1. Bangu BAN
    Boavista-RJ BOV
  2. Madureira MAD
    Fluminense FLU

Sábado 02/04/2016 - 16:00

Mário Helênio, Juiz de Fora

5ª rodada

2
Botafogo Botafogo
  • Joel Carli
  • Rodrigo Lindoso
Pós-jogo
2
Flamengo Flamengo
  • Alan Patrick
  • Marcelo Cirino

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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Fases do jogo

  • Primeiro tempoCom muita velocidade, as equipes apresentavam um ritmo intenso em campo. Melhor para o Botafogo, que contou com uma falha de Paulo Victor para abrir o placar com Joel Carli, aos 13min. Apesar da vantagem, a partida seguia muito equilibrada, qualquer erro poderia ser fatal. Renan Fonseca bem que tentou ajudar o rival ao atrasar bola fraca para Jefferson. Guerrero dominou livre e chutou para grande defesa do botafoguense, aos 25min. O problema do Alvinegro é parou de atacar e passou a ser sufocado pelo Rubro-negro que chegou ao empate aos 30min: Alan Patrick aproveitou sobra de bola na entrada da área e acertou belo chute no ângulo direito, 1 a 1.
  • Segundo tempoApós o intervalo, o Flamengo voltou melhor para o jogo e pressionou o Botafogo nos minutos iniciais. Porém, em um contra-ataque, Ribamar recebeu na área e foi chutado por Wallace. Rodrigo Lindoso bateu pênalti para defesa de Paulo Victor. Luis Ricardo pegou o rebote e tocou novamente para o volante, que empurrou para as redes: 2 a 1. Novamente em vantagem, o Alvinegro não repetiu o mesmo erro e seguiu em posição de ataque. Mesmo assim, não foi capaz de segurar a reação do Fla, que empatou com Marcelo Cirino, aos 36min.

Melhores

  • Jefferson, BotafogoGoleiro teve atuação bastante segura e operou um milagre ainda no primeiro tempo em finalização de Guerrero. E teve também uma batida de falta de Alan Patrick.
  • Alan Patrick, FlamengoApoiador foi o melhor jogador de linha da partida. Teve grande desempenho e ainda marcou um golaço. Fla sentiu sua ausência após ser substituído por cansaço no segundo tempo

Piores

  • Wallace, FlamengoZagueiro falhou no segundo gol do Botafogo e deixou o Flamengo em situação complicada no jogo. Pênalti infantil cometido em Ribamar
  • Guerrero, FlamengoNão teve boa atuação. Quase não incomodou a defesa do Botafogo, uma de suas principais características. Muito apagado.

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