Teorias da conspiração? Veja 10 histórias misteriosas do futebol

Do UOL, em São Paulo

  • Reuters

Gunther Schweitzer: de 1998 a 2014

O que aconteceu com Ronaldo na final da Copa de 1998? Por que o Brasil jogou tão mal contra a França? Ainda é difícil responder a estas perguntas. O que deu força a uma corrente de internet que divulgava uma carta fictícia assinada por um certo "alto funcionário da Globo" chamado Gunther Schweitzer: "Divulgado o escândalo que todo mundo suspeitava". A falsa denúncia dizia que a Copa foi comprada, e fez tanto sucesso que ganhou novas versões a cada Mundial perdido pelo Brasil. Claro que, em 2014, não foi diferente: desta vez, inventaram que a CBF teria trocado a Copa pelo ouro olímpico...
Reprodução
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Argentina na Copa de 1978

Jogando em casa, a Argentina precisava ganhar do Peru por quatro gols de diferença para se classificar à final contra a Holanda. Caso contrário, o Brasil iria para a decisão. Resultado da partida: 6 a 0 para a Argentina. Goleada difícil de engolir, e que gerou suspeitas de armação. Ainda mais depois da denúncia de um ex-senador peruano de que houve um acordo entre as ditaduras dos dois países. Até hoje, nada foi comprovado. A Argentina foi para a final, venceu a Holanda e assegurou seu primeiro título mundial.
REUTERS/Oleg Popov/Files
REUTERS/Oleg Popov/Files

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Havelange e as Copas de 1966 e 1974

Presidente da Fifa na época da Copa da Argentina, João Havelange declarou que não houve armação contra o Peru. Mas ele pensava diferente em relação aos mundiais de 1966 e 1974. Na época, o inglês Stanley Rous estava à frente da Fifa. E a escalação de árbitros ingleses e alemães para os jogos do Brasil deixou Havelange desconfiado. Para ele, houve favorecimento aos anfitriões nestas duas Copas. E o Brasil, que jogava com a mesma base dos times campeões em 1962 e 1970, teria sido prejudicado. "A Inglaterra voltou a ser campeã ou ganhou alguma coisa? Não, então pronto", concluiu Havelange em entrevista de 2008 para a Folha de S. Paulo.
Arquivo Folha
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Bracelete de Bobby Moore

Quando a Inglaterra partiu rumo ao México para defender o título mundial na Copa de 70, decidiu fazer uma parada na Colômbia para um amistoso. Lá, acabou presenciando um escândalo que abalou o capitão da seleção, Bobby Moore. Ele foi acusado de roubar um bracelete na joalheria do hotel. Chegou a ser preso. Foi solto quatro dias depois, quando se chegou à conclusão de que não havia provas contra ele. Surgiram rumores de que tudo isso seria obra de um complô sul-americano com o objetivo de tirar Moore da Copa e enfraquecer a seleção inglesa. Ele jogou o Mundial, mas a Inglaterra caiu nas quartas de final e o Brasil foi campeão.
Getty Images
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Festa secreta da Holanda em 1974

Às vésperas da final da Copa de 1974 entre Holanda e Alemanha, o tabloide alemão Bild publicou que o craque holandês Johan Cruyff teria dado uma festa na piscina do hotel, regada a champanhe e prostitutas. A Holanda perdeu aquela final. Mais tarde, Cruyff revelaria que não dormiu direito antes da partida porque teve que dar explicações à esposa sobre a suposta farra, que nunca chegou a ser totalmente desmentida.
Folhapress/AP
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Doping de Maradona em 1994

"Cortaram as minhas pernas", disse Maradona depois de ser excluído da Copa de 1994 por uso de efedrina e mais quatro substâncias proibidas. Ele jurou pelas duas filhas que não tinha se drogado. Surgiram teorias de que a culpa teria sido de um preparador físico contratado especialmente para deixá-lo tinindo durante o Mundial. Ou então da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, que estaria interessada em tirar Maradona da competição por causa de seus escândalos com cocaína. Esta última versão motivou a publicação de dois livros sobre o caso: "Inocente" e "El último Maradona: cuando a Diego le cortaron las piernas".
Laurence Griffiths/Getty Images
Laurence Griffiths/Getty Images

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Jogo combinado na Euro de 2004

A Itália dependia do jogo entre Dinamarca e Suécia para avançar para o mata-mata da Eurocopa de 2004. Só não podia ter empate por dois ou mais gols: qualquer outro resultado classificaria os italianos. A partida terminou empatada por 2 a 2, com gol aos 44 do segundo tempo, e as seleções escandinavas passaram de fase juntas. Na época, a imprensa sueca denunciou que jogadores de ambos os times conversaram durante todo o jogo e teriam combinado o resultado. Dinamarca e Suécia avançaram, mas foram eliminadas logo em seguida, nas quartas de final.
AFP
AFP

Ditadura x Barcelona

Nas semifinais da Copa del Generalíssimo de 1943, o Barcelona venceu o Real Madrid em casa por 3 a 0 no jogo de ida. Os catalães fizeram muita pressão contra o rival, usando apitos e gritos de guerra. O Barça chegou a ser multado pelo comportamento da torcida. O jogo de volta, em Madri, teve simplesmente a maior goleada do clássico em todos os tempos: 11 a 1 para o Real. Por que o Barcelona jogou tão mal naquele dia? Surgiu a teoria de que um representante do general teria visitado o vestiário do Barcelona para lembrar que eles só estavam ali por causa da "generosidade" do regime. A ameaça nunca se comprovou, mas a goleada ficou na história.
Rivaldo Gomes/Folhapress
Rivaldo Gomes/Folhapress

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Caso Héverton

Até por ser bem recente, a reviravolta do Brasileirão de 2013 ainda rende muita conversa de bar. Depois da última rodada, o Fluminense estava rebaixado. Mas a Portuguesa perdeu pontos por causa da escalação irregular de Héverton, e acabou caindo no lugar do time carioca. Ex-presidente da Lusa, Ilídio Lico insinuou que o Fluminense e a patrocinadora Unimed estariam por trás de tudo. Outra corrente defende que o Flamengo seria o líder do complô, já que também foi punido pela escalação irregular de André Santos e seria rebaixado se a Lusa não perdesse pontos. Uma discussão que ainda está longe de acabar. Maior prejudicada, a Lusa foi parar na Série D.
Montagem/EFE
Montagem/EFE

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Morte do Polvo Paul

O polvo Paul, que ficou famoso por acertar os resultados dos jogos da Copa de 2010, morreu no dia 25 de novembro do mesmo ano. Mas uma cineasta chinesa produziu um longa-metragem insinuando que, na verdade, ele já tinha morrido bem antes, e que um polvo aleatório era usado nas previsões. Afinal, quem sabe diferenciar um polvo do outro? "Sei que houve muita gente apostando durante a Copa. Quando comecei a pensar em fazer esse filme, eu queria filmar a respeito de pessoas que, por causa das apostas, encontrassem situações esquisitas", justificou Jiang Xiao, diretora de "Matem o Polvo Paul".

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