Não é só Neymar! CR7 e Romário também já brigaram por pênaltis ou faltas

Do UOL, em São Paulo

Neymar e Cavani se desentenderam e até teriam discutido feio no vestiário por causa de uma disputa sobre quem bateria as faltas e pênaltis do PSG. Mas ver jogadores do mesmo time em atrito por causa das bolas paradas não é nenhuma novidade no futebol – afinal, nem sempre os objetivos individuais ficam atrás dos coletivos na cabeça dos atletas.

Desde a famosa disputa entre Romário e Edmundo no Vasco de 2000 até uma inusitada discussão resolvida com um "pedra-papel-tesoura" no Bayern de Munique, relembre outros casos em que colegas de equipe não falaram a mesma língua:

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Romário x Edmundo (Vasco, 2000)

A rixa entre Romário e Edmundo no Vasco não se limitou apenas à disputa pelo posto de cobrador oficial de pênaltis - o Animal também perdeu a faixa de capitão e o status de artilheiro do time para o Baixinho. Edmundo acabou perdendo a briga, sendo emprestado ao Santos. Já Romário deixou o episódio marcado por uma frase que entrou para o folclore do futebol brasileiro: "Agora a corte está toda feliz. O rei (Eurico Miranda), o príncipe (Romário) e o bobo (Edmundo)".

Cristiano Ronaldo x Xabi Alonso (Real Madrid, 2010)

Cristiano Ronaldo se tornou o dono dos pênaltis o Real Madrid desde sua chegada do Manchester United, em 2009, já com o status de melhor jogador do mundo. Mas em um jogo contra o Villarreal, Xabi Alonso teve a audácia de pedir para o português deixá-lo bater um pênalti. Conhecido pela fome de bater recordes, CR7 deixou a contragosto - ele já tinha feito um gol no jogo, afinal -, e Alonso converteu a cobrança para definir a vitória por 6 a 2.

Ballack x Drogba (Chelsea, 2008)

Em um jogo com o Manchester United pelo Campeonato Inglês, o meia alemão e o atacante marfinense discutiram para decidir quem bateria uma falta na entrada da área. Drogba acabou vencendo a disputa e errando a cobrança. Mais tarde, o Chelsea teve um pênalti a favor. Desta vez, Ballack pegou a bola, bateu e se transformou no herói do jogo ao definir a vitória por 2 a 1 -ele também havia feito o primeiro gol.

Defoe x Gilberto (Toronto, 2014)

Hoje no São Paulo, o atacante Gilberto protagonizou uma disputa cômica com o veterano inglês Jermain Defoe sobre uma cobrança de falta no Toronto, time canadense que disputa a MLS. O brasileiro escondeu a bola do companheiro, ganhou a disputa "na marra" e, na cobrança, acertou um canhão para balançar a rede. A Defoe, só restou dar risada após o golaço do companheiro.

Balotelli x Kolarov (Manchester City, 2012)

Sempre polêmico, Balotelli criou um "climão" no Manchester City ao se irritar com o companheiro Kolarov para definir o batedor de uma falta. O lateral sérvio não deixou o italiano ficar com a bola, e a situação precisou da intervenção do capitão Kompany para tirar Balotelli de perto da jogada.

Balotelli (de novo) x Eto'o (Inter de Milão, 2009)

Mais uma de Balotelli, e bem parecida com a anterior. Desta vez, na Inter, o italiano quis convencer o cobrador Samuel Eto'o a deixá-lo bater um pênalti. Após muitas negativas do camaronês, o caso só foi resolvido com a chegada do capitão Zanetti, que puxou Balotelli e deixou Eto'o balançar a rede na batida.

Lampard x Di Canio (West Ham, 2000)

Ídolo do Chelsea, Lampard começou a carreira em outro time de Londres, o West Ham. E o então jovem meio-campista não conseguiu ganhar a disputa com o veterano atacante Paolo Di Canio para bater essa penalidade. Pelo menos o italiano mostrou categoria na cobrança e fez o gol.

Lamela x Son (Tottenham, 2016)

Um caso parecido com o anterior, novamente na Inglaterra: o argentino Erik Lamela e o sul-coreano Son Heung-Min discutiram antes de um pênalti a favor do Tottenham. Lamela ficou com a cobrança, só que chutou mal e viu o goleiro defender. Será que Son comemorou por dentro?

Kroos x Ribéry (Bayern de Munique, 2012)

Para finalizar, um exemplo de como todos os problemas acima poderiam ter sido evitados. Em uma goleada por 6 a 0 do Bayern contra o Hertha Berlim, Toni Kroos e Franck Ribéry definiram o batedor de uma falta da forma mais justa possível: no "jankenpô", o famoso "pedra, papel ou tesoura". Ribéry levou a melhor, mas não fez o gol na cobrança.

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