Seis motivos que freiam ida do campeão olímpico Luan para a Europa

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • Lucas Uebel/Grêmio FBPA

    Luan abre o placar para o Grêmio contra o Atlético-MG

    Luan abre o placar para o Grêmio contra o Atlético-MG

Luan foi um dos destaques da seleção olímpica do Brasil. Conquistou a medalha de ouro, virou parceiro de Neymar, foi um dos artilheiros do time e ganhou visibilidade. Mas enquanto Gabigol e Gabriel Jesus já foram para Europa, o gremista não vive situação semelhante. Sem proposta oficial, o Tricolor acredita que irá permanecer com ele. 

"Não temos proposta. Segue a mesma coisa de sempre, sem proposta. Se fala muito, se disse muita coisa, mas ao Grêmio nunca chegou nada", disse o presidente Romildo Bolzan Júnior ao UOL Esporte na segunda-feira. 
 
Interesse real houve do Barcelona. O clube catalão observa Luan há mais de um ano e um de seus diretores, inclusive, se reuniu com o agente do jogador no mês passado. Contudo, a direção espanhola decidiu não fazer proposta e apostar na contratação de Paco Alcácer, do Valencia, ainda não efetivada. Leicester City e, por fim, o Liverpool também estiveram entre os interessados. Mas nunca se movimentaram de forma contundente. 
 
Uma série de motivos podem explicar a permanência de Luan no Brasil. Confira uma lista elaborada pela reportagem do UOL Esporte que mostram razões que afastam o gremista dos gigantes do futebol mundial. 
 

6 motivos para atacante Luan continuar no Grêmio

Eduardo Anizelli/Folhapress
Eduardo Anizelli/Folhapress

Preço alto

O Grêmio estipulou um preço para vender Luan. Quer no mínimo 30 milhões de euros (equivalente a cerca de R$ 109 milhões). O valor não é absurdo, pois fica próximo dos R$ 114 milhões pagos pelo Manchester City por Gabriel Jesus e dos R$ 100 milhões pagos pela Inter de Milão por Gabigol, mas de qualquer forma não é convidativo a qualquer clube.
Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Distante do holofote

E por que um preço semelhante a Gabigol e Gabriel Jesus é considerado alto? Porque Luan está longe dos holofotes. Fora do centro do país, o gremista demorou mais para ser convocado e começou na reserva a Olimpíada. Teve valor comprovado em campo, mas ainda é menos conhecido do que os que já foram negociados. Tanto que não tem convocação alguma para a seleção principal.
LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Empresário

Enquanto surgem muitas informações sobre suposto interesse em Luan, a relação de sem empresário com o Grêmio ficou um pouco arranhada. O presidente Romildo Bolzan Júnior chegou a se irritar com as frequentes sondagens confirmadas pelo agente mas que nunca chegaram ao clube. Até hoje, Jair Peixoto não tem o melhor conceito internamente no Grêmio, algo que não ajuda na hora de efetivar uma negociação.
Miguel SCHINCARIOL/AFP
Miguel SCHINCARIOL/AFP

Condição de liberação

O Grêmio não irá liberar Luan agora. Para vender a qualquer clube, o Tricolor aceita apenas a saída dele ao fim do Campeonato Brasileiro. Considera o jogador valioso na disputa do título, que encerraria um incômodo jejum de conquistas importantes que dura desde 2001. E a janela de transferências atual pega o início da temporada europeia. Dificilmente outro clube aceitaria deixar o jogador no Brasil e recebê-lo apenas no meio da disputa por lá, como fez o Manchester City com Gabriel Jesus.
Lucas Uebel/Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio

Trocas de posição

Desde o começo de sua carreira profissional, Luan já passou por várias posições. Jogou de atacante - ou falso 9 - foi meia centralizado, jogou aberto na linha de armadores e até como um dos vértices de um losango quando Felipão comandava o time. O melhor rendimento foi encontrado apenas entre 2015 e 2016, quando Roger Machado o firmou na linha de frente gremista. A procura pelo melhor lugar atrasou a afirmação dele.
Lucas Uebel/Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio

Sem categoria de base

Enquanto Gabigol e Gabriel Jesus carregam consigo a fama trazida das categorias de base, Luan não tem. Pelo simples fato dele não ter feito categorias de base. Oriundo do futsal, ele passou direto profissional com 18 anos, no interior paulista. Chegou a jogar uma Copa São Paulo, mas não esteve perto da seleção brasileira até o Grêmio. Sua primeira categoria no time nacional foi a Sub-21, sem o histórico que os demais já carregavam desde cedo.

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