Pés no chão e comemoração: O que foi dito pelos gremistas após o 3 a 1

Do UOL, em Porto Alegre

O Grêmio está em vantagem na final da Copa do Brasil. O resultado de 3 a 1 sobre o Atlético-MG na noite de quarta-feira (23) deixa o time gaúcho a um passo de quebrar o jejum de 15 anos sem uma conquista relevante. Mas engana-se quem pensa que os protagonistas do espetáculo já estão pensando na taça. Pelo contrário, em meio a poucas palavras de comemoração, termos como 'respeito' e 'cautela' pautaram o vestiário. 
 
Nem mesmo o técnico Renato Gaúcho, dado a um estilo mais brincalhão, sorriu ao tratar da vantagem sobre o Galo. Segundo ele, todo cuidado será pouco para o jogo de volta, na próxima quarta, na Arena. O sorriso só chegou ao rosto do treinador quando o assunto foi um chute que deu em um copo d'água e acabou atingindo um policial próximo. "A batida é a mesma", disparou. 
 
Em números, o Grêmio pode até perder por um gol de diferença que é campeão. Mas isso não freou o zagueiro Pedro Geromel, que sublinhou a necessidade de manter os pés no chão para conquistar o título. 
 
Autor de dois gols e expulso no fim de jogo, Pedro Rocha mostrou o quanto dividiu os sentimentos de alegria e tristeza ao comentar que chorou ao deixar o campo, mas acredita que contribuiu para uma possível volta olímpica na próxima quarta-feira, em Porto Alegre. 

Pedro Rocha, atacante do Grêmio que fez dois gols e foi expulso

"Passou muita coisa na cabeça. Chorei porque fiquei muito triste. Não acreditava naquilo, que tinha sido expulso. Mas depois acompanhando o jogo vi que todos, mesmo com um a menos, corriam dobrado. Isso nos motiva ainda mais. Foi um grande jogo, um belo resultado para levar para Porto Alegre. Fico muito feliz pelos gols, mas triste pela expulsão. Vou ficar fora do jogo mais importante, mas acredito que dei minha contribuição. Todos fizemos um grande jogo"
Pedro Vilela/Getty Images
Pedro Vilela/Getty Images

Técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, quer cautela para volta

"Treinamos muito. Falei para vocês antes da partida que o meu grupo estava pronto, não tinha o que inventar. Não jogamos bem hoje, viemos jogando bem principalmente na Copa do Brasil. Tenho conversado e temos passado muitos vídeos para eles. Definimos o time em campo. E fizeram exatamente o que foi pedido. Teve entrega, respeito, valorização da bola. Marcamos e jogamos e o Grêmio é forte. Jogamos para fazer gols. Tivemos essa vantagem contra o Cruzeiro e levamos um sufoco na Arena. Vencemos a primeira batalha de 90 minutos. Vamos para os outros em frente a nossa torcida, 60 mil pessoas. Temos uma vantagem, sim, mas todo cuidado é pouco"

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