Pentacampeão! Cinco personagens improváveis de título do Grêmio

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • JEFFERSON BERNARDES/AFP

    Jogadores do Grêmio posam com o troféu de campeão da Copa do Brasil

    Jogadores do Grêmio posam com o troféu de campeão da Copa do Brasil

Antes do apito final, antes da trajetória do Grêmio rumo ao título, estes cinco nomes citados aleatoriamente jamais poderia montar uma caminhada rumo à quebra de um jejum que durava 15 anos. A conquista do Tricolor na Copa do Brasil com o empate em 1 a 1 contra o Atlético-MG nesta quarta-feira não foi feita apenas pelas atuações seguras de Geromel, as defesas de Marcelo Grohe, os gols de Luan ou as assistências precisas do 'Maestro' Douglas. Personagens improváveis também estiveram lá e foram importantes. 

Alheios ao clube e também às vezes ao futebol, são cinco pessoas que poderiam estar em qualquer outro relato, mas acabaram influenciando para que quase 60 mil tirassem do lugar mais profundo de seus corpos o grupo de 'é campeão' neste 7 de novembro. 
 
Conheça aqueles que poderiam (e alguns não queriam) mas podem contar momentos marcantes do pentacampeonato. 
 

CINCO PERSONAGENS IMPROVÁVEIS DO TITULO

Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Weverton - Oitavas de final

O goleiro do Atlético-PR foi o primeiro a poder acabar com o sonho gremista de erguer a taça. Não conseguiu. Mais do que isso, contribuiu diretamente para a classificação tricolor nos pênaltis. Depois de disputar uma partida regular e ver do outro lado Marcelo Grohe falhar no gol rubro-negro, Weverton, que havia acabado de ser campeão olímpico pela seleção brasileira, foi para a disputa de pênaltis. Uma série de erros de parte a parte deixou o jogo a ser decidido nos pés dele. Weverton tinha defendido três pênaltis até então, e, cheio de confiança, tirou a bola das mãos do colega de time que faria a cobrança. Se acertasse, acabaria com o sonho gremista. Mas o camisa 1 errou. Marcelo Grohe defendeu. Em seguida o Grêmio acabou classificado.
Rubens Cavallari/Folhapress
Rubens Cavallari/Folhapress

Allione - Quartas de final

O argentino do Palmeiras explica outro momento da trajetória gremista. Após uma vitória sofrida em Porto Alegre por 2 a 1, o time gaúcho não poderia perder para avançar à semifinal. E estava perdendo. Em São Paulo, o Palmeiras vencia a partida que se encaminhava para o fim e teria a chance de conquistar Brasileiro e Copa do Brasil no mesmo ano. Mas o jogo mudou quando o armador gringo deu um carrinho desproporcional no meio-campo. Acertou apenas as pernas de Everton. Foi expulso e o Grêmio passou a pressionar muito, em um jogo até então controlado. 10 minutos depois o gremista que havia sofrido a falta fez o gol que colocou o time gaúcho nas semifinais. "Eu pedi desculpas para meus companheiros, não há ninguém mais triste que eu agora", disse depois da partida.
Washington Alves/Light Press/Cruzeiro
Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Mano Menezes - Semifinal

O crescimento profissional de Mano Menezes se deve muito ao Grêmio. Foi no Tricolor que o treinador despontou para o futebol nacional. Conquistou o último momento de glória fora do âmbito Estadual pelo clube, a Série B de 2005 na chamada Batalha dos Aflitos. Mas a semifinal colocou o Grêmio frente a frente com o Cruzeiro dele. Mano esperava um Grêmio, encarou outro. Em vez de uma equipe reativa, no jogo de ida o Tricolor postou-se ofensivo, com posse de bola, comandando as ações da partida. Surpreendeu tanto que fez logo 2 a 0 e garantiu a classificação em Porto Alegre. Depois dos dois jogos, Mano reconheceu a jornada ruim no compromisso de ida e disse que o Grêmio merecia a vaga na decisão.
LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Carol Portaluppi - Semi/Final

Mas nessa semifinal um fato novo aconteceu. Nos minutos finais de jogo, com a classificação encaminhada no empate em 0 a 0, Carol Portaluppi, filha do técnico Renato Gaúcho, esperava o apito final na zona mista para ir abraçar o pai. Do campo, Renato orientou a entrada dela e foi atendido pelos seguranças que até então barravam a ida. O jogo não havia acabado, Carol ficou no reservado. Só que o árbitro entendeu como invasão de campo e, mesmo que ela não tenha influenciado no decorrer do jogo, relatou em súmula. Julgado, o Tricolor foi punido com a perda de um mando de campo e, inicialmente, não teria a decisão em sua casa. O clube recorreu, conseguiu efeito suspensivo, e a punição durou menos de 24 horas. Nesta quarta, a jovem de 22 anos esteve novamente na Arena. Mas se comportou melhor e só entrou em campo depois do título.
Lauro Rocha - OAB/RS
Lauro Rocha - OAB/RS

Sérgio Leal Martinez - Final

O julgamento que decidiu pela punição do Grêmio trouxe outro personagem para a conquista do título. O drama de poder ter a partida decisiva longe de casa gerou revolta por algumas horas. Nelas, um alvo entre os auditores foi especial. Sérgio Leal Martinez, admitidamente torcedor do Internacional, virou alvo na internet. O problema é que ele foi o único que votou a favor do Tricolor entre os que participaram do julgamento. Procurado pela reportagem do UOL Esporte, explicou que jamais houve pedido para ele não participar, que o Grêmio poderia ter feito, mas que os que estavam criticando não o conheciam. De toda forma, o efeito suspensivo foi conquistado e o Grêmio conseguiu comemorar o primeiro título de sua nova Arena.

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