1. Colo-Colo CCL
    Independiente del Valle IDV
  2. Nacional (URU) NAC
    Rosario Central RCE
  3. Deportivo Cali DCA
    Bolívar BLV

Quinta-feira 14/04/2016 - 19:30

Mineirão, Belo Horizonte

6ª rodada

4
Atlético-MG Atlético-MG
  • Tiago
  • Robinho
  • Lucas Pratto
  • Carlos
Pós-jogo
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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Fases do Jogo

  • 1º Tempo47 segundos. Foi o tempo que o Atlético precisou para fazer o primeiro gol da noite, no Mineirão. Foi do zagueiro Tiago, que não marcava desde 2014. O camisa 26 pegou o rebote do goleiro Ferreyra, após cabeçada de Júnior Urso. O empate era mais do suficiente para o time alvinegro se classificar, mas a postura em campo era em busca de gols. Tanto que aos 7 minutos já estava 2 a 0, com Robinho, em impedimento. E antes a bola já tinha batido na trave, em tentativa de Cazares. Lucas Pratto também deixou o dele, aos 16, em cobrança de pênalti. O que parecia ser uma goleada histórica, virou um jogo controlado. Muita troca de passe, quase sempe no campo ofensivo. O Atlético já não tinha a mesma intensidade dos primeiros minutos e mesmo com toda a fragilidade do adversário, não marcou mais gols na etapa inicial.
  • 2º TempoSe no primeiro tempo o Atlético fez 3 gols em 16 minutos, no segundo o time só acordou após o 15º minuto. Depois que Cuesta ficou sozinho com Victor, passou pelo goleiro e só não marcou para os peruanos por causa da boa recuperação de Tiago. Lance que despertou o Atlético. Aguirre fez alterações e a equipe alvinegra voltou a criar chances de gol. Até que Carlos ampliou, aos 23 minutos. Mas ficou nisso, o Atlético voltou a tocar a bola e garantiu a liderança do grupo 5, mas perdeu a chance de aplicar uma das maiores goleadas da história da Libertadores.

Destaques

  • Gol 100O primeiro gol de Tiago pelo Atlético numa Copa Libertadores já é histórico. O gol do zagueiro sobre o Melgar foi o 100º do clube mineiro no torneio continental. O artilheiro atleticano na história da competição é o atacante Jô, que marcou 11 gols.
  • RapidinhoUma característica do Atlético como mandante, durante a fase de grupos, foi marcar logo um gol. Foi assim nos três jogos em Belo Horizonte. O que mais demorou foi contra o Independiente Del Valle, aos 3 minutos. Contra Colo-Colo e Melgar a equipe alvinegra precisou de somente um minuto para balançar as redes adversárias.
  • Retorno com gol e dorO atacante Carlos estava sem atuar desde janeiro, por causa de uma lesão no tornozelo direito. A partida contra o Melgar foi a primeira oficial do camisa 13 na temporada, que havia disputado apenas os jogos pela Flórida Cup. A volta aos gramados aconteceu com gol. No entanto, o tornozelo voltou a incomodar o atacante, que deixou o jogo com apenas 15 minutos de participação.
  • Aguirre melhor em 2016?A campanha do Atlético-MG na fase de grupos da Libertadores de 2016 foi melhor do que a do Internacional, comandado pelo próprio Aguirre, em 2015. O número de pontos foi igual, com 13 para cada um. Porem o Atlético de Aguirre teve saldo melhor, oito contra seis do ano passado.

Melhores

  • Júnior Urso, Atlético-MGO volante não fez gols contra o Melgar. Nem sequer atuou na sua posição de origem. Urso jogou aberto pelo lado direito, já que Atlético estava desfalcado de Luan e Hyuri, além de Clayton, ainda não inscrito na Libertadores. Mesmo improvisado, o camisa 20 foi muito efetivo, participando dos principais lances de ataque.

Piores

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