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Croácia não é badalada, mas tem time entre os melhores do mundo em formação

Reuters
Modric atuou pelo Dinamo Zagreb entre 19 e 23 anos. Seguiu para Tottenham e depois Real Madrid Imagem: Reuters

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

2018-07-13T04:00:00

13/07/2018 04h00

Desde que a Croácia se classificou para a final da Copa do Mundo como uma zebra histórica que a internet foi inundada por teorias sobre o fato de a seleção não ser badalada, não se propagandear como grande escola de futebol e ter o mesmo técnico há só nove meses, ao contrário dos grandes projetos de outras federações. As teorias são em parte verdadeiras. Mas engana-se quem diz que não há bom trabalho nas categorias de base do país. O Dínamo Zagreb, maior campeão nacional, é um dos melhores do mundo em formação de jogadores.

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De acordo com dados do CIES Football Observatory (Observatório de Futebol do Centro Internacional de Estudos de Esporte), o Dínamo Zagreb é a segunda maior fábrica de talentos dos campeonatos europeus, com 67 jogadores formados por lá contra 71 dos holandeses do Ajax na temporada passada. É mais do que Real Madrid, Benfica, Barcelona e todos os outros clubes com maior fama em revelação de jogadores no continente. O critério usado pelo estudo são jogadores que passaram ao menos três temporadas no clube entre 15 e 21 anos de idade.

Destaques da seleção finalista, inclusive, passaram pelo Dínamo Zagreb na juventude. Luka Modric, o camisa 10 e capitão, é o maior exemplo: foi vendido pelo clube croata ao Tottenham por 27 milhões de euros em 2008. Também estiveram por lá outros nomes, como Lovren, Corluka, Vrsaljko, Kovacic e Badelj. Lendas do futebol no país, como Zvonimir Boban, Robert Prosinecki e Eduardo da Silva estão na lista. A própria Uefa já citou o clube como dono de uma "reputação em produzir futebolistas de qualidade". 

Divulgação
Imagem: Divulgação

O trabalho funciona de duas formas: lapidação de jogadores que chegam às categorias menores e captação em outros países. No primeiro cenário, o Dínamo trabalha por uma marca expressiva alcançada em 2015: fazer com que pelo menos 30% dos jogadores do time pré-mirim (sub-11) cheguem ao sub-19 e dois por geração consigam jogar como profissionais. No segundo cenário o clube distribui olheiros em países com forte imigração croata e tradicionais celeiros do futebol, como a América do Sul.

"Eu fui para a Croácia em 2006 como a maior contratação do país, por 1 milhão de dólares. Eles só vendiam jogadores, não compravam tanto. Ou então compravam barato, jogadores em afirmação. Na época eu estava no Vasco e fui para lá, fiquei um ano e meio e joguei com mais quatro brasileiros", diz o atacante Anderson Costa, formado na base do Vasco e que chegou ao Dinamo Zagreb ainda jovem, aos 21 anos, como investimento para o futuro.

O clube passou de 100 milhões de euros em vendas de jogadores e sustenta um modelo que o torna um dos principais times do país, campeão nacional consecutivamente entre 2006 e 2016, que disputa competições continentais frequentemente e reinveste seu lucro em estrutura.

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