Quem são os craques que nunca ganharam uma Copa por suas seleções?

Do UOL, em São Paulo

Lionel Messi pode ser o maior jogador de futebol de todos os tempos, superando Diego Maradona e Pelé? Cada um terá a sua resposta, mas para a maioria das pessoas que responderam não para a pergunta, ele precisa antes fazer algo que Maradona e Pelé fizeram: levar as suas seleções nacionais à glória máxima em uma Copa do Mundo.

Mas será que é preciso ser campeão com sua seleção para estar entre os melhores do planeta? O UOL Esporte listou os dez melhores jogadores (além do argentino) que nunca ganharam com suas seleções. Confira:

Eles nunca venceram com a camisa da seleção

Leo Correa/AP
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Lionel Messi (Argentina)

Aos 29 anos, o atacante do Barcelona tem cinco Bolas de Ouro da Fifa, três prêmios de melhor da Europa (dado pela Uefa), quatro títulos da Ligas dos Campeões e três títulos mundiais de clubes. Tudo pelo Barcelona. Pela Argentina? Bom, é verdade que ele levou a seleção para a final das últimas duas Copas América e para a decisão da Copa do Mundo de 2014. Mas os Hermanos terminaram derrotados em todas elas, vencidos duas vezes pelo Chile e uma pela Alemanha. Sua maior conquista com a camisa azul e branca é a medalha de ouro das Olimpíadas de 2008, em Pequim, na China.
AFP
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Johann Cruyff (Holanda)

A Copa do Mundo de 1974 contou com uma das melhores equipes de todos os tempos: a "Laranja Mecânica" da Holanda. Com um futebol dinâmico e participativo, a equipe do craque Cruyff encantou o planeta e é lembrada até hoje. O problema é que aquela equipe nunca conquistou um título. Na decisão de 74, derrota para a Alemanha Ocidental por 2 a 1. Na Eurocopa de 1976, os holandeses pararam na semifinal, 3 a 1 para a Tchecoslováquia. O único título holandês é a Euro de 1988, após sua aposentadoria ? o time campeão tinha, entre outros, Marco van Basten, Ruud Gullit e Frank Rijkaard.
Fabrice Coffrini/AFP
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Luís Figo (Portugal)

Como Cruyff, Figo teve de esperar sua aposentadoria para ver sua seleção triunfar. Eleito o melhor do mundo em 2000 (Bola de Ouro) e 2001 (prêmio da Fifa), ele era a grande estrela da seleção portuguesa na Euro 2004, disputada em casa. Sua equipe (treinada por Luiz Felipe Scolari) chegou até a final, mas acabou superada pela Grécia, em uma das maiores zebras do futebol mundial. O título europeu só viria 12 anos depois, com o título de 2016, conquistado pela geração de Cristiano Ronaldo. Ironicamente, Figo é campeão mundial por Portugal, mas sub-20, em 1991 ? comandando uma geração que tinha ainda Rui Costa, Rui Bento, João Vieira Pinto e Abel Xavier.
Reprodução
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Ferenc Puskas (Hungria)

Antes de Cruyff e da Holanda, a Hungria de Puskas também revolucionou o esporte. E, como Cruyff, Puskas teve de se contentar com o sucesso nos clubes. Ele foi três vezes campeão da Liga dos Campeões, ganhou um mundial de clubes e cinco campeonatos espanhóis pelo Real Madrid. Pela seleção da Hungria, sua grande Copa do Mundo foi a de 1954, em que chegou como favorita, venceu a seleção brasileira de Didi e Julinho Botelho e perdeu para a Alemanha por 3 a 2 (após abrir 2 a 0). Como Messi, aliás, ele conquistou uma medalha de ouro olímpica, dos Jogos de Helsinque, em 1952.
Reprodução/Sambafoot
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Sócrates e Zico

A dupla de dois dos mais talentosos meio-campistas que já nasceram no Brasil entra na lista para personificar uma das seleções mais talentosas que o Brasil já formou e que nunca foi campeã. Na Copa do Mundo de 1982, o sonho acabou com Paolo Rossi e a Itália na segunda fase. Na Copa de 1986, foi a vez da França, nos pênaltis, nas quartas de final. Até mesmo em Copas América aquela geração passou em branco: o Brasil ficou de 1949 até 1989 sem conquistar o torneio sul-americano.
Getty Images
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Carlos Valderrama (Colômbia)

O cabelo de Valderrama ficou para a história assim como seu futebol. Camisa 10 mais talentoso que a Colômbia já produziu, ele era o lidera da geração que chegou como uma das melhores do planeta na Copa do Mundo de 1994, nos EUA. Em campo, porém, os colombianos fracassaram, eliminados ainda na primeira fase. Quatro anos antes, em 1990, Valderrama já tinha levado a equipe pela primeira vez às oitavas de final, mas Higuita tentou sair driblando, perdeu a bola para Roger Milla e o time foi eliminado ? em 2014, a Colômbia fez a melhor Copa de sua história, eliminada nas quartas de final pelo Brasil. Na Copa América, o único título colombiano é de 2001, já sem o histórico camisa 10.
Junji Kurokawa/AP
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Roberto Baggio (Itália)

Foi ele que perdeu o pênalti que deu o título para o Brasil na Copa do Mundo de 1994. Quando Baggio isolou a sua cobrança na final da Copa, deu adeus, também, a sua melhor chance de conquistar um título com sua seleção. Um dos melhores jogadores da década de 1990, ele nunca mais chegou tão perto: em 1998, a Itália foi derrotada nas quartas de final pela anfitriã França e em Eurocopas, enquanto ele esteve na seleção, o time não chegou às fases finais.
AP Photo/Alastair Grant
AP Photo/Alastair Grant

David Beckham (Inglaterra)

O inglês é um dos jogadores mais importantes da década passada no futebol mundial. Ele brilhou por Manchester United (1 Liga dos Campeões e 1 Mundial de Clubes), Real Madrid e ainda ajudou na popularização do esporte nos EUA, defendendo o LA Galaxy. Pela Inglaterra, porém, ele nunca teve sucesso. Foram três Copas do Mundo, uma eliminação na fase de grupos (com direito a expulsão no último jogo, contra a Argentina, em 1998) e duas derrotas nas quartas de final. O ponto positivo para ele é que não está sozinho na seca de títulos em seu país: a última conquista da seleção inglesa é a Copa do Mundo de 1966 e, em Eurocopas, o time nunca passou das semifinais.
JOHN THYS/AFP
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Arjen Robben (Holanda)

Como Beckham, o holandês sofre com o jejum de sua seleção. A Holanda só tem um título de expressão, a Euro de 1988. Desde então, ficou sempre no quase. Robben era o grande nome da equipe na Copa do Mundo de 2010, mas o time perdeu para a Espanha na decisão. Em 2014, ele era novamente a estrela da companhia, mas parou nas semifinais. Na Eurocopa, ele estava no time que chegou até as semifinais em 2004, mas foi eliminada pelos anfitriões portugueses.
Getty Images
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Zlatan Ibrahimovic (Suécia)

Ele é um dos maiores atacantes do mundo, mas teve azar: a Suécia teve uma grande geração nos anos 90 e chegou a ser semifinalista da Copa do Mundo, em 1994. Mas, desde então, nunca mais emplacou uma série de bons resultados. Sem grandes companheiros para ajudar, Ibra só conseguiu carregar a Suécia até três quartas de final, duas em Copas do Mundo (2002 e 2006) e uma em Eurocopas (2004).

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