Queda precoce após 7 pecados. Como Palmeiras deixou escapar a Libertadores

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

O Palmeiras voltou a ser eliminado na fase de grupo da Libertadores depois de 37 anos. Da estreia na atual edição, ainda em fevereiro, à vitória com gosto amargo da noite desta quinta-feira, alguns fatores se tornaram decisivos para a curta trajetória palmeirense.

O campeão da Copa do Brasil 2015 somou oito pontos e não conseguiu ultrapassar Nacional-URU (nove) e Rosario Central-ARG (11). A desclassificação na Libertadores passou, principalmente, pelo retrospecto sofrível diante do Nacional, que derrotou os brasileiros em Montevidéu e São Paulo.

A queda precoce, porém, não ficou restrita somente a esse fato. O Palmeiras, por exemplo, mostrou fragilidade defensiva, seja na bola parada ou na jogada trabalhada pelos adversários.

Outro ponto desfavorável está ligado às ausências de alguns atletas do elenco em alguns jogos importantes. Soma-se a isso, ainda, a troca no comando técnico, que, tardia ou não, influii indiretamente no desempenho do time. Ouça também a opinião de PVC e Claudio Carsughi sobre a campanha do Palmeiras: clique aqui.

 

Sete pecados do Palmeiras na Libertadores 2016

Cesar Greco/Ag Palmeiras
Cesar Greco/Ag Palmeiras

1

Troca de técnico no meio da competição

A diretoria do Palmeiras demitiu o técnico Marcelo Oliveira após a derrota por 2 a 1 para o Nacional no Allianz Parque, no terceiro jogo da campanha. Na partida anterior, o time alviverde bateu o Rosario Central em casa, mas sofreu uma pressão gigantesca na etapa final. Para muitos, a demissão deveria ter ocorrido mesmo após o triunfo. O Presidente paulo Nobre discorda. para ele, o clube agiu no momento correto. "Não adianta ficar analisando o que poderia ter acontecido antes ou não. Essa diretoria sempre toma as atitudes quando acha que é o momento. Essa atual gestão sempre toma as atitudes pensando em não agir com a emoção, sempre com a razão", frisou o mandatário.
Cesar Greco/Ag Palmeiras
Cesar Greco/Ag Palmeiras

2

Perda de jogadores experientes

Contratado para ajudar o time com sua experiência, Edu Dracena só estreou na Libertadores na quarta partida, depois de ser recuperar de uma lesão muscular na panturrilha. Outra ausência sentida foi a de Cleiton Xavier, que só atuou na partida desta quinta, depois de 239 dias sem entrar em campo. O time ainda perdeu Arouca no jogo contra o Rosario na Argentina e Zé Roberto no duelo final na fase de grupos.
Eduardo Anizelli/Folhapress
Eduardo Anizelli/Folhapress

3

Derrota em casa para o Nacional

Desempenhar bem o papel em casa faz parte da cartilha da classificação na Libertadores. O Palmeiras foi derrotado pelo Nacional em pleno Allianz Parque -- um empate bastaria para que o time ficasse com a segunda vaga da chave. O próprio Fernando Prass admitiu a falha da equipe. "Culpa nossa. A gente teve um deslize em casa, que foi a derrota para o nacional, que ficou com um homem a menos o segundo tempo todo. Acabamos pagando caro e dependendo de um outro time na última rodada", disse o goleiro.
AFP PHOTO / STRINGER
 AFP PHOTO / STRINGER

4

Expulsão de Gabriel Jesus

Artilheiro do Palmeiras na Libertadores, com quatro gols, o atacante Gabriel Jesus foi expulso de campo aos 27 minutos do segundo tempo da partida contra o Rosario. Dessa forma, o craque do time ficou fora de pelo menos 18 minutos do confronto. Naquela ocasião, o Palmeiras já perdia por 3 a 2 e chegou ao empate mesmo com um a menos em campo. Em tempo: Gabriel Jesus marcou dois gols na partida.
PABLO PORCIUNCULA/AFP
PABLO PORCIUNCULA/AFP

5

Posicionamento na bola parada e pênaltis cometidos

O Palmeiras sofreu cinco gols de bola parada e cometeu três pênaltis na competição. Dois deles foram convertidos -- nos empates contra River (2 a 2) e Rosario (3 a 3) fora de casa. Prass ainda salvou o time na vitória por 2 a 0 sobre os argentinos ao parar o chute de Marco Ruben. A equipe ainda levou um gol de falta do Rosario, também no 3 a 3. Mais dois tentos saíram após uma bola parada. Na estreia, o River empatou a partida após escanteio e falha na marcação individual na área. No empate de Rosário, o Palmeiras não conseguiu parar a jogada ensaiada argentina em cobrança de falta na intermediária.
EFE/Gaston Britos
EFE/Gaston Britos

6

Empate na estreia contra o adversário mais fraco do grupo

O River Plate somou apenas três pontos na fase de grupos e, com isso, registrou a terceira pior campanha entre os 32 times. Apesar disso, o Palmeiras não conseguiu somar seis pontos contra o rival. No Uruguai, o time cedeu o empate no segundo tempo. O Rosario, por sua vez, garantiu as duas vitórias diante da equipe uruguaia.
Cesar Greco/Ag Palmeiras
Cesar Greco/Ag Palmeiras

7

Fragilidade da defesa

O sistema defensivo mais uma vez jogou contra o Palmeiras. O time sofreu oito gols na fase de grupos -- todos nos jogos em que a equipe tropeçou (quando venceu, a equipe alviverde não foi vazada). Ou seja, a média de gols levados em quatro jogos chegou a dois por duelo. Três deles ocorreram diante do Rosario, no empate na Argentina. Naquela ocasião, a equipe brasileira chegou a ficar duas vezes na frente do placar.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos