Coutinho se foi! Liverpool tem histórico péssimo com substitutos. Relembre

Vanderson Pimentel

Do UOL, em São Paulo

  • Andrew Yates/Reuters

O Liverpool receberá 120 milhões de euros à vista pela venda de Philippe Coutinho ao Barcelona, com direito a mais 40 milhões em bônus. Todavia, nem mesmo a alta quantia em caixa é um sinal de que a equipe terá um substituto com a mesma qualidade do brasileiro.

Nos últimos anos, o clube arrecadou grandes quantidades de dinheiro com a venda de seus principais astros, mas em pouquíssimas ocasiões conseguiu contratar um jogador à altura dos que deixaram a equipe inglesa.

Para o lugar do meia ex-Vasco, a imprensa inglesa já noticia que atletas como Riyad Mahrez, Manuel Lanzini e Thomas Lemar já estão sendo observados por Jürgen Klopp. Mesmo assim, o recente histórico faz com que muitos torcedores do Liverpool possuam receio do possível novo contratado para substituir o antigo camisa 10 da equipe.

Relembre alguns desses substitutos

AFP
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2009 - Sai Xabi Alonso, entra Aquilani

O histórico decepcionante começou em 2009, logo depois de a equipe perder o título do Campeonato Inglês para o Manchester United. Um dia depois de vender Xabi Alonso ao Real Madrid por 35 milhões de euros, o clube anunciou a contratação de Alberto Aquilani, proveniente da Roma, a pedido do então técnico Rafa Benítez. O volante, que custou 20 milhões de euros, não conseguiu se adaptar ao futebol inglês e sofreu com várias lesões durante sua curta estadia em Liverpool. Após empréstimos para Juventus e Milan, Aquilani foi vendido pelos Reds em julho de 2012 à Fiorentina por 2 milhões de euros
Radu Vioreanu/EFE
Radu Vioreanu/EFE

2010 - Sai Mascherano, entra Raul Meireles

Nos últimos dias da janela de transferências de 2010, o Liverpool vendeu Javier Mascherano ao Barcelona por 20 milhões de euros. Mais uma vez, o clube errou na reposição de um volante ao apostar de última hora na chegada de Raul Meireles, vindo do Chelsea por 13 milhões de euros. Sem conseguir ter grandes atuações na equipe comandada por Kenny Dalglish, o volante português pediu para ser negociado e voltou aos Blues um ano depois, por 13,5 milhões de euros.
REUTERS/Phil Noble
REUTERS/Phil Noble

2011 - Sai Fernando Torres, entram Suárez e Carroll

Depois da venda de Fernando Torres ao Chelsea por por 58,80 milhões de euros em janeiro de 2011, o Liverpool teve um grande acerto e um erro na mesma janela. O clube pagou 26,50 milhões de euros ao Ajax por Luis Suárez, e decidiu investir 41 milhões de euros em Andy Carroll, que havia se destacado apenas na segunda divisão inglesa pelo Newcastle. Enquanto o uruguaio se tornou rapidamente a referência da equipe, o inglês teve pouco espaço e foi vendido ao West Ham por 17 milhões de euros em 2013, após passar um ano emprestado na equipe londrina.
REUTERS/Nigel Roddis
REUTERS/Nigel Roddis

2014 - Sai Suárez, entram Balotelli, Lambert e Origi

O Liverpool viveu uma de suas maiores crises no ataque após ficar com o vice do Campeonato Inglês de 2013/2014. O clube usou os 82 milhões de euros da venda de Suárez ao Barcelona para investir em três atacantes. No entanto, Mario Balotelli (20 milhões de euros) e Rickie Lambert (5,5 milhões de euros) não conseguiram desempenhar o mesmo papel do uruguaio. Divock Origi, contratado por 12 milhões de euros do Lille após se destacar na Copa de 2014, só chegou ao clube na temporada seguinte após ser emprestado por um ano ao time que o vendeu aos Reds. Mesmo ganhando mais experiência, o belga não também não chegou perto de ser um substituto à altura de Luisito.
REUTERS/Darren Staples
REUTERS/Darren Staples

2016 - Sai Sterling, entram Benteke e Roberto Firmino

Em 2015, o Manchester City pagou 62,5 milhões de euros ao Liverpool por Raheem Sterling. Ainda sofrendo com a ausência de um atacante após a saída de Suárez, o técnico Brendan Rodgers pediu a contratação do centroavante Christian Benteke, que chegou do Aston Villa por 46,50 milhões de euros. No entanto, a contratação que mais deu certo desta janela foi Roberto Firmino, proveniente do Hoffenheim por 40 milhões de euros. O brasileiro, que chegou para ser meia da equipe, se tornou atacante ainda sob o comando do técnico norte-irlandês, virando titular absoluto em 2016, com a chegada do técnico Jürgen Klopp na equipe. Barrado pelo alemão, o belga acabou sendo vendido ao Crystal Palace por 31 milhões de euros

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