Cinco fatores travam acerto e fazem Grêmio recuar sobre novo técnico

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

O Grêmio não irá anunciar seu novo treinador nesta semana. Até domingo, o presidente Romildo Bolzan Júnior garante foco total na partida contra o Fluminense, que pode significar a recuperação no Brasileiro. No entanto, não é por opção que o Tricolor irá demorar um pouco para oficializar seu novo comandante. Uma série de fatores contribui para a demora. 

"Não temos prazo, nem mesmo pressa para resolver esta situação", garante Bolzan, que está assumindo pessoalmente a condução da negociação por um novo treinador. "Acima de tudo isso tem que decidir o projeto, se quer levar adiante, ideia a qual eu me filio, mas faço debate. Ou um treinador de emergência? Vamos ver domingo, o Grêmio tem um acúmulo de carga tática muito importante. O trabalho é só uma sequência. A saída do Roger foi uma questão sua. É um quadro não fechado", explicou. 

Até mesmo efetivar James Freitas chegou a ser considerado, mesmo que hoje seja a hipótese mais remota. Além da falta de opção, da indefinição de projeto, o Grêmio ainda quer acertar um novo molde de departamento de futebol e apenas depois lutar para encontrar um comandante que aceite contrato curto. 

Confira uma lista de razões que impedem o Grêmio de anunciar imediatamente seu novo comandante técnico. 

 

RAZÕES QUE TRAVAM ACERTO DO GRÊMIO COM TÉCNICO

Antônio Melcop
Antônio Melcop

Opções no mercado não são unanimidade

Não há uma unanimidade no Grêmio. Entre as opções no mercado, o nome mais perto de ser tratado como ideal hoje é Milton Mendes. Mas nem mesmo ele tem aval de todos os membros do Conselho de Administração - que participam junto ao presidente da escolha do técnico. Eduardo Baptista, Antônio Carlos Zago e Rogério Micale também foram avaliados. No entanto, ainda há outros treinadores em pauta e segundo o presidente nenhum contato formal foi feito.
Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio FBPA
Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio FBPA

Eleicões podem mudar tudo no clube

As eleições podem mudar tudo. Se optar por permanecer com o projeto de aposta na base e contratar um técnico engajado neste perfil, mas acabar sendo derrotado nas urnas no fim do ano, o atual comando do Grêmio irá ver o planejamento ruir imediatamente. Portanto, é ponderado internamente encontrar um 'meio termo'. Um técnico que possa agradar também os movimentos de oposição, como Renato Gaúcho, para que sofra menos em caso de troca na gestão.
Lucas Uebel/Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio

Novo departamento de futebol precisa ser montado

Antes de contratar o novo treinador, o Grêmio irá definir seu novo departamento de futebol. E a mudança será forte. Depois de desligar os três responsáveis políticos pela pasta, Alberto Guerra, Antônio Dutra Júnior e Alexandre Rolim, o Tricolor devolveu o executivo Júnior Chávare às categorias de base e irá criar um novo posto, o de coordenador técnico, que também trabalhará com atletas desde a base ao profissional. Por enquanto, o presidente Romildo Bolzan Júnior acumula funções, mas pretende anunciar um novo vice de futebol e o organograma completo antes de fechar com treinador.
LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Projeto de aproveitamento da base, segue?

O Grêmio debate internamente seu projeto a longo prazo. O aproveitamento da base tem sido premissa no trabalho do clube desde que Bolzan assumiu o comando. Atletas como Luan, Walace, Pedro Rocha, Lincoln, todos lançados e com status de aposta. A base do elenco é formada por atletas que estão nos primeiros anos no profissional. Mas não é consenso no Conselho de Administração do clube seguir com tal ideia. E o nome do novo treinador só será decidido depois que o comando definir se irá ou não abrir mão de tal conduta de gestão.
Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio
Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio

Contrato curto: dificuldade de acerto

O presidente Romildo Bolzan Júnior foi claro: "Temos que achar alguém que aceite um contrato de três meses. Não é fácil", disse em entrevista coletiva. Este prisma se deve ao fim do ano e do mandato presidencial. Desta forma, o cuidado jurídico se faz necessário em qualquer negociação. "Conseguir um contrato de três meses é uma dificuldade. A legislação é difícil de ser cumprida, e o nível de relação que existe é extremamente acostumado. Um padrão contratual. Conseguir um técnico para três meses é muito difícil", completou.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos