As maiores polêmicas do esporte em 2016

Do UOL, em São Paulo

Satiro Sodré/SSPress
Satiro Sodré/SSPress

Atletas olímpicos contra a imprensa

Bruno Fratus era o grande nome da natação brasileira, principal aposta para uma medalha olímpica nas piscinas. Após a final dos 50m livre na Rio 2016, porém, perdeu a paciência. Ele ficou em sexto lugar na prova e, quando perguntado pela repórter Karin Duarte, do SporTV, ao vivo para a TV nacional, se estava chateado com o resultado, perdeu a linha: ?Não, to felizão?, ironizou. Pegou tão mal que ele teve de pedir desculpas publicamente. Com a velocista Rosângela Santos, aconteceu algo parecido. Na última grande competição antes da Olimpíada, o Troféu Brasil, ela discutiu com um jornalista da Band. Após discutir com o repórter Vinícius Nicoletti, da Band, sobre o assunto das perguntas que estavam sendo feitas, ela ironizou: ?Nossa, quem é você? Ninguém assiste a Band?. Como Fratus, ela também se desculpou pelo gesto.
David Ramos/Getty Images
David Ramos/Getty Images

O caso amoroso que agitou a delegação brasileira

Os Jogos Olímpicos, porém, tiveram uma polêmica ainda mais grave, envolvendo a dupla brasileira dos saltos ornamentais, Ingrid Oliveira e Giovanna Pedroso. As duas competiram na Rio 2016 brigadas. A relação foi abalada após Ingrid levar um rapaz para o quarto na Vila Olímpica durante a competição. ??A gente parou de se falar e não sentou para conversar depois do que aconteceu, mas aqui a gente soube separar e foi profissional?, relatou Giovanna. ?A gente tentou segurar por causa da Olimpíada?, completou Ingrid.
Danilo Verpa/NOPP
Danilo Verpa/NOPP

Dois casos deselegantes no judô

Não foram as únicas tretas dos Jogos Olímpicos. Duas delas, graves, aconteceram no judô. Primeiro foi o brasileiro naturalizado pelo Líbano, Nacif Elias. Desclassificado por um golpe ilegal, ele perdeu a cabeça no meio da área de lutas e se recusou a deixar o tatame. Após gritar e chorar muito, ele aceitou sair, mas sem cumprimentar o rival ou os juízes, como é tradicional. Ameaçado de punição, ele voltou ao ginásio e, com um microfone, pediu desculpas ai público, aos juízes e ao esporte. Mais polêmica foi a recusa do egípcio Islam El Shehaby de cumprimentar o israelense Or Sasson após o duelo. Sasson chegou a erguer a mão após a luta, mas foi ignorado pelo rival. Segundo a imprensa israelense, o gesto foi motivado por política e os conflitos entre árabes e israelenses.
Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

O francês da vara e as vaias

A ?treta? mais icônica da Rio 2016, porém, aconteceu no estádio olímpico de atletismo, na final do salto com vara masculino. Recordista mundial e grande favorito ao ouro, o francês Renaud Lavillenie se tornou inimigo público número 1 ao perder o título olímpico para o brasileiro Thiago Braz e reclamar do comportamento dos torcedores, que o vaiou durante a competição. ?Não houve fair play por parte do público. Isso é para futebol, não para o atletismo?, disse. Ele chegou até mesmo a comparar o comportamento brasileiro com as vaias da Alemanha nazista nos Jogos de Berlim: ?Em 1936, o público estava contra Jesse Owens. Não víamos isso desde então?.
Pedro Ladeira/Folhapress
Pedro Ladeira/Folhapress

Hope Solo e a seleção da Suécia

Tão antipática quanto o francês com os brasileiros foi a goleira norte-americana Hope Solo com a Suécia, equipe que eliminou os EUA das Olimpíadas. Após a derrota por 1 a 0 nas quartas de final, ela disse que as suecas ?foram um bando de covardes?. ?Eu pensei que nós jogássemos um jogo corajoso. Tivemos muitas oportunidades para fazer mais gols. Acho que nosso time mostrou que tem coração. Estou muito orgulhosa da minha equipe, mas também acho que jogamos contra um bando de covardes. O melhor time não ganhou hoje?. O gesto não pegou bem e a jogadora acabou suspensa por seis meses da seleção americana.
Matt Hazlett/Getty Images
Matt Hazlett/Getty Images

A mentira de Ryan Lochte

Nenhum desses casos, porém, chega perto da maior ?treta? olímpica: a mentira de Ryan Lochte. Um dos grandes nomes da natação nos Jogos, o norte-americano foi para a balada após competir, ao lado de outros três nadadores. Na volta, disse para a mãe que tinha sido assaltado. O caso ganhou repercussão mundial, mas quando a polícia começou a investigar o caso, descobriu a verdade: os nadadores, na verdade, pararam em um posto a caminho da Vila Olímpica, quebraram uma porta e discutiram com o segurança armado do local. A coisa foi tão grave que um dos nadadores chegou a ser detido. Lochte, que já tinha retornado aos EUA, teve de pagar uma multa e pedir desculpas. Além disso, foi alvo de protestos e ainda perdeu patrocinadores.
AFP PHOTO / Paul ELLIS
AFP PHOTO / Paul ELLIS

A briga de Fernandinho e Fabregas

Chegando ao futebol, não faltaram brigas entre jogadores. A mais marcante, porém, foi entre jogadores do Manchester City e do Chelsea, pelo Campeonato Inglês. Tudo começou com uma agressão de Aguero em David Luiz, mas a cena mais forte envolveu outro brasileiro, o volante Fernandinho. Com muitos jogadores trocando socos, ele levou um tapa do espanhol Fabregas e pegou o rival pelos colarinhos e o empurrou para fora de campo, jogando-o por cima das placas de publicidade. O brasileiro acabou suspenso pela agressão.
Reprodução
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Companheiros de time trocam socos

No Brasil, as maiores brigas foram entre companheiros de time. Primeiro foi no Internacional: o lateral Willian e o meia Anderson trocaram socos no meio de um treino, mas não foram punidos. Depois, foi a vez do Corinthians. Em um treino, o volante Marciel derrubou o zagueiro Vilson, que revidou com um soco.
Ricardo Duarte/SC Internacional
Ricardo Duarte/SC Internacional

A polêmica dos 15 anos

Ainda no Internacional, uma ?treta? de quase um ano inteiro envolveu um dos destaques do time, o atacante Sasha, e o atacante Luan, do rival Grêmio. Primeiro, na final do Campeonato Gaúcho, contra o Juventude, Sasha comemorou o gol do título dançando a valsa. O gesto era uma clara provocação ao Grêmio, que chegou a 15 anos sem títulos de expressão. A resposta veio após a Copa do Brasil. Com o título do Grêmio, Luan disse que foi um desrespeito: ?Hoje o Grêmio foi campeão, não vou falar nada da situação deles. Queria dizer que ele é um c...".
Reprodução/TV Record
Reprodução/TV Record

Invasão do CT do São Paulo

Nenhuma dessas brigas entre companheiros de time, porém, teve um impacto tão grande no time quanto o que aconteceu no São Paulo. Em meio à má fase do time, uma torcida organizada invadiu o CT da Barra Funda. Jogadores foram ofendidos, alguns foram agredidos e itens foram roubados. Quem mais sofreu com isso foi o meia Michel Bastos, que pouco jogou depois e não faz mais parte dos planos para a equipe.
Reprodução
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McGregor x Diaz na coletiva do UFC

Troca de socos pode ser comum no UFC, mas quando os lutadores avançam o sinal e partem para a briga antes do tempo... Foi o que aconteceu na coletiva do UFC 202. Quando o irlandês Connor McGregor e o norte-americano Nate Diaz se encontraram para falar sobre o duelo, a rivalidade era tão grande que os atletas atiraram garrafas e latas um no outro, com brigas entre suas equipes.

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