Copa 2018

Time de técnico brasileiro fará oferta para meninos que deixaram caverna

Royal Thai Navy Facebook Page via AP
Grupo de tailandeses preso em caverna alagada no norte do país Imagem: Royal Thai Navy Facebook Page via AP

Luiza Oliveira

Do UOL, em Moscou (Rússia)

11/07/2018 04h00

O drama do time de futebol na Tailândia que comoveu o mundo teve final feliz. Os 12 meninos e o professor que ficaram presos no complexo de cavernas de Tham Luang conseguiram ser resgatados e estão recebendo todos os cuidados médicos necessários. Depois que eles estiverem recuperados, poderão realizar ainda um outro sonho: o de se tornarem jogadores de futebol.

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Um dos maiores times do país, o Chiangrai United, decidiu convidar os 12 jovens atletas para integrar as categorias de base da equipe e, quem sabe, fazer parte do time profissional no futuro. O técnico da equipe principal, o brasileiro Alexandre Gama, afirmou que o convite será feito. Os meninos já haviam recebido também um convite da Fifa para ver a final da Copa em Moscou, mas não será possível por ainda não estarem em condições de viajar. 

“Na verdade, como o clube é da cidade, a maioria dos meninos torce para o nosso time, acompanha os jogadores da seleção tailandesa. O clube vai dar suporte total para eles realizarem o sonho de se tornarem jogadores de futebol. Eles querem ser jogadores, participando da escolinha”, disse ele.

O clube ainda não fez o convite formal até porque a prioridade no momento é que eles se recuperem fisicamente e estejam saudáveis. Nesta terça-feira, as operações de resgate foram encerradas e todos eles foram libertados depois de 18 dias de prisão na caverna, onde ficaram desde o dia 23 de junho.

Reprodução
Alexandre Gama comanda o Chiangrai United desde o ano passado e já conquistou dois títulos à frente do clube Imagem: Reprodução

Agora eles estão internados em um hospital da cidade de Chiang Rai e receberam remédios que combatem a ansiedade. Os garotos no hospital estão sendo mantidos em isolamento para evitar o risco de infecção, conversando com seus pais por meio de uma janela de vidro.

Alexandre conta que as categorias de base são bem desenvolvidas na Tailândia e dá a chance de os atletas se desenvolverem com qualidade. Os clubes trabalham em parcerias com as escolas e os meninos selecionados pelo time passam a estudar e a treinar nas instituições de ensino. Quando eles completam 16 anos, passam a trabalhar na estrutura do clube. O que chama a atenção é que na Tailândia todos as escolas, sejam públicas ou particulares, têm campos de futebol em tamanhos profissionais para 22 jogadores.

O time principal do Chiangrai United tem três atletas formados na base. No time B, são 4. Já na equipe que disputa a terceira divisão, praticamente todos os atletas são das categorias inferiores com idade que variam de 18 a 21 anos. “Eles serão avaliados pelos técnicos das categorias deles, vão olhar com carinho. Se tiver jogadores com qualidade vão fazer parte do time para que possam evoluir, será muito bom”, disse.

O técnico dos meninos no time Javalis Selvagens, Ekapol Chanthawong, também será reverenciado. O professor, que teve um papel fundamental para administrar a situação dramática e ajudar os meninos no período em que ficaram na caverna, será convidado para fazer um estágio na equipe. “Gostaria de convidá-lo para fazer um estágio comigo ou estudar com a equipe”, conta Alexandre que elogiou a postura do professor. “Ele controlou muito bem o ambiente crítico, conseguiu manter controle, dar esperança, ele se privou de certas coisas para dar condições a eles”, conta.

Alexandre comanda o Chiangrai United desde o ano passado e já conquistou dois títulos à frente do clube. Ele se tornou uma referência no país depois da sua passagem pelo Buriram United, onde conquistou nada menos que dez títulos em quatro anos.

Já com bastante conhecimento da Tailândia, Alexandre conta como a cidade se mobilizou para ajudar na operação. “Aqui todo mundo se envolveu. O massagista do meu time é primo de um que estava lá, o mais novo de 11 anos. A Tailândia toda, unida, comovida, interessada. Depois chegou gente do mundo todo, forças do mundo. A cidade ficou muito agitada, só se falava disso, só se fala disso até hoje. A gente recebeu as notícias do primeiro dia e na cabeça de todo mundo era fácil de resolver, foram passando os dias e as informações de que a caverna estava inundada dava uma aflição sem saber se estavam vivos. E os mergulhadores entraram em uma caverna que nunca tinha sido mergulhada. A morte do mergulhador abalou todo mundo e as pessoas começaram a duvidar da saída deles. Mas a boa notícia veio e todo mundo comemorou muito”, afirmou.

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