Copa 2018

Herói, Mandzukic briga dentro e fora de campo e trombou até com Guardiola

REUTERS/Carl Recine
Jogadores da Croácia comemoram gol de Mandzukic em vitória sobre a Inglaterra na Copa Imagem: REUTERS/Carl Recine

Danilo Lavieri, Marcel Rizzo e Rodrigo Mattos

Do UOL, em Moscou

12/07/2018 04h00

Autor do gol decisivo que classificou a Croácia à final da Copa, Mandzukic está longe de ser um atacante daqueles arrasadores, que marca um gol por partida como, por exemplo, o rival Harry Kane. Mas não se pode acusá-lo de falta de contribuição e sacrifício para o time, disputando bolas das laterais à grande área. E se não bastasse o que faz em campo, ele também briga fora dele. Já sobrou até para Guardiola.

Na Copa do Mundo, Mandzukic tem atuado ao lado de Rebic no ataque croata, ora fazendo o papel de atacante central, ora caindo pelo lado. Com um time que não chega a ser super ofensivo, ele teve dez oportunidades de gol e marcou duas vezes. Obviamente, o tento mais importante foi o da virada sobre a Inglaterra, na prorrogação.

Sua influência sem a bola também é sentida. Mandzukic é tão brigador que tem 11 faltas na competição, notabilizou-se por ganhar duelos aéreos e conseguiu roubadas de bola. Nada diferente do que se vê em seus clubes.

Seu início de carreira, diga-se, era como tradicional goleador. No Bayern de Munique, por exemplo, foi o principal centroavante e apresentou bons números, com 33 gols em 54 jogos.

Quando Pep Guardiola chegou, no entanto, ele tinha outros planos e queria utilizá-lo em funções diferentes, além de priorizar outros jogadores como centroavante. Mandzukic não aceitou bem, e acabou saindo do time para o Atlético de Madrid em 2014. Questionado posteriormente, afirmou que não tomaria café com o técnico espanhol, a quem acusou de boicotá-lo. Guardiola, por sua vez, também o atacou no livro Guardiola Confidencial, que trata de seu primeiro ano em Munique. Para o treinador, o croata era ótimo jogador, mas seu temperamento tornou impossível a permanência. 

A partir daí, Mandzukic passou a ser mais polivalente, atuando em várias faixas do campo à frente. É assim na Juventus, que tem Higuaín como principal centroavante. Para perceber a diferença do Bayern, ele tem 22 gols em 92 jogos.  

Apesar das críticas a Guardiola, Mandzukic não chega a ser um homem de muitas palavras. Pouco antes da semifinal, era quase monossilábico ao responder a jornalistas estrangeiros, cara meio fechada, meio com sorriso irônico. Fugia de questões polêmicas. Em campo, porém, resolveu. 

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