Fazer o gol ou se acusar? Relembre casos de fair play (ou não) pelo mundo

Do UOL, em São Paulo

O gol irregular de Jô que definiu a vitória do Corinthians sobre o Vasco, por 1 a 0, despertou um debate: afinal, o atacante deveria ter se acusado para o árbitro e confessado que desviou a bola com o braço? No futebol, é raro isso acontecer. Mas já aconteceu, como você pode ver na lista abaixo.

Mas nem só de altruísmo vive o mundo da bola. Jogadores também já se aproveitaram de situações em que o adversário estava vulnerável para tirar vantagem e fazer o gol. Por isso, também compilamos lances em que a preocupação com o fair play passou longe.

Cinco lances de fair play...

Miroslav Klose (Lazio x Napoli, 2012)

O maior artilheiro da história das Copas deu uma aula de jogo limpo em 2012, quando marcou um gol com a mão diante do Napoli. Ele se arrependeu e confessou a irregularidade ao árbitro, que havia validado o lance, mas acabou anulando o gol após as palavras do alemão. A Lazio perdeu por 3 a 0.

Time do Ajax (Ajax x Cambuur, 2006)

O defensor Vertonghen, hoje no Tottenham, protagonizou esse lance cômico em 2006. Foi tentar devolver a bola para o adversário em um gesto de fair play e acabou encobrindo o goleiro, marcando um golaço acidental. Para compensar, um gesto nobre: o time do Ajax ficou parado quando o jogo recomeçou e deixou o Cambuur balançar as redes.

Aaron Hunt (Werder Bremen x Nuremberg, 2014)

Dois times brigando contra o rebaixamento no Campeonato Alemão. Com o Werder Bremen vencendo por 2 a 0, o atacante Hunt tropeçou dentro da área e o juiz marcou pênalti erradamente. Mas o próprio jogador confessou que não sofreu a falta, e o árbitro reverteu a marcação. Hunt foi cumprimentado pelos atletas do Nuremberg pela atitude.

Paolo Di Canio (West Ham x Everton, 2001)

Conhecido por ser um jogador polêmico - chegou a comemorar alguns gols com gestos fascistas, por exemplo - , Paolo Di Canio também mostrou seu lado fair play em 2001. Jogando pelo West Ham, ele recebeu um cruzamento com o gol escancarado, mas em vez de tentar o cabeceio, pegou a bola com as mãos para que o goleiro rival, que estava lesionado no chão, fosse atendido. O jogo terminou 1 a 1.

Robbie Fowler (Liverpool x Arsenal, 1997)

Mais um lance de fair play que teve um desfecho inusitado. Fowler recebeu lançamento e caiu na área após chegada do goleiro Seaman. O centroavante do Liverpool gesticulou para o árbitro dizendo que não havia sido tocado, mas o juiz manteve a marcação do pênalti. Na cobrança, Fowler bateu fraco e Seaman defendeu... mas não adiantou nada, porque McAteer fez no rebote e o Liverpool ganhou por 2 a 1.

...e outros cinco nem tanto

Lars Poulsen/Polfoto
Lars Poulsen/Polfoto

Luiz Adriano (Shakhtar Donetsk x Nordsjaelland, 2012)

Quando o Shakhtar foi devolver a posse para o rival após o atendimento de um jogador, Luiz Adriano surpreendeu todo mundo: correu atrás da bola, driblou o goleiro e fez o gol. Os atletas do Nordsjaelland ficaram furiosos com o brasileiro, que se justificou dizendo que estava de costas para o lance e não havia percebido a situação de fair play.

Nani (Manchester United x Tottenham, 2010)

Lance bizarro na Inglaterra. Nani invadiu a área pela direita e se jogou na área. O goleiro Gomes, do Tottenham, achou que o juiz tivesse marcado falta do atacante português por simulação: botou a bola no chão e se preparou para cobrar. Mas o árbitro não havia marcado nada, e Nani levantou rapidamente para chutar a bola e fazer o gol.

Marco Verratti (PSG x Bastia, 2017)

O goleiro do Bastia estava fora do gol, agachado ao lado da trave, conferindo a situação do meio-campista adversário Matuidi, que havia se machucado no lance anterior. Isso impediu que Verratti mandasse um chutaço de fora da área para balançar a rede? Claro que não.

Joël Veltman (Ajax x Sparta Rotterdam, 2017)

Mais uma do Ajax. Essa não resultou em gol, mas a cara de pau do lateral Veltman foi inacreditável: ele sinalizou para seu marcador na direção de um companheiro de time que estava caído no chão, e quando o jogador do Sparta olhou para trás, ele aproveitou para carregar a bola à linha de fundo e cruzar perigosamente.
Reprodução / AFP
Reprodução / AFP

Thierry Henry (França x Irlanda, 2010)

Essa foi tão polêmica que quase fez a Copa do Mundo de 2010 ter 33 times, já que a Irlanda pleiteou a vaga na Fifa. Henry evitou que a bola saísse de jogo usando a mão e cruzou para Gallas marcar o gol que botou os franceses no Mundial. O "castigo" veio na Copa: a França não ganhou nenhum jogo e terminou na lanterna de seu grupo.

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