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Quinta-feira 10/03/2016 - 21:45

Monumental David Arellano, Santiago

3ª rodada

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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Fases do Jogo

  • 1º TempoJogo entre dois times que se conhecem. Atlético e Colo-Colo foram adversários na fase de grupos da Libertadores passada. Apesar das mudanças, nas duas equipes, as bases foram mantidas. Algo que justifica o jogo pegado e travado nos primeiros minutos. Muita marcação e pouco espaço. Tanto que a primeira finalização rumo ao gol aconteceu somente aos 17 minutos, numa tentativa de Jaime Valdés, defendida por Victor. Aos 25 o Atlético teve uma série de três escanteios seguidos, que começou na boa tentativa de Patric. O Atlético tocou muito a bola, teve mais posse, segundo o site da Conmbeol foi 52% contra 48%, mas finalizou pouco. No primeiro tempo os chilenos chutaram quatro vezes contra três Atlético, que ainda perdeu dois bons contra-ataques após erros de Cazares e Pratto.
  • 2º TempoO Atlético voltou para o segundo tempo com duas alterações. Dátolo e Hyuri entraram nos lugares de Cazares e Patric, respectivamente. Apesar da primeira grande chance ser do Colo-Colo, com Delgado, que chutou para fora depois de bom passe de Paredes, o Atlético voltou melhor para a etapa final. Dátolo e Hyuri deram ao time o que faltava, organização e dribles em velocidade. Tanto que o argentino teve boa chance aos 9 e aos 12, mas parou em Villar na primeira e chutou para fora a segunda. Para azar do Atlético, Dátolo machucou e teve de sair. Momento em que o Colo-Colo aproveitou para chegar duas vezes com perigo, mas Victor foi bem em ambas.Pressionado, o Atlético se segurou como era possível e conseguiu segurar o empate, apesar das boas chegadas do Colo-Colo. A melhor delas aos 40, com Tonzo, que chutou para fora, depois de tirar toda a defesa da jogada.

Destaques

  • Desfalque surpreendenteGrande nome do Atlético para a temporada 2016, Robinho fez parte da delegação alvinegra que viajou para o Chile. Porém o atacante não entrou em campo para enfrentar o Colo-Colo. Ainda no Brasil o jogador foi picado por um inseto na coxa, que ficou inchada. Além disso, Robinho teve febre e acabou vetado pelo departamento médico do Atlético.O atacante acompanhou a partida da tribuna do Estádio Monumental.
  • Sem misturas de coresPelo segundo ano consecutivo que Atlético e Colo-Colo se enfrentaram pela Libertadores. E assim como foi em 2015, os dois clubes combinaram de jogar com uniformes monocromáticos, para facilitar para jogadores em campo e torcedores no estádio ou que acompanhavam pela televisão. O Atlético jogou todo de branco e o Colo-Colo todo de preto. Algo que deve se repetir no próximo jogo, dia 16, em Belo Horizonte.
  • Sombrinha contra cuspeToda vez que um jogador do Atlético chegava na lateral para cobrar um lateral ou na linha de fundo para cobrar um escanteio, o atleticano era acompanhado por um funcionário do Colo-Colo com uma grande sombrinha. Artifício usado para evitar os cuspes da torcida chilena nos jogadores do Atlético.
  • Substituição perdidaDátolo entrou na partida após o intervalo, no lugar de Cazares. E o camisa 10 do Atlético entrou muito bem, participativo e organizando o time. Nos primeiros 12 minutos em campo o meia argentino já tinha finalizado duas vezes e dado bons passes para Hyuri. Mas aos 15 a partida acabou para Dátolo. Depois de ser lançado por Luan, o meia sentiu uma dor na coxa esquerda e pediu para ser substituído. Entrou Júnior Urso.

Melhores

  • Luan, Atlético-MGO meia fez de tudo um pouco. Finalizou, criou, desarmou e até travou as tentativas dos adversários. Destaque até mesmo na volta do intervalo, quando vomitou ainda no túnel de acesso ao gramado.
  • Victor, Atlético-MGÍdolo da torcida não por acaso. Mais uma vez o goleiro atleticano foi grande figura dentro de campo. Defesas decisivas, boas saídas do gol e até sorte quando foi preciso.

Piores

  • Patric, Atlético-MGImprovisado no ataque, pelo lado esquerdo, Patric não conseguiu render como das outras vezes. Errou algumas bolas fáceis e ficou em campo somente 45 minutos.

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