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Relembre as 5 substituições mais decisivas do futebol em 2017

Do UOL, em São Paulo

01/01/2018 04h00

Quando um time faz uma substituição, o torcedor às vezes nem percebe quem entrou ou saiu. Se perceber, pode ser que comece a xingar o técnico de burro. Mas, dependendo do jogador, pode ser uma injeção de esperança para resolver um jogo complicado. Os cinco reservas a seguir certamente superaram todas as expectativas e viraram heróis improváveis de seus times em 2017.

  • AP Photo/Emilio Morenatti

    1. Sergi Roberto

    Em março, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões, o Barcelona vencia o PSG por 3 a 1 e precisava de mais três gols para avançar. Aos 30 minutos do segundo tempo, o técnico Luis Enrique fez uma alteração no meio-campo que não deve ter chamado atenção dos torcedores: tirou Rafinha e colocou Sergi Roberto. Nada mudou por causa disso. Até que, aos 43, Neymar fez o quarto e, logo em seguida, o quinto. No último lance, Neymar lançou a bola para a área: era tudo ou nada. E quem estava lá para marcar? Ele, Sergi Roberto, o elemento surpresa que passou nas costas da zaga e virou o talismã da virada épica do Barcelona.

  • REUTERS/Diego Vara

    2. Cícero

    Era um jogo tenso na Arena do Grêmio. No primeiro tempo da decisão da Libertadores, o Lanús quase abriu o placar. No segundo, aos 26 minutos, Renato Gaúcho tirou o volante Jailson e pôs o meia Cícero. Depois de ser dispensado pelo São Paulo, ele assinou um contrato de apenas três meses com o Grêmio e ganhava a chance de terminar o ano por cima. Afinal, em uma decisão, tudo pode acontecer. E aconteceu. Aproveitando o passe de cabeça de Jael - que também saiu do banco -, Cícero desviou de pé esquerdo e fez o gol da vitória gremista. Foi o primeiro passo da conquista do tri da América.

  • Matthew Childs/Reuters

    3. Everton

    Na semifinal do Mundial de Clubes, Renato Gaúcho voltou a mostrar que tem estrela. O jogo contra o Pachuca estava truncado, e o empate sem gols levou à prorrogação. Bem antes, aos 26 minutos do segundo tempo, o atacante Everton entrou no lugar do meia Michel. Ao longo da temporada, Everton já tinha decidido outros jogos saindo do banco de reservas. E foi dele o gol do alívio, logo aos quatro minutos do tempo extra. Um golaço que garantiu ao Grêmio a vaga na final contra o Real Madrid.

  • Mácio Cunha/Estadão Conteúdo

    4. Túlio de Melo

    Última rodada do Brasileirão. Ainda com chances de ir para a Libertadores, a Chapecoense recebeu o desesperado Coritiba, que lutava contra o rebaixamento. Kléber abriu o placar para o Coxa, Elicarlos empatou ainda no primeiro tempo. Aos 31 do segundo, Gilson Kleina trocou um atacante por outro: Túlio de Melo no lugar de Wellington Paulista. Só que ninguém imaginava que ele seria o autor de um gol triplamente decisivo: definiu a classificação da Chape à Libertadores, o rebaixamento do Coritiba e a permanência do Vitória na Série A. Detalhe: no último lance do jogo.

  • Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

    5. Giovanni Augusto

    Ele estava há mais de um ano sem fazer gols e era um dos mais questionados do elenco. Mas a vitória que deixou o Corinthians a dois passos do paraíso no Brasileirão saiu dos pés dele. O time não fazia um bom jogo fora de casa contra o Atlético-PR. Walter, substituto de Cássio, já tinha defendido um pênalti. No segundo tempo, aos 19 minutos, o técnico Fábio Carille tirou Clayson e deu uma chance para Giovanni Augusto. E ele precisou de 12 minutos para marcar o gol da vitória. Pela primeira vez, o Corinthians vencia duas seguidas no segundo turno. Duas rodadas mais tarde, confirmaria o heptacampeonato brasileiro.

  • Claudio Villa/Getty Images

    BÔNUS: Insigne

    Na verdade, foi uma "não substituição" marcante. Com a Itália precisando do gol contra a Suécia para ir à Copa, o técnico Giampiero Ventura pediu para o volante Daniele de Rossi (foto) aquecer. Ele próprio se recusou, apontando para o atacante Lorenzo Insigne. Nenhum dos dois entrou em campo. O treinador colocou três atacantes: Bernardeschi, Belotti e El Shaarawy. Mas ninguém entendeu por que Insigne, em grande fase no Napoli, ficou fora daquela partida. Muito menos De Rossi, que anunciou aposentadoria depois do fracasso italiano.

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