Diego Alves não é o único. Veja quem já voltou ao Brasil de olho na Copa

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

  • Gilvan de Souza/ Flamengo

    Diego Alves foi apresentado no Flamengo nesta semana

    Diego Alves foi apresentado no Flamengo nesta semana

A vinda do goleiro Diego Alves para o Flamengo escancarou o desejo do ex-jogador do Valencia garantir uma vaga entre os 23 do Brasil na Copa do Mundo de 2018 – embora ele diga que tenha chegado pensando no clube. Entretanto, o novo atleta rubro-negro não inovou ao mudar de casa a um ano do Mundial.

O goleiro foi apenas mais um a adotar esta estratégia: deixar o futebol europeu, onde atraía menos atenção dos olhares dos brasileiros, para se destacar em solo nacional e se tornar um conhecido do público local. Alguns o fizeram logo no ano da Copa do Mundo, enquanto outros tomaram a decisão com mais antecedência.

O UOL Esporte buscou outros seis casos de jogadores que esnobaram a Europa para garantir uma vaga no Mundial seguinte – nem sempre com sucesso.

Confira a lista

Jeferson Guareze/AGIF
Jeferson Guareze/AGIF

Zé Roberto, Copa do Mundo de 1998

Zé Roberto - sim, o do Palmeiras - tomou uma decisão semelhante a de Diego Alves antes da Copa de 1998, na França. Então com 23 anos, o meio-campista tinha sido contratado pelo Real Madrid no início de 1997, mas recebeu poucas oportunidades de entrar em campo. Para exibir seus talentos e defender a seleção no Mundial, o jogador revelado pela Portuguesa integrou o Flamengo por cinco meses no começo de 1998, garantindo vaga na convocação de Zagallo, que o aproveitou em uma partida na campanha do vice. Após a Copa, se transferiu para o Bayer Leverkusen, iniciando uma carreira prestigiada na Alemanha.
Ivan Franco/EFE
Ivan Franco/EFE

Juninho Paulista, Copa do Mundo de 2002

Emprestado por duas temporadas ao Vasco - onde teve sucesso, mas não recebia salários - pelo Atlético de Madri, Juninho Paulista se mudou para o Flamengo. No clube rubro-negro o meia continuou tendo visibilidade e chamando a atenção do técnico Luiz Felipe Scolari, que acabou convocando-o à Copa do Mundo da Coreia do Sul e do Japão. Juninho ficou no time carioca até o meio do ano, se transferindo para o Middlesbrough em definitivo mês depois - a equipe inglesa o comprou do Atlético de Madri.
Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Moacyr Lopes Junior/Folhapress

Robinho, Copa do Mundo de 2010

Craque da seleção brasileira na primeira passagem de Dunga, Robinho se viu em uma posição desconfortável perto da Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. Em sua segunda temporada no Manchester City, após uma primeira de sucesso, o atacante teve problemas físicos e ficou desprestigiado no futebol inglês. O Santos articulou um empréstimo para repatriar o jogador, e o negócio deu certo. Robinho voltou e fez parte da campanha empolgante do Campeonato Paulista de 2010, ao lado de Paulo Henrique Ganso, Neymar e André, conquistando o Estadual e a Copa do Brasil daquele ano antes de integrar aquela seleção - derrotada pela Holanda nas quartas de final.
Douglas Magno/Vipcomm
Douglas Magno/Vipcomm

Gilberto, Copa do Mundo de 2010

Um pouco antes de Robinho, o lateral esquerdo Gilberto também retornou ao Brasil em busca de mais tempo em campo. Preterido da Copa das Confederações de 2009, após uma temporada em que quase não foi aproveitado no Tottenham, o defensor foi contratado pelo Cruzeiro, onde chamou a atenção de Dunga e garantiu uma vaga na seleção.
RODRIGO COCA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
RODRIGO COCA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Alexandre Pato, Copa do Mundo de 2014

O brasileiro Alexandre Pato pressionou o Milan para que pudesse se transferir para o Corinthians em 2013, tendo como um dos objetivos o retorno à seleção brasileira. Na época, a pretensão era retomar o espaço na equipe treinada por Luiz Felipe Scolari e participar da campanha da Copa das Confederações. A convocação para o torneio teste no Brasil não veio, mas o atacante foi convocado para seis amistosos, dois antes e quatro depois da competição. Depois de se queimar com a torcida corintiana, após o clube ser eliminado da Copa do Brasil com um pênalti perdido em uma "cavadinha", Pato jamais voltou à seleção.
Shaun Botterill/ALLSPORT
Shaun Botterill/ALLSPORT

Valdeir, Copa do Mundo de 1994

Com uma concorrência forte por uma vaga no elenco da Copa de 1994, o atacante Valdeir "The Flash" chegou a figurar nas convocações de Carlos Alberto Parreira nas eliminatórias do Mundial, mas a passagem pelo São Paulo entre 1993 e 1994, emprestado pelo Bordeaux, não ajudou para que ele mantivesse um espaço na seleção. Olhando os nomes chamados, no entanto, a ausência não é surpresa, afinal foram convocados Bebeto, Romário, Müller, Ronaldo e Viola.

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