Sheik dará certo no Corinthians? Retorno de ídolos nem sempre é uma boa

Vanderson Pimentel

Do UOL, em São Paulo

  • Antonio Lacerda/EFE

Mesmo após passagem discreta pela Ponte Preta, rebaixada em 2017, Emerson Sheik teve sua volta ao Corinthians confirmada na última segunda-feira (15). Se conta com o carinho da torcida pelas atuações históricas na conquista da Libertadores de 2012 contra o Boca Juniors, o atacante também gera desconfiança em sua chegada devido à idade avançada (39 anos) e desempenho de pouco brilho nos últimos anos.

Dar novas oportunidades a ídolos do passado é sempre uma incógnita. O Corinthians, por exemplo, não teve sucesso em retornos de nomes como Marcelinho Carioca e Rincón. Alguns clubes grandes, porém, já se deram bem e conquistaram títulos ao investirem em grandes nomes já em fim de carreira.

Relembre outros retornos de ídolos

Folhapress
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Freddy Rincón no Corinthians (2004)

Capitão do Mundial de Clubes conquistado pelo Corinthians em 2000, Freddy Rincón já mostrava não estar no mesmo nível de outrora com suas passagens apagadas por Santos e Cruzeiro, em 2001. Apesar disso, o Corinthians resolveu investir na sua chegada em 2004. Com 37 anos e sem jogar havia dois anos, o colombiano só entrou em campo 14 vezes em cinco meses. Com apenas um gol marcado, Rincón foi um dos símbolos da equipe alvinegra que quase foi rebaixada no Campeonato Paulista.
Fernando Santos/Folha Imagem
Fernando Santos/Folha Imagem

Edmundo no Palmeiras (2006 a 2007)

Dispensado do Fluminense em 2004, Edmundo começou 2005 jogando o Campeonato Carioca pelo Nova Iguaçu. No entanto, o jogador só fez dois jogos pela equipe, após ser contratado pelo Figueirense. Então com 34 anos, o Animal surpreendeu e foi o principal jogador do Figueirense, ajudando a equipe a não ser rebaixada no Campeonato Brasileiro. Ovacionado pelos palmeirenses durante um jogo no Palestra Itália, Edmundo acertou sua volta ao clube alviverde no início de 2006. Mesmo sem ter brilhado tanto como entre 1993 e 1995, Edmundo foi um dos principais jogadores da equipe ao lado do chileno Jorge Valdivia.
Antônio Gaudério/Folhapress
Antônio Gaudério/Folhapress

Marcelinho Carioca no Corinthians (2006)

Depois de atuar pelo Brasiliense no Campeonato Brasileiro de 2005, Marcelinho Carioca foi contratado pelo Corinthians por pedido do então presidente Alberto Dualib no primeiro semestre de 2006. Indesejado pela parceira MSI, o jogador só pode ser reintegrado ao elenco em maio, depois da eliminação do clube na Libertadores pelo River Plate. Sem fazer nenhum gol em oito jogos, o ídolo foi dispensado ao se envolver num princípio de briga com Javier Mascherano, revidando um carrinho do argentino.
Buda Mendes/UOL
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Dejan Petkovic no Flamengo (2009 a 2011)

Aos 36 anos, Dejan Petkovic chegou ao Flamengo em maio de 2009 após acertar um acordo para diminuir o valor que o clube lhe devia. O jogador, que acumulava passagens de pouco brilho por Goiás, Santos e Atlético-MG, foi um dos protagonistas da equipe que venceu o Campeonato Brasileiro, estando nas seleções como um dos melhores atletas do torneio. Seu contrato foi estendido até 2011, mas por conta de brigas com a diretoria, acabou afastado da equipe posteriormente.
Vipcomm/Divulgação
Vipcomm/Divulgação

Adriano no Flamengo (2009 e 2012)

Afastado havia um ano dos gramados após defender Inter de Milão e São Paulo, Adriano retornou ao Flamengo em 2009 e levou o time à conquista do título do Brasileirão, vencendo inclusive a Bola de Ouro da Revista Placar. Após passagens por Roma e Corinthians, O 'Imperador' teve novo retorno ao Fla em 2012, mas acabou dispensado três meses depois sem sequer entrar em campo, após faltas em treinamentos e problemas para recuperar a forma física.
Folha Imagem
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Giovanni no Santos (2010)

Principal jogador do Santos na década de 1990, Giovanni acertou sua terceira passagem pela equipe praiana no início de 2010. Então com 38 anos, o atleta vinha de passagens discretas pelo futebol grego e pelo Sport, e estava sem atuar havia 9 meses. Contratado para ser um dos astros da equipe, virou reserva de Paulo Henrique Ganso na equipe que conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil de 2010. Insatisfeito com o banco de reservas e com o relacionamento conturbado com Dorival Júnior, o meia recusou uma partida de despedida e se aposentou em definitivo dos gramados.
Divulgação/Atlético-PR
Divulgação/Atlético-PR

Kléberson no Atlético-PR (2011)

Camisa 10 do Atlético-PR campeão brasileiro de 2001, Kléberson teve a oportunidade de voltar ao Furacão dez anos depois da conquista. Classificado como "dispensável" por Vanderlei Luxemburgo no Flamengo, o jogador foi emprestado ao clube paranaense em fevereiro de 2011. Reserva com Adilson Batista, o volante passou a ser mais usado quando Renato Gaúcho assumiu o comando da equipe. No entanto, uma lesão o tirou dos campos no último trimestre do ano e o jogador não conseguiu ajudar a equipe a se livrar do rebaixamento no Brasileirão.

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