falta e isso gerou uma dúvida externa. Mas na nossa cabeça não entrou nenhuma dúvida. Eu sei da qualidade do time, mesmo sem ser alto”, afirmou o goleiro após a vitória contra a Sérvia na quarta-feira.

Em outras duas ocasiões, uma em escanteio e outra em lançamento feito a partir de uma falta, Alisson também não esperou seus zagueiros tomarem uma decisão e atuou no lance.

 

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21 minutos do 1º T: Alisson sai do gol em escanteio a favor da Sérvia Imagem: Reprodução

A preocupação com a bola parada é um forte componente para o Brasil na preparação para o mata-mata. Os cruzamentos a partir de faltas ou escanteios são a origem da maior parte dos poucos gols que o time de Tite sofre. Além disso, o estilo de jogo acirrado e de poucos espaços da Copa do Mundo tem limitado as ações em campo, fazendo com que boa parte dos gols surjam de lances do tipo, o que só agrava o problema da seleção. 

Contra o México, porém, a situação deve mudar. Depois do problema vivido com a Sérvia, alta e forte, no fim da primeira fase, o Brasil vai encarar o México, mais baixo e veloz, o que deve render outro tipo de preocupação aos defensores verde e amarelos. 

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