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Quinta-feira 12/05/2016 - 19:15

Adauto Moraes, Juazeiro

1
Juazeirense Juazeirense
  • Alex Travassos
Pós-jogo
2
Botafogo Botafogo
  • Neilton
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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Fases do jogo

  • Primeiro tempoO Botafogo dominou as ações no primeiro tempo e chegou ao gol logo no início, quando Leandrinho arrancou pelo meio, sofreu uma tentativa de desarme e a bola acabou sobrando livre para Neílton, que tocou no canto do goleiro. O Alvinegro continuou bem, mas tinha dificuldades no toque de bola por conta das condições ruins do gramado no "Adautão", que estava muito irregular.
  • Segundo tempoNa etapa final, Jefferson deixou o campo lesionado e Hélton Leite pareceu estar frio e sem ritmo de jogo. No lance do gol, Alex Travassos bateu de forma fechada e o jovem goleiro acabou pulando para dentro do gol, o que o dificultou a executar a defesa. Em dois lances seguintes, no entanto, ele brilhou e impediu o empate do Juazeirense. O Botafogo ainda teve a chance de fazer o terceiro em jogada de Leandrinho que Sassá chutou cruzado e o goleiro Tigre defendeu.

Destaques

  • XarásO jogo desta quinta-feira marcou o duelo de Sassás. Tanto o Juazeirense quanto o Botafogo tinham jogadores com este apelido entre os titulares. E ambos são atacantes.
  • Arco-írisA visita do Botafogo à Juazeiro do Norte motivou torcedores de outros clubes do Rio a também comparecerem ao estádio. Notou-se alguns com camisas de Flamengo e Vasco, por exemplo. O clima, no entanto, foi de harmonia.

Melhores notas

  • Juazeirense
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