Bandeirinha sumido e água fervente: 7 curiosidades do bi mundial da seleção

Do UOL, em São Paulo

  • Acervo UH/Folhapress

    Seleção de 1962 é recebida com festa no aeroporto após o título no Chile

    Seleção de 1962 é recebida com festa no aeroporto após o título no Chile

Há exatos 55 anos, o Brasil confirmava seu favoritismo e comemorava o bicampeonato da Copa do Mundo. Mesmo depois de perder Pelé na segunda partida, a seleção de Aymoré Moreira encontrou em Garrincha o seu destaque e garantiu o título com uma vitória por 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia.

A grande decisão foi disputada no Estádio Nacional de Santiago, no Chile, mas não foi a que recebeu maior público naquela edição. Tal crédito ficou para a semifinal entre Brasil e Chile, que reuniu a seleção favorita e a anfitriã. Veja essa e outras curiosidades desse título histórico:

Acervo UH/Folhapress
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Semifinal cheia

O público de uma das semifinais foi maior que o da própria decisão. A razão é clara: anfitriões do Mundial, os chilenos perderam para o Brasil na semifinal diante de 76.594 pessoas. Sem o time da casa na decisão, Brasil e Tchecoslováquia atraíram "apenas" 68.679 espectadores. Ambas as partidas foram no Estádio Nacional de Santiago.

O bandeirinha sumiu

Destaque daquela Copa, Garrincha correu risco de não jogar a final. Expulso na semifinal depois de chutar um adversário chileno, ele seria julgado pelo ato, já que não havia suspensão automática. No entanto, o bandeirinha que viu a agressão de Garrincha, o uruguaio Esteban Marinho, sumiu do Chile antes do julgamento. Resultado: o brasileiro foi inocentado por falta de provas. Especulou-se que dirigentes brasileiros teriam estimulado a "fuga" do uruguaio.

Show de lesões

Levantamento da época mostrou que o início da Copa foi duro: após quatro dias de competição, 50 jogadores já haviam se lesionado. E um deles foi Pelé, que sofreu um estiramento muscular na perna direita na segunda partida do Brasil, contra a Tchecoslováquia.
Radiofoto UPI
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11 + 1

A seleção brasileira fez seis jogos na campanha do bicampeonato, mas só usou 12 jogadores em toda sua trajetória. E o técnico Aymoré Moreira só recorreu ao 12º jogador porque Pelé se machucou na segunda partida, dando lugar a Amarildo (e.) na rodada seguinte. A Tchecoslováquia, outra finalista, usou 14 jogadores.
Acervo UH/Folhapress
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Muita água fervente

Pelé fez tratamentos intensivos para voltar nos jogos finais da Copa. E boa parte deles era na base da compressa com água quente. "Ele se tratava de manhã, à tarde e à noite. Nosso massagista mergulhava uma toalha em um balde com água quente e sal e colocava na perna dele. Sua pele ficava toda marcada", contou Djalma Santos à Fifa.com.

Teste no escanteio

Depois de tanto tratamento, Pelé começou a sentir menos incômodo na perna e decidiu fazer um teste às vésperas da final. Em uma cobrança de escanteio, no entanto, ele percebeu que não havia chances de jogar ao sentir uma forte dor na virilha. "Nunca tinha sentido tanta dor na minha vida", contou o Rei.
AFP
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Carrasco premiado

Autor do gol que abriu o placar na final, colocando a Tchecoslováquia à frente aos 15min do primeiro tempo, Josef Masopust foi eleito o melhor jogador europeu de 1962. Doz dez gols que fez pela seleção, Masopust marcou um em território brasileiro, no estádio do Pacaembu, em amistoso vencido pelo Brasil por 4 a 1, em 1956.

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