Cinco razões para acreditar (ou não) que Renato Gaúcho recuperará o Grêmio

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

    Renato Gaúcho conversa com dirigentes do Grêmio antes de ser apresentado

    Renato Gaúcho conversa com dirigentes do Grêmio antes de ser apresentado

Renato Gaúcho tem três meses para provar valor no Grêmio. O contrato curto cujo início ocorreu na segunda-feira tem por objetivo disputar o título da Copa do Brasil e quem sabe chegar a uma vaga para próxima Libertadores no Brasileiro. Será possível? Há razões para acreditar, ou não. 

Experiente em reanimar grupos, Renato sabe como tirar o melhor de seus jogadores. Tem números muito bons em suas passagens como técnico do Grêmio e sempre organizou suas equipes rapidamente. Por outro lado, não perfis de jogadores que considera valiosos, receberá um grupo formado com outro pensamento e jamais teve tão pouco tempo para dar resultado assim. 
 
Entre prós e contras, a direção do Grêmio escolheu acreditar que é possível esperar o melhor. "Temos certeza que as coisas irão andar como esperamos", disse o novo vice de futebol, Adalberto Preis. 
 
Confira razões para acreditar ou duvidar do sucesso de Renato Gaúcho no comando do time. 
 

Cinco razões para acreditar em Renato Gaúcho

Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio FBPA
Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio FBPA

Renato sabe motivar um grupo

Talvez a principal característica de Renato Gaúcho como técnico de futebol seja sua habilidade em mobilizar um elenco. Através do 'papo de boleiro', Portaluppi conquista seus comandados rapidamente e normalmente consegue empenho total dos grupos que recebe. Se o time do Grêmio já deu resultado anteriormente, impulsionado pela motivação proposta por ele, poderá dar novamente.
Vinícius Costa/ Agência Preview
Vinícius Costa/ Agência Preview

Ele não depende de contratações

Na primeira passagem pelo comando do Grêmio, Renato tinha orçamento muito restrito de reforços e levou três, todos de times da Série B: Diego Clementino, Júnior Viçosa e Paulão. Na segunda passagem, pediu e recebeu apenas um atleta: Rhodolfo, que chegou do São Paulo. Desta vez não terá ninguém, mas provou nas oportunidades anteriores que 'se vira bem com o que tem'.
RODRIGO RODRIGUES/GREMIO FBPA
RODRIGO RODRIGUES/GREMIO FBPA

Parceria de 'pai' pode ajudar

Se Renato conviveu com problemas internos em 2011, se por vezes não encontrou o melhor ambiente em 2013, desta vez terá um aliado importante fora de campo: Valdir Espinosa. O ex-técnico é respeitado 'como um pai' por Portaluppi e no cargo de coordenador técnico poderá ajudar o treinador em qualquer dificuldade além das quatro linhas.
Lucas Uebel/Divulgação Grêmio
Lucas Uebel/Divulgação Grêmio

Este grupo já rendeu

O elenco do Grêmio já deu mostras de que pode ser melhor. Apesar da queda de rendimento, o grupo disputava a liderança do Brasileiro há algumas rodadas e pode voltar a ter seu melhor futebol a partir da troca de comando.
RODRIGO RODRIGUES/GREMIO FBPA
RODRIGO RODRIGUES/GREMIO FBPA

Números mostram que é possível

Uma coisa não se pode questionar das passagens de Renato Gaúcho no Grêmio: o resultado. Em 2010 ele assumiu o time na zona de rebaixamento e acabou o Brasileirão em quarto, levando a equipe à Libertadores. Em 2013 chegou um pouco antes e acabou como vice-campeão brasileiro. Se não conquistou títulos, sempre fez boas campanhas e isso argumenta em favor dele.

Cinco motivos para desconfiar de Renato Gaúcho

Wesley Santos/Pressdigital
Wesley Santos/Pressdigital

Motivação pode não ser o suficiente

Motivar o elenco pode não ser o suficiente para tirar o Grêmio da fase ruim. Sem vencer há sete partidas no Brasileirão, o time está desencaixado e tem mostrado uma evidente queda de rendimento. Uma reforma tática se faz necessário para recuperar o melhor futebol.
Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação
Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

Faltam peças ao elenco

Renato gosta da figura do centroavante, teve isso em suas duas passagens pelo Grêmio. Tal jogador não está no grupo. Como Roger não adotava a presença de área como alternativa no elenco, não há opções para isso nesse momento. Sem chance de inscrever jogadores, será necessário buscar alternativas.
LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Mudança radical de estilo

Renato Gaúcho é totalmente diferente de Roger Machado. Enquanto o ex-lateral apostava em trabalhos táticos repetidos e explicações didáticas sobre posicionamentos e ações, o atual comandante gremista aposta na técnica e em trabalhos menos elaborados. Será um choque de conduta da equipe em meio a competições.
Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio
Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio

Falta tempo para trabalhar

Implantar o 'estilo Renato' terá que ser imediatamente. Sem tempo para treinar, Renato terá três meses para dar resultado e com jogos sempre no fim e no meio da semana. Não conseguirá implantar algo muito diferente, principalmente no começo do trabalho, pela falta de espaço no calendário.
Vinícius Costa/ Agência Preview
Vinícius Costa/ Agência Preview

Instabilidade política

Mesmo blindado pelo coordenador Valdir Espinosa, Renato Gaúcho pode sofrer com a instabilidade política do Grêmio. Em meio a eleições - primeiro para o Conselho Deliberativo e depois para presidente - o clube convive com ideias opostas e campanhas eleitorais enquanto busca se reencontrar em campo. Atletas e dirigentes vivem neste ambiente, que pode acabar prejudicando o rendimento.

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