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Mesmo em dia de festa e bom jogo, seleção faz questão de rebater críticas

Simon Hofmann - FIFA/FIFA via Getty Images
Paulinho comemora gol do Brasil contra a Sérvia; volante saiu do estádio reclamando das críticas Imagem: Simon Hofmann - FIFA/FIFA via Getty Images

Danilo Lavieri, Dassler Marques, João Henrique Marques e Ricardo Perrone

Do UOL, em Moscou (Rússia)

28/06/2018 04h00

A seleção brasileira fez, nesta quarta (27), sua melhor apresentação na Copa da Rússia, batendo a Sérvia por 2 a 0 e avançando como primeira colocada de seu grupo. A noite era, sob todos os aspectos, de comemoração para os comandados de Tite. Quem só viu as entrevistas após o apito final, porém, pôde notar um tom de revolta. Paulinho, autor do primeiro gol e eleito “o homem da partida”, por exemplo, gastou seu tempo diante dos microfones rebatendo as críticas sofridas em relação aos jogos diante de Suíça e Costa Rica.

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“Com todo o respeito ao trabalho de vocês, acho que tem que ser visto um pouquinho também o que a gente fez nesses últimos dois anos até chegar numa Copa do Mundo. E aí fizemos uma, duas partidas, não sei se não foi no nível que vocês esperavam, e aí tem críticas. Mas nós jogadores estamos acostumados, com críticas, com colocações que muitas vezes não são verdades. E hoje pra vocês foi uma boa partida ou não. Nós jogadores não pensamos assim, pensamos em vencer e ir melhorando. Hoje demos um passo grande que foi a classificação para as oitavas”, afirmou o volante.

Titular absoluto da era Tite, Paulinho chegou como figura indiscutível entre os titulares, mas não esteve bem nos dois primeiros jogos. Participou pouco da criação, viu seu papel como "elemento surpresa" ser afetado pelos rivais bem posicionados defensivamente e ainda vacilou nas poucas chances que teve. Viveu seu maior jejum sob a atual gestão e, muito além disso, jogou abaixo do que costuma na seleção. A saída para a entrada de Renato Augusto contra a Suíça, por exemplo, foi uma solução de Tite para a perda de domínio do meio-campo. O volante do Barcelona, no entanto, discordou da análise. 

Assim como Paulinho, em determinado momento Thiago Silva destoou do clima de festa pela vitória. Ao ser questionado se estava mais preocupado em exaltar Neymar do que comemorar o próprio gol ao festejar o segundo tento do Brasil, ele disparou para o repórter: “Sua percepção é burra”.

Os sinais de irritação com críticas de torcedores e, principalmente, de jornalistas são comuns entre os comandados de Tite. Neymar é quem mais simboliza esse descontentamento. O atacante costuma se calar quando discorda do que lê e ouve sobre ele. Chegou a ficar um período sem falar com os jornalistas que acompanham a seleção no Mundial e, recentemente, se incomodou com os comentários sobre seu choro ao final da partida contra a Costa Rica, na qual marcou seu único gol na Copa até aqui.

Amigos, familiares e membros do estafe do jogador do PSG dão voz a essa insatisfação e usam as redes sociais e conversas com jornalistas para desabafar. Essa prática gerou um imbróglio envolvendo Galvão Bueno, que foi duramente atacado por “parças” de Neymar. O pai dele entrou em ação para costurar uma trégua e pediu que os amigos não atacassem mais os críticos. A queixa no entorno do atacante é de que ele é supostamente perseguido pela imprensa.

Sem a mesma contundência, Gabriel Jesus também se defendeu das críticas por ainda não ter marcado gols na Copa do Mundo. “Sei do peso da camisa 9 em campo no Brasil. Mas estou ajudando de alguma forma. Houve época em que fiz muito gol. Agora não é o caso, mas o gol vai sair. Sempre deixei claro que o importante é a vitória”, declarou o atacante.

O camisa 9, como Paulinho, foi uma das grandes figura da Era Tite que deixou a desejar no início da Copa. Nos dois primeiros jogos também sofreu com as defesas de Suíça e Costa Rica, com pouco espaço para movimentação, e não aproveitou as chances que teve sobre a zaga adiantada da Sérvia. Como resultado, avança ao mata-mata sob a sombra de Firmino.

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