Brasileirão 2016

Os cinco passos do Inter para remontar time e viver boa fase

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

O Internacional entende que conseguiu achar seu time outra vez na temporada. Com apenas uma derrota nos últimos cinco jogos, o Colorado celebra evolução do time e até a volta de pontos como visitante no Brasileirão. A volta por cima é resultado de um passo a passo com cinco itens e que demorou mais do que o previsto.

A ideia do Inter era se remontar bem antes, ainda em agosto – quando da chegada de Celso Roth. Mas somente em outubro os resultados apareceram. O UOL Esporte mostra os passos dados para chegar lá.

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OS CINCO PASSOS DO INTER PARA SE REENCONTRAR

Ricardo Duarte/Inter
Ricardo Duarte/Inter

1

Defesa

Somente dois gols sofridos nas últimas cinco partidas, somando Copa do Brasil e Brasileirão. Dupla de zaga firme, laterais intensos. Goleiro em alta. A defesa do Inter, enfim, virou o começo do time. Desde a chegada de Celso Roth, a ideia era iniciar a remontagem da equipe de trás para frente. Com a visão de que era preciso estancar os gols sofridos, obter resultados e depois mostrar desempenho. A guinada ocorreu a partir do jogo com o Figueirense.
Ricardo Duarte/Inter
Ricardo Duarte/Inter

2

Veteranos

Ceará deixou de ser reserva de William e, primeiro, foi improvisado na lateral esquerda. Alex voltou a ser titular no meio-campo. Celso Roth e a diretoria entenderam que com eles, o time cheio de jovens ganharia um pouco mais de experiência. Além de técnica e até voz a equipe. "Eles têm qualidade, são minhas referências, e não só técnica ou física, mas de leitura de jogo. Além de atuar bem, tem voz de comando muito boa. Os jogadores escutam eles", disse Roth.
Ricardo Duarte/Internacional
Ricardo Duarte/Internacional

3

Meio-campo

Com Alex garantido de volta, o meio-campo deixou de ter interrogação na parte ofensiva e passou a gerar mudanças no aspecto defensivo. Fabinho, Anselmo, Eduardo Henrique e Rodrigo Dourado. Deste quarteto, saem dois. E a dupla tem sempre que dosar força física e marcação com passe e infiltração. Do outro lado, intensidade para fazer cobertura e agilidade para virar opção em contra-ataque.
Ricardo Duarte/Divulgação SC Internacional
Ricardo Duarte/Divulgação SC Internacional

4

Estratégia

Com dois setores encaminhados, em escolhas e posicionamento, Celso Roth incrementou seu repertório de estratégias. Na sequência recente, o Inter já variou em começo de pressão e retenção total. Já investiu pelo centro, mas também pelos lados. Já apostou tudo em laterais longos para área e escanteios. Com uma base, a ideia do treinador e a execução ficaram mais evidentes. E eficientes.
Ricardo Duarte/Internacional
Ricardo Duarte/Internacional

5

Atacante decisivo

A grande ironia da reforma promovida pelo Inter: voltar a fazer quase a mesma coisa que Argel fez no final de 2015 e parte do primeiro semestre deste ano. Com defesa e meio-campo próximos, fechando espaços, e à espera de contra-ataque para sair. E lá na frente, um atacante com excelente um contra um, ótima tomada de decisão. E goleador. Assim como no ano passado, Vitinho voltou a ser fundamental. Marcou contra Coritiba, Figueirense e Flamengo.

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