Italiano 2016/17

Coadjuvantes? 10 jogadores brasileiros foram essenciais em títulos europeus

Do UOL, em São Paulo

Olhe as seis maiores ligas do futebol europeu e veja a lista de artilheiros ou melhores jogadores. Você não deve ver muitos brasileiros por lá. Mas isso não quer dizer que os atletas que nasceram por aqui são simples coadjuvantes no Velho Continente.

Campeões de Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Portugal tiveram brasileiros importantes em campo. Confira os 10 destaques verde-amarelos entre os campeões nacionais:

Sergio Perez/Reuters
Sergio Perez/Reuters

Marcelo (Real Madrid)

Você pode argumentar que a estrela do Real Madrid é Cristiano Ronaldo. Mas ninguém ajuda mais o português do que Marcelo na equipe merengue. O brasileiro foi o responsável por quatro passes para gols de Ronaldo na temporada, mais do que qualquer outro jogador do elenco ? só a dupla Toni Kroos-Sérgio Ramos tem mais gols, muito por culpa dos cruzamentos do alemão para o cabeceio do zagueiro. Além disso, Marcelo fecha o Espanhol com seu quarto título no torneio, dois gols e dez assistências ? só cinco jogadores deram mais passes para gol do que o ex-jogador do Fluminense.
Sergio Perez/Reuters
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Casemiro (Real Madrid)

O impacto de Casemiro no Real Madrid pode não ser tão dramático quanto o de N?Golo Kanté, eleito o melhor jogador do Campeonato Inglês ao levar o título do Chelsea na Inglaterra, mas sua importância para o Real é altíssima. Zinedine Zidane já disse que ele é quem dá estabilidade ao time e, quando o brasileiro se machucou, a equipe sofreu para encontrar uma solução para substituí-lo, principalmente seu poder de recuperação de bolas. Ele foi o líder nessa estatística no Campeonato Espanhol, com média de 4,1 por jogo.
Valerio Pennicino/Getty Images
Valerio Pennicino/Getty Images

Jemerson (Monaco)

O zagueiro que saiu do Atlético-MG como uma promessa se tornou um dos melhores defensores do futebol francês. O Monaco percebeu isso, principalmente, nos jogos em que não contou com o brasileiro. O maior exemplo foi na Liga dos Campeões, no duelo contra o Manchester City. Jemerson estava suspenso no primeiro jogo e o Monaco perdeu por 5 a 3. Glik, o outro zagueiro titular do técnico Leonardo Jardim, não jogou o outro. O Monaco venceu por 3 a 1. A convocação do técnico Tite para os amistosos de junho também mostra a boa forma.
Reprodução/Twitter
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Fabinho (Monaco)

O jogador é o que viveu a maior transformação entre todos da lista. Até o início desta temporada, ele era um lateral que, ocasionalmente, atuava no meio-campo. Desde a saída do veterano Toulalan, porém, ele se tornou um dos volantes titulares do time. E fez a melhor temporada de sua vida. Ele foi um dos quatro melhores do Francês segundo o site de estatísticas WhoScored, marcou nove gols e, segundo a revista France Football, foi injustiçado ao não fazer parte da lista de votação que elegeu o melhor jogador da temporada da Ligue 1.
Hannah McKay/Reuters
Hannah McKay/Reuters

David Luiz (Chelsea)

Quando o Chelsea repatriou David Luiz, muita gente achou que não daria certo. Em sua primeira passagem pelo clube, ele ficou conhecido pelas falhas defensivas e dificuldades táticas. Ao voltar para a Inglaterra, porém, ele encontrou o técnico italiano Antonio Conte e um sistema com três zagueiros que usou suas qualidades (velocidade e capacidade de cobertura) ao máximo, além de minimizar seus pontos fracos (como as dificuldades nos duelos um contra um). O resultado? O brasileiro se tornou um dos melhores jogadores da temporada e é um dos favoritos a ser eleito para o time do ano da Premier League.
MARCO BERTORELLO/AFP
MARCO BERTORELLO/AFP

Alex Sandro (Juventus)

O lateral chegou do Porto em 2015 e teve problemas para se adaptar. Seu estilo ofensivo não era bem aceito por quem estava no comando da Juventus e, nas primeiras temporadas, foi usado apenas em situações específicas. As coisas começaram a mudar em 2016. Após um segundo semestre muito bom, ele convenceu a diretoria que a lateral esquerda era dele ? a saída de Patrice Evra na janela de transferências do fim do ano comprovou isso. Foram três gols e quatro assistências na campanha do título Italiano, o sexto seguido da Velha Senhora. Mais do que isso, ele foi eleito o melhor da posição na Série A e, finalmente, conseguiu chegar à seleção brasileira (ele está na convocação de Tite para os amistosos contra Argentina e Austrália em junho).
Divulgação/Juventus
Divulgação/Juventus

Daniel Alves (Juventus)

Sabe a mudança que Alex Sandro viveu? O grande responsável foi Daniel Alves. Quando trocou o Barcelona pela Juventus, ele trouxe para o clube um estilo novo para os italianos. Na antiga configuração, as ações ofensivas da equipe começavam, sempre, pelo meio-campo, passando pelo francês para chegar aos atacantes. Daniel Alves criou uma válvula de escape pelas laterais e fez o jogo pelas pontas ganhar muito mais importância. Ele e Alex Sandro ganharam com isso e a importância dos dois para a Juventus que ganhou dois títulos na temporada (Italiano e Copa da Itália) e está na briga pelo terceiro (Liga dos Campeões) só aumenta. Além disso, o veterano mostrou que poderia ser decisivo também na defesa, sendo usado algumas vezes na linha de zagueiros.
AP Photo/Armando Franca
AP Photo/Armando Franca

Ederson (Benfica)

O goleiro é, provavelmente, a grande revelação do futebol brasileiro nessa temporada. Aos 23 anos, ganhou a posição de titular do Benfica durante o começo da Liga dos Campeões, desbancando o veterano Julio Cesar, e deve ser um dos jogadores de sua posição mais buscados na próxima janela de transferências do futebol europeu. O ponto alto foi, também, na Liga dos Campeões, quando ele defendeu um pênalti de Aubameyang no jogo de ida contra o Borussia Dortmund, pelas oitavas de final ? os portugueses venceram por 1 a 0, mas foram eliminados ao perder o jogo de volta por 4 a 0. No Campeonato Português, ele comandou uma defesa sólida do Benfica, que só levou mais gols do que o Porto em toda a competição.
AFP PHOTO / PATRICIA DE MELO MOREIRA
AFP PHOTO / PATRICIA DE MELO MOREIRA

Jonas (Benfica)

Aos 33 anos, Jonas foi um dos cinco maiores artilheiros do Campeonato Português, com 13 gols, mesmo perdendo grande parte da temporada. Foram apenas 19 jogos na campanha do título. Mesmo assim, ele mostrou aos portugueses que a decisão de ignorar o assédio do futebol chinês foi a decisão correta, principalmente na reta final do torneio: Jonas marcou nove gols nos últimos nove jogos que participou.
Christof Stache/AFP
Christof Stache/AFP

Thiago Alcântara (Bayern de Munique)

Douglas Costa não brilhou tanto na temporada na reserva de Ribery. Mas Thiago, que não nasceu no Brasil e não defende a seleção brasileira, mas é filho de Mazinho, tetracampeão em 1994, fecha a lista. O meio-campista foi formado no Barcelona e chegou à Alemanha levado por Pep Guardiola. Ironicamente, foi preciso esperar a saída do espanhol para vê-lo brilhar no Bayern de Munique. Nesta temporada, sob o comando de Carlo Ancelotti, porém, ele se tornou o maestro do time vermelho da Bavária que todos esperavam. Ele foi um dos destaques da equipe na Liga dos Campeões e acabou o Alemão com a maior média entre todos os jogadores do campeonato (de acordo com o site de estatísticas WhoScored).

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