Copa 2018

Ativistas são detidos de novo segundos após libertação por invasão na Copa

Reprodução/The Guardian
Imagem: Reprodução/The Guardian

Do UOL, em São Paulo

30/07/2018 20h32

Quatro membros do grupo ativista Pussy Riot foram detidos de novo imediatamente após terem sido libertados no caso de invasão a campo na final da Copa do Mundo. Eles tinham servido 15 dias de detenção antes de serem reconduzido por policiais russos, segundos após deixarem a prisão.

Três ativistas, Veronika Nikulshina, Olga Kuracheva e Olga Pakhtusova, chegaram a comemorar a liberdade por alguns segundos, mas logo foram forçadas a entrar num automóvel da polícia logo em seguida. O quarto envolvido, Pyotr Verzilov, libertado em outro centro de detenção, escreveu em suas redes sociais que foi levado por policiais a uma delegacia próxima ao estádio Luzhniki, onde o grupo tinha sido originalmente detido no último dia 15, após invadir o gramado na decisão do Mundial.

Pakhtusova publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece ao lado das companheiras, dentro da viatura policial (veja abaixo). “Logo após a saída do centro de detenção, eles nos acusaram de desrespeitar a lei 20.2 [sobre protestos públicos]. Não disseram nada, só nos colocaram na van e nos levaram embora”, conta a ativista.

A lei a que ela se refere proíbe “organização ou realização de reuniões, encontros, demonstração, marchas, protestos ou piquetes” na Rússia. Legalmente, qualquer pessoa pode levantar cartazes e se manifestar na rua, por exemplo, mas a prática vira crime no momento em que uma segunda pessoa a adere. Tal regra chegou a ser relaxada durante a Copa do Mundo, principalmente para que os torcedores pudessem celebrar os jogos sem risco de prisão.

O quarteto do Pussy Riot foi condenado a 15 dias de prisão logo após a invasão a campo na Copa do Mundo, sendo também banido de frequentar eventos esportivos pelos próximos três anos. A nova detenção, no entanto, não tem a ver com o episódio na final disputada entre França e Croácia em Moscou.

Na ocasião, os quatro ativistas correram para dentro do campo durante a segunda etapa da partida, à qual o presidente russo Vladimir Putin assistia das tribunas. O grupo alega ter se tratado de um protesto justamente contra Putin, além de exigir várias concessões políticas que inclui a libertação de companheiros presos e o fim de detenções em protestos pacíficos.

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