Brasileirão - 2017

Já tem técnico ameaçado antes do Brasileiro começar? Saiba a situação deles

Do UOL, em São Paulo

  • Thomás Santos/AGIF

    Rogério Ceni e Mano Menezes se cumprimentam ante de jogo da Copa do Brasil

    Rogério Ceni e Mano Menezes se cumprimentam ante de jogo da Copa do Brasil

O Campeonato Brasileiro de 2016 teve demissão de técnico da primeira a antepenúltima rodada. Com o inicio do Brasileirão de 2017 neste fim de semana, o UOL Esporte fez um levantamento nos principais clubes do país sobre a situação de cada treinador.

Em sua maioria, há o respaldo das direções para o início das competições. Poucos técnicos têm uma situação abertamente instável após o início da temporada, com o término dos Campeonatos Estaduais e as primeiras fases da Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana.

Ao todo, 2016 teve 19 técnicos demitidos durante o Campeonato Brasileiro – quase um por time.

Veja abaixo a situação dos principais clubes do Brasil que vão disputar a Série A do Campeonato Brasileiro e mais o Inter que faz a sua estreia na segunda divisão nacional.

A situação de cada técnico

Lucas Uebel/Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio

Renato Gaúcho (Grêmio)

Renato Gaúcho tem 56,5% de aproveitamento na temporada, mas o número não é o maior problema. A oscilação do time dentro dos jogos e as poucas atuações convincentes em 2017 é que geram preocupação. A eliminação na semifinal do Gauchão foi traumática. O título do Novo Hamburgo, impedindo o hepta do Internacional, amenizou um pouco o abalo. Apoiado pelo departamento de futebol, o treinador tem o Brasileirão e a Copa do Brasil para retomar o bom nível do final do ano passado. Superar o Fluminense, nas oitavas da Copa do Brasil, é vital para a remontada.
Ricardo Duarte/Inter
Ricardo Duarte/Inter

Antonio Carlos (Inter)

Não é apenas por ter perdido a final do Gauchão. Antonio Carlos Zago está ameaçado por conta da falta de bons jogos do Inter, que classificou-se em sétimo na primeira fase do Gaúcho, sendo que apenas o Grêmio era da Série A, e Juventude e Brasil de Pelotas disputarão a Série B. Eram 12 times na etapa e o Colorado venceu apenas três partidas. Teve a quinta pior defesa. Mesmo que tenha se classificado com 100% de aproveitamento na Primeira Liga e despachado o Corinthians na Copa do Brasil, o caminho não está tranquilo para Zago. Um ou dois tropeços no início da Série B podem acarretar uma situação insustentável, ainda que hoje a palavra oficial da direção seja de apoio e confiança. O quadro de obrigação de resultados se intensifica agora porque, além de começar a competição prioritária no ano, o elenco é considerado qualificado e com potencial para render muito mais do que rendeu até então. E se não for visto isso em campo, o comando deve mudar.
Ronny Santos/Folhapress
Ronny Santos/Folhapress

Rogério Ceni (São Paulo)

Apesar das três eliminações consecutivas à frente do São Paulo nesta temporada, o treinador é "inquestionável", segundo o diretor executivo de futebol, Vinicius Pinotti. A torcida também respalda o trabalho do comandante. Considerado um dos maiores ídolos da história do Tricolor, o ex-goleiro disputará pela primeira vez um Brasileiro na função.
Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro
Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Roger Machado (Atlético-MG)

Roger Machado chegou ao Atlético-MG cercado de boa expectativa, após o bom trabalho no Grêmio. Com bons jogadores à disposição, se esperava que logo o treinador faria o time render, o que não aconteceu. Apesar da liderança na primeira fase do Mineiro, o time não apresentava um bom futebol em campo. As derrotas para o Cruzeiro, no Estadual, e Libertad, na Copa Libertadores, deixaram Roger pressionado, mais pela torcida do que pela diretoria.

Mas tudo mudou nas últimas semanas. O time, enfim, começou a jogar a bem. Está classificando antecipadamente às oitavas da Libertadores e foi campeão mineiro, sendo superior ao Cruzeiro nas duas partidas da final. O primeiro título de Roger como treinador e a perspectiva de um grande Brasileirão dão ao técnico uma estabilidade para seguir a linha de trabalho adotada na Cidade do Galo, desde quando chegou ao clube, em janeiro.
Marcello Zambrana/AGIF
Marcello Zambrana/AGIF

Dorival Júnior (Santos)

O técnico Dorival Júnior não pode vacilar no início do Campeonato Brasileiro. O treinador sofre pressão faz tempo no Santos e já esteve próximo de cair neste ano. Ele balançou entre a eliminação no Paulista para a Ponte Preta e os jogos contra o Santa Fe e ainda teve problemas com o elenco neste período. O afastamento de Vecchio e o fato de não utilizar o zagueiro Cleber, segundo reforço mais caro do Santos neste ano, fizeram a diretoria entender que ele estava perdendo o grupo.
Claudio Reyes/AFP Photo
Claudio Reyes/AFP Photo

Fábio Carille (Corinthians)

O treinador Fábio Carille conquistou estabilidade no Corinthians com os ótimos resultados do início de temporada. Depois de procurar um técnico experiente, o presidente Roberto de Andrade optou pela efetivação de Carille, cujo trabalho recuperou aspectos importantes que estavam em baixa após a saída de Tite. Na caminhada para o título paulista, o primeiro troféu erguido por um treinador diferente de Mano Menezes e Tite após 12 anos, o Corinthians recuperou a empatia das arquibancadas, a força defensiva e a organização tática que marcaram os melhores momentos recentes. Recentemente, Roberto chegou a afirmar de forma categórica que Carille seguiria até o fim de seu mandato, em fevereiro do ano que vem.
José Edgar de Matos/UOL Esporte
José Edgar de Matos/UOL Esporte

Cuca (Palmeiras)

Cuca estreia no Brasileiro provavelmente como o técnico mais prestigiado do campeonato. Depois de cinco meses afastado, ele volta ao Palmeiras onde foi campeão nacional em 2016 com o rótulo de salvador da pátria. Como se não bastasse sua experiência recente, o comandante ainda conta com um dos melhores elencos do país com uma investidora que não tem medido esforços para contratar as peças de reposição.
NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.
NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.

Abel Braga (Fluminense)

Apesar da recente queda de produção do Fluminense, o técnico Abel Braga segue firme no comando do clube. Mesmo com a perda do Campeonato Carioca, o comandante é peça-chave no processo de remontagem tricolor. Internamente, Abel é visto como o nome ideal para conduzir o trabalho de uma equipe recheada de jovens valores.
Paulo Fernandes / Flickr do Vasco
Paulo Fernandes / Flickr do Vasco

Milton Mendes (Vasco)

Embora tenha enfrentado episódio de pequenos atritos com alguns jogadores, o técnico Milton Mendes segue prestigiado com a diretoria do Vasco, que aposta num treinador mais disciplinador para colocar a equipe nos trilhos no Campeonato Brasileiro. Por parte dos atletas há, porém, algumas reclamações em relação à carga de treinos do comandante que, para muitos, é excessiva. O episódio onde Milton Mendes esteve presente em meio aos torcedores de Flamengo e Fluminense na final do Campeonato Carioca também dividiu opiniões internamente, mas o treinador segue respaldado junto ao presidente Eurico Miranda.
Vítor Silva/SSPress/Botafogo
Vítor Silva/SSPress/Botafogo

Jair Ventura (Botafogo)

Jair Ventura está em alta no Botafogo. Ele, inclusive, foi eleito o técnico revelação após tirar o time da zona de rebaixamento e classificar para a Libertadores em 2016. O treinador tem feito bonito na competição internacional e já pode se classificar para o mata-mata com uma rodada de antecedência. Segue com moral com a diretoria e torcida.
Yasuoshi China/AFP
Yasuoshi China/AFP

Zé Ricardo (Flamengo)

Situação também está tranquila. Time está na liderança da Libertadores e acabou de conquistar o título estadual.
Napoleão de Almeida/Colaboração para o UOL
Napoleão de Almeida/Colaboração para o UOL

Paulo Autuori (Atlético-PR)

Mesmo com a derrota na final do Paranaense e a situação delicada na Copa Libertadores, o técnico (de fato, um gerente técnico) Paulo Autuori não corre riscos de ser demitido no Atlético-PR. O profissional vive um momento de migração de funções no clube, em que lentamente passa o comando da equipe para Bruno Pivetti e está à frente de um projeto mais duradouro dentro clube. É possível que no Brasileirão ele ainda seja o principal rosto da comissão técnica atleticana, ao menos enquanto os resultados não forem satisfatórios.
Divulgação/Coritiba
Divulgação/Coritiba

Pachequinho (Coritiba)

O Coritiba demorou, mas efetivou o ex-jogador e ídolo do clube Pachequinho no comando técnico, após a conquista do Estadual. Portanto, Pachequinho começa o Brasileirão em alta, com crédito junto à direção, torcida e jogadores. O novo problema é que ele deixa de ser um auxiliar-técnico permanente, que assumia o time em horas difíceis, e passa a ter cobranças e expectativas como qualquer outro treinador. Mesmo assim, é improvável que Pachequinho sofra qualquer abalo no cargo por um bom tempo.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos