Domingo 08/05/2016 - 16:00

Mineirão, Belo Horizonte

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Atlético-MG Atlético-MG
  • Clayton
Pós-jogo
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América-MG América-MG
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Do UOL, em São Paulo

Muricy Ramalho colocou em campo diante do Corinthians a sexta escalação do São Paulo em seis jogos em 2015. Por um misto de opção tática, preservação de jogadores e oportunidade aos jovens, o treinador são-paulino não repetiu o time na temporada. Nesta quarta, uma equipe surpreendente, com algumas mudanças inéditas para o clássico, não deu certo: o time foi dominado e derrotado sem contestação em Itaquera.

Na estreia, defesa com Toloi e Edson Silva, Thiago Mendes no meio e Kardec e Luis Fabiano no ataque. Depois, Lucão ganhou lugar na defesa, Pato no ataque; Ganso voltou ao meio. No clássico com o Santos, chance para o garoto Ewandro. Contra o Bragantino, última partida, esquema com três zagueiros, estreia de Doria e Centurión, com o garoto Boschilia entre os titulares.

Diante do Corinthians, foram três mudanças inéditas: pela primeira vez no ano, Michel Bastos atuou na lateral esquerda; Doria, que só havia atuado com três zagueiros diante do Bragantino, jogou em uma formação com dois defensores. O meio com Denilson, Souza, Maicon e Ganso também apareceu pela primeira vez em 2015.

As surpresas vieram depois de uma semana repleta de mistérios: enquanto Tite revelou a escalação corintiana na terça, Muricy fechou os treinamentos, e deixou claro desde a semana passada que não revelaria a escalação. A estratégia não deu certo.

Um dos principais destaques do time na temporada, Michel Bastos não repetiu as boas atuações na lateral. Após o jogo, repetiu um discurso adotado já no começo do ano, de que rende mais no meio de campo. "Eu sei jogar, lógico, mas acho que hoje eu posso dar um pouco a mais em outra posição. Hoje o Muricy optou por isso para dar possibilidade a outro jogador, tentei dar meu máximo. A gente sempre quer jogar na nossa função", disse.

Dória também não foi bem, e vacilou em alguns lances. Na saída de campo, se irritou com perguntas sobre seu preparo físico. "Com certeza, estou preparado sim", disse, antes de deixar a zona mista.

O meio até trocou mais passes do que o Corinthians, mas, com dois centroavantes de pouca velocidade, Maicon e Ganso não encontraram espaço para enfiar as bolas. Cássio praticamente não trabalhou no Itaquerão.

Depois da partida, o próprio Muricy Ramalho reconheceu que as mudanças não surtiram efeito. "Quis liberar os dois laterais, os dois atacantes e o Ganso, mas não surtiu efeito. Não teve penetração, não teve jogada de fundo do campo. Para classificarmos na Libertadores, é muito pouco. Só com isso não tem condições".

O São Paulo volta a campo no sábado, diante do Audax, no Morumbi. Possivelmente, terá a sétima escalação da temporada. A missão, agora, é encontrar o time ideal antes de voltar a atuar pela Libertadores, diante do Danubio, na quarta-feira.
 

Fases do Jogo

  • 1º TempoComo precisa vencer para ficar com o título mineiro, o Atlético se lançou ao ataque. Os primeiros minutos foram de pressão, mas sem uma finalização sequer. Tanto que o goleiro do América só apareceu aos 14 minutos, para fazer grande defesa em chute de Erazo. No minuto seguinte lá estava João Ricardo de novo, evitando que o bom cruzamento de Marcos Rocha chegasse em Carlos. Apostando nos contra-ataques, o América criou uma única chance nos primeiros 45 minutos. Foi com Victor Rangel, aos 26, que tentou de bicicleta e Victor fez uma grande defesa. O Atlético jogava mais no campo de ataque, mas não chutava tanto como se esperava por um time que precisava fazer o resultado. Aos 38 a última grande chance alvinegra na etapa inicial, com chute cruzado de Carlos César e defesa de João Ricardo. Aos 44 um lance que mudou o rumo do jogo. Já amarelado, o zagueiro Tiago perdeu uma bola no meio e fez falta para impedir o contra-ataque do América. O camisa 26 foi bem expulso pelo árbitro Wilton Pereira.
  • 2º TempoTer um a menos parece não ter feito diferença para o Atlético, que voltou com Robinho no lugar de Hyuri. E o camisa 7 foi decisivo na pressão feita pela equipe alvinegra. Robinho teve a chance de marcar, aos 4, mas optou pelo passe e Sueliton cortou. Aos 8 outra chance, mas o chute de Robinho foi em cima de João Ricardo. Aos 12 mais uma vez Robinho, que deixou Pratto dentro da área e o camisa 9 cortou um zagueiro antes de chutar em cima de João Ricardo. Sorte do Atlético em ter Clayton livre, para empurrar a bola para o fundo da rede. Até então só na defesa, o América se lançou ao ataque. E o Atlético passou a jogar nos contra-ataques. Mesmo com o mandante em bom momento, os comandados de Givanildo Oliveira contaram com Danilo Barcelos para empatar o duelo e garantir o título.

Destaques

  • SolidariedadeO garoto Romerinho, que luta contra o câncer, esteve no Mineirão. Familiares e amigos de Romerinho fazem uma campanha para arrecadar fundos para que o garoto tenha condições de se tratar fora do país. Com o apoio do Atlético, o cruzeiresne Romerinho entrou em campo durante o intervalo da final com o América.
  • Fisiologia barrou Leonardo SilvaCapitão do Atlético, o zagueiro Leonardo Silva queria disputar mais uma final pelo clube alvinegro. Apesar da vontade, o Leonardo Silva nem sequer ficou no banco de reservas. O zagueiro foi poupado após exames apontarem alto risco de lesão, caso estivesse em campo. O capitão foi preservado para o importante jogo com o São Paulo, pelas quartas de final da Libertadores, nesta quarta-feira, no Morumbi.
  • Provocou? Expulsou!O zagueiro do América foi o responsável por provocar Robinho e Leonardo Silva na partida de ida. No duelo de volta, ele cometeu falta em Clayton na ponta esquerda e recebeu cartão vermelho.

Melhores

  • Danilo Barcelos, América-MGO lateral improvisado no meio de campo voltou a brilhar no Mineirão. Após dois gols no estádio Independência, ele marcou o tento que garantiu o título para a equipe comandada por Givanildo Oliveira. O atleta aproveitou toque de Borges para marcar.

Piores

  • Tiago, Atlético-MGUm erro infantil e uma expulsão aos 44 minutos do primeiro tempo. Tiago deixou o Atlético com um jogador a menos, para toda a segunda etapa, tornando ainda mais difícil o que já era complicado.
  • Hyuri, Atlético-MGMuita correria, muito toque de efeito e pouca produtividade. Mais uma chance para Hyuri e mais uma vez o camisa 17 deixou o campo devendo bom futebol. Foi substituído por Robinho, no intervalo da partida.

Próximo Jogo - América-MG

  1. América-MG AMG
    Criciúma CRI

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