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Os bastidores do futebol em primeira mão

Fisioterapeuta do Flu, Filé é abordado por homens armados na porta do CT

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Nilton Petrone, o Filé, no Fluminense; fisioterapeuta levou susto ao chegar ao CT do clube Imagem: Nelson Perez/Fluminense
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Do UOL, em São Paulo

07/07/2017 04h00

A onda de violência na porta do CT do Fluminense não para. Na última quarta-feira (5), o fisioterapeuta do clube, o renomado Nilton Petrone, o Filé, foi abordado por três homens armados quando deixava o local após um treino. O profissional tricolor procurou manter a calma e deu uma camisa do clube para os bandidos. “Uma pena, claramente eram jovens. Acabaram pedindo apenas a camisa, ainda bem. Muito potencial jogado fora pela violência em nossa cidade. Podiam estudar, praticar esporte, mas estão ali. É uma situação delicada que vivenciamos ali”, lamentou o fisioterapeuta, que ganhou notoriedade com o trabalho de recuperação de jogadores famosos como Romário e Ronaldo desde os anos 1990. 

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Pedra colocada em rua ao lado do CT do Fluminense com marcação de facção criminosa Imagem: UOL

Localizado ao lado da Cidade de Deus, o CT do Fluminense fica em uma abandonada estrada de terra que serve como rota de fuga para bandidos e vem convivendo com a insegurança desde 2016, quando foi inaugurado. Jogadores, funcionários e membros da imprensa esbarram com os criminosos quase que diariamente no caminho para o treino. Procurado pela De Primeira, o Fluminense informou que "sempre zela pela segurança dos seus funcionários e visitantes e trabalha para que haja constante diálogo com as autoridades para que a convivência seja sempre harmoniosa". No começo do ano, o CT chegou a ser invadido e dois seguranças foram mantidos como reféns por três horas. Na semana passada, duas equipes de TV tiveram de passar por uma espécie de "blitz" de traficantes a caminho do local. (por Pedro Ivo Almeida)

São Paulo: Sem Ceni, sem despertador

Boa parte do elenco lamentou a saída de Rogério Ceni, que era considerado um exemplo e, para muitos, o maior ídolo da história do clube. No entanto, também houve quem visse o lado bom da mudança. 

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