Inglês 2016/17

'Invejado' por técnicos brasileiros, Wenger completa 20 anos no Arsenal

Do UOL, em São Paulo

  • Tony O'Brien/Reuters

O final de setembro marca um aniversário importante na história do Arsenal. Há 20 anos, o clube do norte de Londres contratou o francês Arsene Wenger para ser técnico do seu time e atravessou o período mais vitorioso da sua história – porém também recheado com polêmicas.

Com grande sucesso e ótimos resultados no cargo no final dos anos 90 e no começo da década seguinte, o treinador teve seu trabalho criticado nos últimos 10 anos pela falta de troféus conquistados, embora suas equipes jamais tenham ficado fora dos quatro primeiros colocados no Campeonato Inglês.

A estabilidade profissional dele e de Alex Ferguson, ex-técnico do Manchester United que se aposentou após 26 anos em 2013, virou referência a muitos treinadores brasileiros, que costumam citar os casos dos dois técnicos para defender uma sequência maior de seus trabalhos. 

"Lá tem técnico que fica 15 anos no clube, mesmo que não ganhe. O Arsenal está há nove anos sem ganhar, mas não é por qualquer mau momento que eles tiram o técnico. Se (Wenger) tivesse ganhado três títulos como eu, acho que ficaria 40 anos seguidos lá", disparou Muricy Ramalho, enquanto técnico do São Paulo, em 2014.

 

20 anos de Arsene Wenger no Arsenal

Glyn Kirk/AFP
Glyn Kirk/AFP

Era mais vitoriosa desde 1930

O Arsenal ganhou títulos ingleses esporádicos desde os anos 30, período em que conquistou o campeonato local cinco vezes, além de uma taça da Copa da Inglaterra. Com Wenger no comando, o clube londrino venceu o Campeonato Inglês três vezes (1997/98, 2001/02 e 2003/04). Além disso, o técnico francês é o dono do recorde de títulos da Copa da Inglaterra com seis conquistas, posto dividido com George Ramsay, técnico do Aston Villa de 1884 a 1926. Wenger também venceu em seis ocasiões a FA Community Shield (ou Charity Shield), a supercopa inglesa.
Clive Mason/Getty Images
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Feito secular e vice europeu

Dentre todos os troféus levantados por Arsene Wenger, um deles tem um sabor especial: o do Campeonato Inglês da temporada 2003/04. Com figuras como Sol Campbell, Viera, Pires, Ljunberg, Berkgamp Henry e os brasileiros Gilberto Silva e Edu Gaspar, o técnico levou o Arsenal ao título invicto do torneio, com 26 vitórias e 12 empates. Ninguém havia feito o que este time fez desde 1889, 115 anos antes, quando o Preston North End venceu a competição (que na época tinha 16 rodadas a menos). Com a mesma base desse time, o Arsenal foi à final da Liga dos Campeões da temporada seguinte, mas ficou com o vice ao ser derrotado de virada pelo Barcelona por 2 a 1.
Clive Mason/Getty Images
Clive Mason/Getty Images

Grandes nomes que passaram por lá

Francês, Wenger teve sucesso com conterrâneos importados para Inglaterra, em especial Thierry Henry, que foi o craque do melhor momento do técnico no Arsenal. O atacante se tornou o maior artilheiro da história do clube, ganhou chuteiras de ouro da Europa e chegou perto de ganhar o prêmio de melhor do mundo, ficando em segundo duas vezes. Além de Henry, Pires e Viera foram outros franceses que brilharam no clube, que também teve outros gringos de sucesso: Bergkamp se destacou com golaços e lances de efeito, enquanto Fábregas e Van Persie cresceram no clube após chegarem lá com menos de 20 anos. Por outro lado, ingleses nunca foram protagonistas lá, apenas bons complementos como Sol Campbell, Ashley Cole e, mais recentemente, Theo Walcott.
Jamie McDonald/Getty Images
Jamie McDonald/Getty Images

Construção de estádio e vacas magras

Wenger passou um período de vagas magras no comando do Arsenal de 2005 a 2014, período em que o clube não conquistou nenhum título, embora tenha se mantido sempre entre os quatro primeiros do Inglês. Um dos motivos foi a construção do Emirates Stadium e a mudança do antigo Highbury. Inaugurado para temporada 2006/07, o estádio deixou o Arsenal com sérias dificuldades de financeiras para reforçar seu time em uma época de inflação do mercado e da entrada de bilionários no Campeonato Inglês. O técnico apostou em jovens jogadores que custassem pouco, os quais foram revendidos por somas muito maiores, caso de Cesc Fábregas, que chegou em Londres aos 16 anos e foi vendido ao Barcelona por 40 milhões de euros. Com as contas estabilizadas, o clube entrou na gastança dos rivais nos anos recentes, batendo recordes com as contratações de Özil, Mustafi, Xhaxa e Alexis Sánchez nos últimos três anos.

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