Palmeiras x WTorre: mais de 500 dias de embates e tensões pós-inauguração

Diego Salgado e José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo

  • Rodrigo Villalba/ Futura Press/ Estadão Conteúdo

    Relação entre a construtora e o clube esquentaram novamente

    Relação entre a construtora e o clube esquentaram novamente

Parceiras, pero no mucho. WTorre e Palmeiras vivem novos momentos de tensão. Trocas de farpas, problemas de organização e irritação das duas partes – ainda com os torcedores no meio – se tornaram um retrato da relação entre a construtora e o clube alviverde. São mais de 500 dias desde a inauguração, e confusões demais para quem firmou um contrato deste porte.

O embate mais recente envolve o presidente Paulo Nobre e Rogério Dezembro, diretor de negócios da construtora. A WTorre anunciou o consentimento do Palmeiras para a realização da pré-estreia do filme 'Independence Day: o Ressurgimento' em 22 de junho, data da partida contra o América-MG.

O evento irritou um grande grupo de torcedores palmeirenses, que utilizaram-se das redes sociais para atacar a construtora e o clube, novamente obrigado a atuar 'fora de casa'. Durante a tarde, a WTorre se defendeu ao anunciar a colaboração palmeirense. 

"Era Santa Cruz, Corinthians ou América-MG (as opções para o dia). Um desses três. A WTorre, junto com o clube, achou que era melhor o jogo do América porque era meio de semana. Em conjunto com o Palmeiras a gente discutiu isso", disse Dezembro.

Não demorou para Paulo Nobre responder. No início da noite, pouco após o UOL Esporte publicar sobre a irritação do clube, o dirigente atacou a construtora em entrevista à ESPN Brasil. "A declaração dele não traduz a verdade. (...) O Palmeiras não trabalha a quatro mãos com a WTorre."

A tensão está novamente instalada. Não são inéditos os problemas entre a construtora e gestão Paulo Nobre, na qual o Palmeiras inaugurou a nova versão do antigo Palestra Itália. Confira logo abaixo outros momentos de embate entre os parceiros.

Confira a lista de desentendimentos

Cadeiras causam desavenças - Novembro de 2014

Dias antes da inauguração, Palmeiras e WTorre ainda não tinham entrado em acordo em relação às cadeiras da arena. O assunto foi parar na corte arbitral. O clube entendia que tinha direito de comercializar o aluguel de 35 mil das 45 mil cadeiras. A construtora afirmava que o contrato dava a ela o direito de negociar todas as cadeiras.

"Refém do WTorre" - Abril de 2015

Paulo Nobre falou pela primeira vez sobre a situação prevista em contrato. De acordo com o presidente alviverde, o clube, apesar das adversidades, precisa cumprir o contrato. "O Palmeiras é refém da WTorre. Pelo que está assinado, se tiver show, o show tem a prioridade aos jogadores. Aí, o Palmeiras tem de jogar fora do Allianz e a WTorre paga a multa. E não tem o que concordar ou deixar de concordar. Isso já está assinado. Não fico discutindo o sexo dos anjos", disse em entrevista ao Agora.

Gramado é alvo de críticas - Junho de 2015

Alexandre Mattos simplesmente detonou o gramado do Allianz Parque. "Estamos indignados. Não pode um estádio tão lindo, uma arena tão moderna, talvez a mais moderna do Brasil, compatível com as melhores da Europa, ter um gramado numa situação pífia, ridícula. Precisamos tomar providências", disse. Dias depois das críticas de Mattos, a arena recebeu uma "pelada" de empresários.

Marca em camiseta - Novembro de 2015

A Adidas, patrocinadora do Palmeiras, protocolou uma defesa em ação promovida pela WTorre, a qual proibiu a fornecedora de comercializar uma camiseta utilizando imagem do Allianz Parque. A empresa estava proibida por uma liminar da 20ª Vara Cível de São Paulo de explorar a marca do estádio, e alegou, dentre outros argumentos, que obteve aprovação do clube para a camiseta que causou a briga.

Conta a acertar - Janeiro de 2016

O Palmeiras alegou, na ocasião, ter direito a receber R$ 2,8 milhões da construtora. A quantia incluía repasses de eventos realizados no Allianz Parque, além do aluguel do Pacaembu para dois jogos realizados em 2015. Como não pôde usar sua casa para enfrentar Grêmio e Sport pelo Brasileirão do ano passado, por causa de shows marcados na mesma data, o clube pagou para atuar no estádio municipal. Por contrato, a WTorre precisaria desembolsar 50% da renda bruta do jogo, além de 20% do aluguel dos eventos realizados na arena. A construtora, por sua vez, alega que o Palmeiras precisa pagar as despesas ligadas às partidas disputadas no Allianz.

Falta de diálogo expõe ídolo - Maio de 2016

Ademir da Guia seria a voz oficial do Allianz Parque na estreia do Palmeiras no Brasileiro, contra o Atlético-PR. O ex-jogador não conseguiu desempenhar a função por causa de uma falha de comunicação entre a WTorre e o Palmeiras. O clube já havia contratado o profissional Edson Sorriso para fazer o trabalho durante as férias de Marcos Costi, locutor oficial da arena. Ademir foi ao estádio e disse que havia sido trocado por um profissional.

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