Kaká no SP e Robinho no Santos? 8 ídolos que voltaram e brilharam (ou não)

Do UOL, em São Paulo

São Paulo e Santos se movimentam com a possibilidade de "repatriar" alguns de seus maiores ídolos em tempos recentes. O time do Morumbi estuda a contratação de Kaká, que está de saída do Orlando City, enquanto a equipe da Vila Belmiro não descarta os retornos de Diego, atualmente no Flamengo, e de Robinho, que está no Atlético-MG.

Jogadores que retornam aos clubes onde conquistaram idolatria não são novidade no futebol brasileiro. Muitos outros atletas já fizeram esse caminho – os próprios Kaká e Robinho, inclusive, são exemplos bem-sucedidos. Mas nem todo mundo que volta faz sucesso. Em alguns casos, a relação de amor com a torcida pode até se transformar em hostilidade.

Relembre 8 casos de ídolos que voltaram e brilharam em seus antigos clubes... ou não.

Felipe Oliveira/Getty Images
Felipe Oliveira/Getty Images

Kaká (São Paulo, 2014)

Após deixar o Milan no meio de 2014, Kaká foi contratado pelo Orlando City. Mas como só poderia estrear no ano seguinte, passou o segundo semestre emprestado pelo time americano ao São Paulo, onde surgiu como grande promessa no início dos anos 2000. Em sua segunda passagem pelo Morumbi, o meia não chegou a reeditar as grandes atuações do início da carreira, mas foi titular, jogou bem e ajudou a equipe dentro de campo a ser vice-campeã brasileira.
Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo
Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo

Robinho (Santos, 2010 e 2014-15)

Robinho já teve dois retornos por empréstimo ao Santos desde sua primeira saída do clube, em 2005, para o Real Madrid. O primeiro foi em 2010, quando ele passou o primeiro semestre cedido pelo Manchester City e arrebentou no time que alçou Neymar e Ganso às condições de estrelas emergentes do futebol nacional; nessa equipe, conquistou o Paulistão e a Copa do Brasil. Já a segunda passagem, entre 2014 e 2015, foi menos brilhante. Emprestado pelo Milan, ele ajudou o time a ser campeão paulista.
Daniel Zappe/VIPCOMM
Daniel Zappe/VIPCOMM

Adriano (Flamengo, 2009-10)

Adriano não saiu do Flamengo propriamente como ídolo, mas como promessa da base e xodó da torcida. Foi na Europa que ele construiu a reputação de um dos melhores atacantes do mundo e recebeu o apelido de "Imperador". Mas quando ele voltou em 2009, após deixar a Inter de Milão, consolidou esse status definitivamente. Adriano arrebentou no Brasileirão daquele ano e, ao lado de Petkovic, comandou a arrancada rubro-negra rumo ao título. No ano seguinte, porém, problemas extracampo fizeram seu rendimento cair. Ele ficou de fora da Copa do Mundo de 2010 e saiu para jogar na Roma.
Marcelo Sadio/vasco.com.br
Marcelo Sadio/vasco.com.br

Juninho Pernambucano (Vasco, 2011-12 e 2013)

Ídolo do Vasco por sua passagem repleta de títulos entre 1995 e 2001, Juninho voltou ao time da Colina já veterano, aos 36 anos, em 2011. O meia chegou a aceitar receber um salário mínimo por um período no clube e foi recebido nos braços da torcida. Mesmo com a idade avançada, foi um dos melhores jogadores do time no ano, sendo vice-campeão brasileiro e semifinalista da Sul-Americana. Após jogar sete meses no New York Red Bulls, Juninho ainda teve uma terceira passagem pelo Vasco em 2013, mas problemas físicos limitaram sua efetividade. Ele se aposentou no início de 2014.
Adriano Vizoni/Folha Imagem
Adriano Vizoni/Folha Imagem

Vagner Love (Palmeiras, 2009)

O Palmeiras brigava pelo título do Brasileirão de 2009 quando decidiu reforçar o ataque com uma contratação estelar: Vagner Love, que havia sido ídolo do clube entre 2002 e 2004, quando foi revelado no time alviverde. Mas a segunda passagem do centroavante não foi nada positiva. Com atuações abaixo do esperado, ele chegou a sofrer uma tentativa de agressão de torcedores quando deixava uma agência bancária. O Palmeiras ficou fora até da Libertadores e, com o relacionamento desgastado, Love foi para o Flamengo no fim do ano.
Ormuzd Alves/Folhapress
Ormuzd Alves/Folhapress

Marcelinho Carioca (Corinthians, 1998-2001, 2006)

Um dos maiores ídolos da história do Corinthians, Marcelinho teve três passagens "oficiais" pelo clube. Logo na primeira, entre 1994 e 1997, consolidou-se entre os grandes do clube, liderando o time em dois títulos paulistas e na Copa do Brasil de 1995. Foi vendido ao Valencia, não se adaptou, e voltou para comandar mais um ciclo vitorioso no Corinthians, com dois Paulistas, dois Brasileiros e um Mundial de Clubes entre 1998 e 2001. Já em 2006, com 34 anos, jogou pouco e saiu após rusga com o técnico Emerson Leão. Ainda jogou um amistoso pelo time em 2010 para se despedir.
Evelson de Freitas/Folha Imagem
Evelson de Freitas/Folha Imagem

Paulo Nunes (Grêmio, 2000)

O veloz atacante foi uma máquina de ganhar títulos e decidir jogos em sua primeira passagem pelo Grêmio, entre 1995 e 1997: faturou dois Gauchões, um Brasileirão, uma Libertadores, uma Copa do Brasil e uma Recopa Sul-Americana. Mas quando voltou em 2000, após jogar no Benfica e no Palmeiras, ficou longe de repetir o sucesso anterior. Desentendimentos com o técnico Celso Roth, partidas na reserva e até faixas da torcida pedindo sua saída foram alguns dos problemas, e ele saiu pela porta dos fundos no fim do ano.
João Wainer/Folhapress
João Wainer/Folhapress

Sorín (Cruzeiro, 2004 e 2009)

O lateral argentino se tornou rapidamente um ídolo da torcida celeste por sua técnica apurada, raça e cacoete para aparecer na área de surpresa e fazer gols. Entre 2000 e 2002, conquistou um Mineiro, uma Copa do Brasil e duas Copas Sul-Minas. Depois, saiu para jogar na Europa e teve dois retornos ao Cruzeiro, que foram rápidos, discretos e bem abaixo de sua primeira passagem. No primeiro, em 2004, só fez nove jogos antes de ser vendido ao Villarreal; no segundo, em 2009, só seis partidas em meio a muitas lesões. Ainda assim, mesmo sem jogar muito, foi campeão mineiro.

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